<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224</id><updated>2012-02-14T11:58:51.662-02:00</updated><category term='Citações'/><category term='Outro'/><category term='Existência'/><category term='psicanálise'/><category term='amor'/><category term='faxina intelectual'/><category term='Citação'/><category term='Garrafas ao Mar'/><category term='São Paulo'/><category term='Mais Visitado'/><category term='Divagações Cinéfilas'/><title type='text'>Uma Ilha entre Dois Estados</title><subtitle type='html'>"Meu livro e meu diário interferem um noutro constantemente. Eu não consigo separá-los. Nem consiliá-los. Sou uma traidora com ambos. Sou mais leal ao diário, porém colocarei páginas do me diário no livo, mas, nunca páginas do meu livro no diário, demonstrando uma fidelidade humana à autenticidade humana do diário" ANAIS NÏN</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>65</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-6293952913775152087</id><published>2010-02-15T21:38:00.002-02:00</published><updated>2010-02-15T21:58:49.783-02:00</updated><title type='text'>No Carnaval</title><content type='html'>Vendo a polemica do Tal  do "Lobo Mau" que só ivete sangalo gravou.... bem, resolvi baixar a musica....&lt;br /&gt;Salve, salve... 4shared... na vida de qquer pessoa que queria ficar mais ou menos inteirada da vida da industrica cultural...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bem, a questão é que estou escutando a música no presente momento. E o grande lance é que ela fala é : "vo te comer..." ... ok.. até aí nenhuma novidade... todos sabem da relacao que carnaval tem com sexualidade. TODOS MESMO!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu mesma, estava aos pincaros de ver há dois dias, homens vestidos de mulher e extamente exercendo uma sexualidade mto diferente. Inclusive um deles batendo no capo do carro e dizendo: "_ Amo minha família!!!" E do lado do cidadão da mulher, quase que a reboque do mercado, sentido a máxima vergolha alheia... ela foi criada na máxima: _ vc tem que ser cia do seu marido ou outra será... pior ainda no carnaval...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, ela acompanha o "dito cujo" no carnaval...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há algo além disso... é no carnaval em que há algo de mais ludico e mais humano. Não importa se vc está em ponta negra ou na redinha.... todos vão dançar as mesmas musicas e os mesmos passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, eu vi um grupo de ditos "alternativos" em Ponta Negra... ok.. ponto classe média, mas os minos e as minas de oculos de aro grosso e tatuagens caracteristicas, sem se falar no corte de cabelo, estavam lá, rebolando ao som do axé... o que tem tudo isso de tão reprimivel... (pergunta) .. se tudo o que acontece no carnaval é exatamente o extravasar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qdo escuto a musica da Ivete Sangalo fico pensando nisso... aff... como as pessoas tem necessidade de serem pudicas.. e riculamente, diga-se de passagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;qdo vc tem coisas muito mais explicitas... ninguem fala nada... seja mina que fez o-que-todo-mundo-gosta no BBB... isso é apenas uma anedota apimentada e erótica... agora, um axé.. é outra coisa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu posso citar CENTENAS de Axés que tem letras ambiguas... até mesmo o grande Rei escreveu o "Concavo e o convexo".... e todas as outras musicas em outra lingua "come baby let my fire" ... ou o mais recente bregamente "come to be come one" (spice girls)... Ou sei lá... no pior dos exemplos 50cents cantando "candy shop".... Af....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí... todos estes falavam de pedofilia... nossa... processem os irmãos Andersen!!! Pq ver sexo onde não háq explicito e deixar de lado o que realmente tem (pergunta) ou pior do que isso,para que criar uma sociedade de neuróticos... parece que o ganho com Freud e o feminismo, de falar sobre sexo abertamente... vira isso... uma luta entre o que é moral do que é deve ser imoral...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguem discute o que se coloca em mídia de relacionamento pessoal, de vida pessoal... olhem coluna social... não há nada mais deplorável.. chega um ponto que tudo se viviem em torno de uam imagem.. isso é relamente ofensivo e pornográfico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pornô está em vc mostrar o que é privado... o que deve ser conservado em uma intimidade.... Falar palavrao será pornográfico (pergunta)... Usar saia curta... O que mais (pergunta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sengundo a Nova, revista feminina, a mulher moderna tem que ser a devassa de tempos atrás e de forma completamente forçada... é aquela que domina a situacao... se entregar as coisas é tão pecado qto no periodo medieval...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AGORA, neste momento de carnaval, meu questionamento é... de onde vem todo este puritanismo.. assim... repentino... Até ontem se lamentava a morte do ET da dupla ET e rodolfo que seu grande sucesso era: "comprei uma penal de pressão, pra ver seu cuzinho mais depressa  Eu sou solteiro e não tenho compromisso Se eu lavo ou se eu cozinho ninguemv tem nada com isso"  ( para entender a duplicidade fale em voz alto... rs...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguem tiver algo a dizer.,. diga....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-6293952913775152087?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/6293952913775152087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=6293952913775152087' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/6293952913775152087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/6293952913775152087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2010/02/no-carnaval.html' title='No Carnaval'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-5057824125430436405</id><published>2010-02-12T14:13:00.001-02:00</published><updated>2010-02-14T12:23:52.350-02:00</updated><title type='text'>Migrações</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/S3gHZN54bMI/AAAAAAAAABY/UTPuJ-nmsoA/s1600-h/concha.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 291px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5438104679860432066" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/S3gHZN54bMI/AAAAAAAAABY/UTPuJ-nmsoA/s320/concha.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Verdana', 'sans-serif';font-size:7;color:black;"   &gt;Às vezes o texto me vem assim... de pronto.... BOOMMM!!! como uma explosão. Inteiro: começo, meio e fim. Às vezes se perde. Às vezes se acha no meio de outro texto ruim. OU mesmo numa abricolage de textos, se acha um.&lt;br /&gt;Comecei um (mentalmente) enquanto lavava a louça. É... mulheres... Modernas ainda por cima... lavando louça? tenho para mim que ser mulher e moderna é cuidar. Parece que isso está meio em desuso. Mas cuido. Não apenas de mim, do outro, mas também do meu texto. Mesmo que comece e não o termine. Mas há, aqui, uma tentativa de fazê-lo. cuidá-lo. Compartilha-lo.&lt;br /&gt;Comecei-o imaginariamente. Aos poucos recupero um fragmento... um aqui... outro lá... vou coletando aos poucos, como conchas na praia. Não sei bem o que fazer, um colar, um elemento decorativo ou apenas te-las.&lt;br /&gt;Mas o que fazer se mesmo assim a idéia principal se perder? Fazer o quê?&lt;br /&gt;O que se perde, ganha-se em seguida. Numa casa em que se deveria ter canetas, láspis... instrumentos de escrita, quase não há. Por pouco não perco toda esta idéia. Ou quase idéia. A minha concha.&lt;br /&gt;Todo este sentimento.&lt;br /&gt;Tudo o que tento opacamente escrever. Não sei bem para que escrever, além da vontade de alimentar meu desejo de catarse. É quase triste como me prendo a uma não-neurotização, quando na verdade estou alimentando-a com leite ninho para que fique bem gorda. É quase triste. Mas não é. É existência.&lt;br /&gt;Existir é este limiar entre uma tristeza melancolica, a procura de algo que não se sabe que se perdeu, e uma alegria maníaca, quase histérica.&lt;br /&gt;O que pensava na pia era em uma aluna. Ela sempre me pareceu séria. Séria no sentido daquelas pessoas que te passam segurança, que quando falam é um pouco trovejante. Ela sempre me pareceu muito senhora de si, o que em alguns momentos desculpava a sua aparente grosseiria. Percebo que não estou mais acostumada com pessoas de opinião firme. Quando ela me contou sua passagem com um determinado livro. Algo de diferente aconteceu. Meu modo de ve-la mudou. Me marcou. Era algo doce e triste. Quase simpático. Respeitei mais ainda a sua opinião. Ou mesmo quando no seu silencio ela me olhava em sala. Seu olhar era meu ponto de apoio em minhas explanações.&lt;br /&gt;Para que algumas pessoas nascem prontas para a vida. Como parece ser o caso desta aluna. Outras não. Acho que pertenço a esta categoria, dos não prontos para a vida. Mas não estou estagnada, procuro esta vida, assim como procuro este texto.&lt;br /&gt;Mudo tanto, muito. Extamente porque experencio. Não tenho esta coisa (presença adultificada), mais pareço quase uma criança. Meio birrenta, meio dengosa, mas que sempre vê aviões e onibus em caixas de pasta de dente.&lt;br /&gt;Cada vez mais me torno lúdica. Processo inverso. Deveria estar me entregando a racionalidade dos anos, mas cada vez mais me descolo disso. Me abro para um mundo diferente. Mesmo com mensagens escritas no espelho do banheiro que não consigo apagar. Então deixo. Deixo lá, que o novo inquilino a apague, que cuide daquilo que não quero e não dou conta de fazer. Não há nada de errado nisso. São apenas alguns limites do momento. E que em outro momento não existem mais.&lt;br /&gt;Neste universo, meio paralelo e alucinatório, em que tudo meio que se mistura, vem a dor, a alegria me mostrar que minha carne é fraca. Meu corpo é frágil. Mas que aquilo que é amorfo em mim é forte. Forma-se uma pérola. Um pequeno câncer ambíguo. Sou assim, feiosa por fora (meio fora dos padrões e da casinha, também), mas por dentro há algo precioso, raro. Mas é preciso ter o instrumento certo para abrir. É quase uma violência. É preciso mostrar a carne frágil para ter o tesouro. Por isso sou reservada. Aquilo que em mim é precioso é aquilo que é frágil em mim. Ao ser forçada a me revelar, desmontar, posso morrer.&lt;br /&gt;Mas ainda há a surpresa para o outro. Será que haverá uma pérola nesta ostra?&lt;br /&gt;Acho que alguém finalmente a encontrou....&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-5057824125430436405?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/5057824125430436405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=5057824125430436405' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/5057824125430436405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/5057824125430436405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2010/02/migracoes.html' title='Migrações'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/S3gHZN54bMI/AAAAAAAAABY/UTPuJ-nmsoA/s72-c/concha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-5834490174690406654</id><published>2010-02-09T00:20:00.003-02:00</published><updated>2010-02-09T00:23:28.754-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>algo....</title><content type='html'>precisaria muito me aproximar melhor de mim mesmo, deixar tudo aquilo que me separa do centro. Acabo sempre por me referir ao centro sem a menor garantia de saber o que estou dizendo, acabo sempre, enfim, por ceder ao engano fácil da geometria com que se pretende coordenar nossasw vidas de ocidentais: eixo, centro, razão de ser, Onfalo, nomes da nostalgia indo-europeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O Jogo da Amarelinha) - nada mais a dizer&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-5834490174690406654?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/5834490174690406654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=5834490174690406654' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/5834490174690406654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/5834490174690406654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2010/02/algo.html' title='algo....'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-7747689145953289735</id><published>2010-02-09T00:07:00.002-02:00</published><updated>2010-02-09T00:20:05.917-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Mundo Satisfatório e pessoas rasoaveis - uma pauta</title><content type='html'>"O reino será de materia plastica, não resta dúvida. E não é o que o mundo se vá converter num pesadelo orweliano ou huxeliano; será muito pior, será um mundo delicioso, à medida dosseus habitantes, sem nenhum mosquito, sem nenhum analfabeto, com galinhas enormes e, provavelmente, dezoito patas, saborossissimas todas elas, com banheiros telecomandados, agua de cores diferentes, segundo o dia da semana, uma delicada atenção do servico nacional de higiene,&lt;br /&gt;Ou seja, um mundo satisfatório para as pessoas rasoáveis.&lt;br /&gt;E ficará nele alguém, uma só pessoa, que não seja rasoável.&lt;br /&gt;Em algum recanto, um vestigio do reino esquecido. Em alguam morte violenta, o castigo por ter se recordado do reino. Em alguma risada, em alguma lágrima, a sobrevivencia do reino. No fundo, não parece que o homem acabe por matar o homem. Não vai conseguir, vai agarrar o leme da máquina eletronica, do foguete sideral, vão lhe dar uma rasteira, e depois cairao encima dele.&lt;br /&gt;PODE-SE MATAR TUDO, MENOS A NOSTALGIA DO REINO, QUE LEVAMOS NA COR DOS NOSSO OLHOS, EM CADA AM, EM TUDO AQUILO QUE PROFUNDAMENTE ATORMENTA E DESFAZ E ENGANA. WISHFUL THINKINGS, TALVEZ MAS ESSA É OUTRA DEFINIÇÃO POSSÍVEL DO BÍPEDE IMPLUME."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo satisfatorio para pessoas rasoaveis é como os imorais que nso olham e nos julgam. Peidam fedido no compartilhamento do banheiro. Usam joias, penteados sustentados por laque e roupas de marca. Mas no banheiro são como todos ou pior. Pq tentam disfarçar até mesmo que são humanas, com falsas tossidas. Chic's.... só se for de chiqueiro.&lt;br /&gt;Me recuso a ser rasoavel. E me recuso a ser imoral. Penso o que penso, sinto o que sinto. Não tenho nada a ver com a vida alheia, pq cuidam tanto da minha....&lt;br /&gt;Devo ser realmente alguem interessante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-7747689145953289735?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/7747689145953289735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=7747689145953289735' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/7747689145953289735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/7747689145953289735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2010/02/mundo-satisfatorio-e-pessoas-rasoaveis.html' title='Mundo Satisfatório e pessoas rasoaveis - uma pauta'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-826212577017237468</id><published>2010-02-04T22:17:00.003-02:00</published><updated>2010-02-04T22:29:58.970-02:00</updated><title type='text'>CAPITULO 7</title><content type='html'>Toco tua boca, com um dedo toco o contorno da tua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se pela primeira vez a tua boca se entreabrisse e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que minha mao escolheu e te desenha no rosto, uma boca que minha mão escolheu e te desenha no rosto, uma boca eleita entre todas, com soberana liberdade eleita por mim para desenha-la com minha mão em teu rosto e que por um acaso, que não procuro compreender, coindice exatamente a tua boca que sorri debaixo daquela que minha mão desenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu me olhas, de perto tu me olhas, cada vez mais de perto e, então, brincamos de ciclope, olhamo-nos cada vez mais de perto e, nossos olhosse tornam maiores, aproximam-se, sobrepõe-se e os ciclopes se olham, respirando indistintas, as bocas se encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os labios, apoiando ligeiramente a lingua nos dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem com um perfume antigo e grande silencio. Então, minhas maos procuram afogar-se bos teus cabelos, acariciar lentamente a profundidade do teu cabelo enquanto nos beijamos como se tivessemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragrancia obscura. E, nos mordemos, a dor é doce; e, se nos afogamos num breve e terrivel absorver simultaneo de folego, essa instantanea morte é bela. E já existe uma sõ saliva e um só sabor de fruta madura, e eu te sinto tremular contra mim, como uma lua na água.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-826212577017237468?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/826212577017237468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=826212577017237468' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/826212577017237468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/826212577017237468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2010/02/capitulo-7.html' title='CAPITULO 7'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-3188963741178533549</id><published>2010-02-03T12:45:00.003-02:00</published><updated>2010-02-03T14:21:31.827-02:00</updated><title type='text'>As vezes eles voltam.....</title><content type='html'>Havia tempo que pensava nisso: retornar.&lt;br /&gt;Tentei eu como uma espécie de Robson Cruoé deixar a ilha. Mas não se pode deixar a Ilha, ela está dentro. Grudada. Simbiótica.&lt;br /&gt;Mesmo me aventurando em outros lugares, em outros planos, percebi que de nada adiantaria. É como o sonho do homem ridículo. Tenta-se uma morte, mas o que acontece é um delírio, um descolamento em que se pode achar um mundo diferente. Mas que não deixa de ser uma cópia, um simulacro da matriz. Tal e qual também a cópia dos problemas.&lt;br /&gt;Tenho uma séria questão "admirável mundo novo" X "1984"... e que, sinceramente, não acho que sejam TÃO opostos assim. Bem, mas a questão é que me sufoca o olhar de quem não quero. A vigia silenciosa de quem não quero que saiba de mim ou de minha vida. Ou seja, abomino qualquer polícia do pensamento (1984). E tão muito me creio formatada como alfa ou beta...&lt;br /&gt;Odeio padrões. Odeio restrições. Detesto convenções. Mas adoro a sensibilidade e o aconchego humano. Meus paradoxos...&lt;br /&gt;E um deles vem com a visibilidade. Gosto de ser notada, mas jamais o palhaçado no picadeiro. O olhar do Big Brother (do livro e não o programa da TV para os menos avisados) já não me incomoda mais. A minha visibilidade não é minha, mas das minhas ficções. São as minhas produções. Minhas combinações de caracteres. E que as vezes reverberam com outras ficções.&lt;br /&gt;Embora não haja comentários para mim, escritas. Sei e espero que tenham comentários internos. Comunicações. E é este todo meu desejo.&lt;br /&gt;Eu como uma ilha, entre dois estados, lido com as ambiguidades e paradoxos da vida. Da minha vida. Das coisas como vejo, penso e sinto. Agora, o que acontece comigo, como sujeito e não como ser... bem, esta é sempre a margem do mistério que o Outro tem que manter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estas explicações requerem tanta imaginação quanto a epidemia ou o naufragio. [....] Mas devo me convencer: não preciso fugir. Viver com as imagens é uma felicidade. Caso cheguem os perseguidores, esquecerão de mim diante do prodígio dessa gente inacessível. Ficarei." (trecho extraído de "A invenção de Morel" - Adolfo Bioy Casares)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto o recado é o seguinte: voltei. Tomo o meu lugar. Minha demarcação.&lt;br /&gt;Não morri e nem matei nada. Também pq na solidão não se pode morrer, apenas se desaparece. E num passe de mágica estou aqui, ali... em todos os lugares.&lt;br /&gt;E sempre bem-vindos aqueles que chegaram e aos que retornam assim como eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-3188963741178533549?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/3188963741178533549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=3188963741178533549' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/3188963741178533549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/3188963741178533549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2010/02/as-vezes-eles-voltam.html' title='As vezes eles voltam.....'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-7170710368034157850</id><published>2009-11-13T06:07:00.002-02:00</published><updated>2009-11-13T06:48:21.303-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Existência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Garrafas ao Mar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>A janela</title><content type='html'>&lt;div&gt;Admito minha morte, mais do que a do outro. Encaro com angustia o fim da minha existência, mas com total desespero a morte do outro. "Um novo tempo apesar dos perigos".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É um (re)começo. Destes vários que a vida promove. Uma nova vida dentro da mesma. Mas desta vez é definitivo, é inteiro e maciço. É o meu para sempre. Sinto tudo por inteiro, o que me exaspera, me consome, me extrapola e me encanta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não sou mais um&lt;a href="http://www.nga.gov/feature/artnation/fauve/images/matisse/matisse_open_window_270x323.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 323px" alt="" src="http://www.nga.gov/feature/artnation/fauve/images/matisse/matisse_open_window_270x323.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; ser apartado e dividido. Não sou mais bipartida, um ser em dois estados. Não estou em estado algum. Não estou mais cristalizada em passado ou futuro. Me crio a todo instante, exatamente sofrendo daquilo que nos retiram (ou tentam retirar pela sociabilização) a nossa capacidade de sermos deuses em nossas vidas. É a revolução criativa. Não quero e não serei mais um pepino em sua conserva cultural, mas algo multiplo e amorfo. O que soa tão ironicamente em tempos que moda e corpo quase ditam como vc deve ser, como se comportar e algumas vezes até como sentir o que bebe e o que come. Me recuso, me revolto e me rebelo desta forma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu gosto de opostos, dispostos e nada de pressupostos. Sou semelhante a uma intuição, ou sou vivendo ou não sou me iludindo. Quero sentir o sentimento sendo o próprio. Não desejo mais vigias e nem grilhões.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sou o ser livre que sempre desejei. E me oprime qualquer contra manifestação disso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Portanto, decidi (e antes das famosas promessas de ano novo) que me livrarei de ambuiguidades de minha vida. Sei que não posso me livrar de todas, mas farei com que elas sejam mais produtivas em termos de existência. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Odeio e sempre odiei qualquer coisa que fosse o jargão: "o que os outros vão pensar..." ou "como vou ficar diante..." Me sentir vigiada, me sentir tolhida em meu espaço, e pior ainda ele sendo virtual... não quero. Deixo de lado, para trás e afastado de mim, mas jamais renegado este pequeno diário virtual.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Escrevi este blog num estado específico de minha vida, de minha história e fez parte daquilo que me faz uno. Há várias cartas escritas para o mar. Este agora que contemplo e me faz ser uno. è o movimento de casar, unção com o mundo. O meu mundo. O meu horizonte de existência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não sou uma sereia, nem uma ninfa, e nem mais menina. Me torno agora um ser híbrido em um abraço eterno.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu quero estar disposta e intensa. Quero me dedicar em existência a outras coisas. Fechar gestalts, para abrir outras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sei escrever. Acho. E por isso me desvencilho da tecnologia (isso não é apenas porque meu computador tem Inteligencia artificial e joga fora minha tese e/ou por causa do apagão em SP nesta semana). Mas não quero mais digitar e as palavras quase estarem prontas. Às vezes nem são as que desejo, as que eu quero. Mas vão. Acabam sendo. É uma imposição de expressão, assim como regras de etiqueta, pura homogenização. Um traço de mim concorda, buscando o rasoável. E como isso é medíocre. Não quero isso para meus textos e nem para mim. Eu não quero escrever o rasoável, pq eu não sou uma pessoa rasoável, muito pelo contrário.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não procuro escrever uma carta de despedida, um bilhete ou lista de compra ou afazeres. Quem sabe a composição quase escolar sobre o que não fiz, sobre o que não vivi? Isso será um pequeno segredo. Como uma dupla face, posso e quero. A vida pertence a mim e não aos outros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vou me dedicar ao inexplicável. Ao que ninguém sabe, nem eu. Sobre o que escrevo de próprio punho, e quem sabe coloque em letras normais ou eu admita realmente o seu "aprisionamento" em um de meus diários. Deixar meus hieróglifos manuais em paz. Não tenho mais a pretensão de fazer alguem entender o que não entendo. Porque isso se tornou um meio de vigilância. Queria apenas transmitir sentimentos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quero sorrir, neste momento, mas não consigo. Mas estou em paz. Paro antes que tudo isso se torne algo perverso. Perverso no melhor estilo psicanálitico, uam inversão completa da libido. Por isso, não me sinto culpada por terminar algo. E nem por não estar gargalhando. Não tenho a obrigação maníaca de estar sempre feliz. Isso é quase um desespero. Estar sorrindo e gargalhando o tempo todo. Existem outros estados que não são apenas felicidade e tristeza. Não há só o branco e preto, e entre eles o cinza. São as cores que nos dão a forma. As palavras são o leve rabisco de algo. Mas parece que minhas emoções estão gagas, inseguras e por isso vão se calar, silenciar neste espaço. Não sei se para sempre. Mas para um hoje bem prolongado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esta é a minha manifestação diante da descoberta da finitude. Do irreversível. Tenho medo. Não de mim, mas da inexistência do outro. E é por ele que me entrego mais e mais. Fico as vezes sem rumo, porque o limiar antigo, não serve. Ainda bem...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dou meu ultimo salto aqui. Há morte. Há sentimentos ruins. Há pessoas não de bem com a vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não quero. Bato o pé. Sou assim mesmo, teimosa e indomável. E não vendo limites, apenas horizontes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Não há como não pensar na morte,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;entre tantas delícias, querer ser eterno"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(Adélia Prado)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-7170710368034157850?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/7170710368034157850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=7170710368034157850' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/7170710368034157850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/7170710368034157850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/11/janela.html' title='A janela'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-3706510989018535939</id><published>2009-10-02T09:59:00.000-03:00</published><updated>2009-10-02T10:00:31.326-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Existência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Garrafas ao Mar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Dedico a voCê</title><content type='html'>Há de se comer do banquete sem se perguntar qual seria a entrada, o prato principal ou mesmo a sobremesa. Beba. Coma. Desfrute. Não se importe com os temperos. O prazer esta no destempero, no inesperado. Isto é mais uma daquelas resoluções pseudo intelectuais, e que na verdade apenas refletem o que tomo para mim como uma realidade mais do que psíquica, mas uma estética de vida. Sim, tenho muito pouco falado de vida. Pois, tenho a necessidade e a urgência de vivê-la. Me escondo numa toca, como um coelho. Mas não assustado, apenas a espreita, sabendo que em algum momento meu esconderijo pifará e terei que assim estar exposta. Mais do que já estou. &lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;Destes dias que já quase parecem um mês, escrevo estas mal traçadas linhas. Não exatamente porque queira, mas porque haja interrogações no ar. O que isso quer dizer que existem perguntas. Fique atento agora porque vou falar sobre os pequenos mistérios cifrados aqui. Coloco, exponho, rasgo em palavras frias de um monitor. É uma pequena experiência mística, mítica, misteriosa. Assim como meu rosto é meu inconsciente. Sei que existe, mas apenas posso sabe-lo por percepção de minhas mãos, e sua manifestação, talvez num espelho. Agora me utilizo do Outro como meu espelho, aquilo que reflete o que de mim há de inconsciente.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;Vai te preparando, a coisa vai longe... talvez não em expansão, mas em saltos, pequenos e grandes de idéias... em devaneios... &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;Me disponho a falar de algumas coisas. Concordo! Concordo que há em algum momento tenho que me esvaziar de significados para adquirir outros. Mas algo me diz que isso já não pode ser mais desta forma, há um outro movimento em mim agora. Trabalho com uma mudança muito abstrata e sutil, que em suas manifestações internas é poderosa e rearticuladora. Não sei bem ao certo que fascínio é este que me domina. É quase uma insanidade que brilha em meus olhos o tempo todo. Destempero. O destempero que tempera a minha salada.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;Vivo em curto circuito com o mundo. Ou melhor vivemos. Estamos em relação. Em algo tão profundo, que se funde. Nosso tempo. O nosso tempo, apenas nosso e vemos momentos em relógios enlouquecidos na cidade insana... Mais uma comprovação de que vivemos na dobra do momento criador e no momento do encontro. Na esquina.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;Nós que atravessamos ruas, por vezes sozinhos ou acompanhados. Por vezes solitários em companhia e acompanhados por um eu-com eu mesmo- em mim mesmo. A questão é que por vezes, pessoas tiveram que atravessar ruas e dobrar as esquinas da existência. E nós continuamos andando. Até que... num momento, numa dobra, sem ter que atravessar nenhuma rua, esbarramos na esquina. E estávamos indo na mesma direção. E agora continuamos. Sem atravessar ruas e pouco ligar para os sinais de pare e atenção. Tudo se torna um grande sinal verde. &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;Por isso somos realização, somos vivos, somos experiência, somos aquilo que não se pode pegar, somos mutantes em nós mesmo. E nosso encontro será para sempre meta livre. Sabemos que somos dois, mas por uma capacidade única, conseguimos estabelecer uma relação profunda. Conseguimos uma bi-empatia, toda nossa sensibilidade está ativa para o outro. Conseguimos nos perceber e por isso nos relacionamos, sem a arrogância de saber o que se passa com o outro, temos consciência da nossa limitação, o que nos dá ilimitação de experenciar.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;Não há nada a ser esperado, é o inesperado que pulsa a vida. É assim foi o encontro numa esquina, não qualquer, mas aquela. Só aquela. Eu não fui até você, e nem você veio até mim. Não se forçou nada. Cada um tem e teve e terá seu processo. Conheci para ser conhecida, me abri para abrir o sorriso alheio. O desejo é o alimento. E nele estou me fartando. &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;O que há de se fazer? Afinal, há o que fazer? Algum ato gerador ou que corte que promova qualquer coisa... qualquer coisa.... redijo cartas num editor de textos... sinto toda a reversibilidade que a vida não tem. Sinto que num teclar posso voltar atrás em palavras que disse, na vida não... nem mesmo o ato encima do teclado é reversível, apenas o que foi provocado pelo mesmo... ao contrário da boca. Se mexe, fala e não há como remediar.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;Não faça nada, ou melhor faça tudo. Faça tudo sentindo o mundo e devolvendo a ele a sua energia, pulse sobre as coisas, pessoas, objetos. Sobre vc mesmo. Não encare isso como narcisismo. È apenas mais um devaneio. E são nos devaneios que conseguimos nos alinhavar em sonho, realidade e fantasia. Isolando as pressões... o que se quer realmente? Fale para si mesmo, o que vc não quer escutar. Seja o seu melhor Outro. Sangre absurdamente, faça esta entrega solitária, talvez seja a única coisa que nos salve desta apatia que nos mata. Não tema em ser louco, ser louco é não se entregar a vida. Pague o preço da vida, ou estará para sempre amarrado a uma imagem fake, nem mesmo “refletível” num espelho.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;Ignoro por vezes o impacto de mim sobre o outro. Talvez porque meu espelho esteja opaco. Novamente: espelho opaco. Não, não é o espelho opaco, mas o que meus olhos míopes tem dificuldade de discenir. Os meus olhos que estão acostumados a não me ver refletida no outro. È exatamente o inverso do narciso. Nego o espelho, não porque seja ruim, mas porque não estou acostumada a felicidade da reciprocidade. Porque não quero lidar com as idealizações, com as minhas próprias (que tento ... riam... de forma racional e ponderada) e as idealizações dele. Estas segundas que tanto temo em falhar, mas não sou massa de modelar. E nem ele quer.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;Mas me faço passar por pequenos testes de crueldade, de mim para comigo mesma. Por que assim, provo para mim a minha fantasia de que sou uma rocha. De que nada me atinge e que tenho compreensão suficiente para que sustentar. Mas é apenas um devir rocha. Aguentar a arrebentação é tudo que quero. Mas nem sempre é possível. Por isso necessito tanto de algum ponto de segurança. Pela primeira vezes o ponto de segurança é exatamente o que me confere a insegurança.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;Digo isso, porque sei que o objeto (ser amado) se sobrepôs às imagens. Assim é o início da paixão. Ele é o meu desejo e assim se configura, assim como eu sou o desejo dele. E com certa melancolia abstrata esqueço dos limites, para assim fugir de qualquer tipo de desemparo que possa ser criado por minha fantasia. Pq não estou desemparada, não mais no sentido freudiano. Tenho noção da minha solitude, e agora tenho um companheiro de solidão. Alguem que fico em silêncio. Alguem para o tudo e o nada. Parece tudo um tanto quanto blue... mas não é... é sereno, ao mesmo tempo que é impetuoso. Meu amor não é algo que venha sozinho... está junto com tudo isso e muito mais. Coisas que não há palavras para.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;Por isso, não invisto em minha idealização como “ser amada”, mas invisto nesta melancolia, que paradoxalmente é narcísica. Com este peso em minha alma não saio flutuando em minha leveza maniaca, e assim consigo entender também os desabores daquele que quero só os sabores.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-3706510989018535939?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/3706510989018535939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=3706510989018535939' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/3706510989018535939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/3706510989018535939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/10/dedico-voce.html' title='Dedico a voCê'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-3710314821779136320</id><published>2009-09-03T09:17:00.003-03:00</published><updated>2009-09-03T09:39:07.244-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Existência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citação'/><title type='text'>Por que hoje é sábado</title><content type='html'>Depois de tanto tempo fora do blog, vivendo talvez, um pouco mais da realidade. Estou cá novamente. A vida cheia de retornos, novos caminhos, aventuras e desventuras. Trilho hoje um novo caminho, com algumas mesmas metas, mas principalmente com um novo pensamento: por que hoje é sábado.&lt;br /&gt;Esta nova "ideologia" vem de um novo propósito de vida, nada que vá muito além do que já havia proposto dentro do "projeto para uma vida melhor". Mas me livro aos poucos de pequenas mesquinhezes, coisas que apenas me faziam sofrer, mas viver o que otimistamente desejo: viver a vida.&lt;br /&gt;Certa vez uma amiga de infancia disse a mim: "a vida foi feita para ser envolvida na vida de outra de vida. Se minha vida não é envolvida na vida de outra vida.... Poxa vida, isso é vida... "&lt;br /&gt;Além de ter uma vida envolvida na vida de alguem, é necessário também se envolver com a vida que nos circula. Por mais dores que isso possa causar em algum momento, expectativas não cumpridas, preconceitos desafiados, valores colocados em xeque, sentimentos disperdiçados... nada é maior do que a delícia de se estar vivo e poder passar por tudo isso.&lt;br /&gt;Hoje, especificamente, depois de um inverno rigoroso em SP cinza, vejo o céu azul e posso voltar a usar minhas saias floridas. Creio ser a primavera que se aproxima e toda a delicadeza do mes de setembro. Mes este que contempla as pessoas mais delicadas e amadas que tenho aqui em SP. Pessoas de terra, pés no chão, mas que me fazem sonhar, que contem o fogo de minha existencia sempre com generosidade de um amor profundo. Não importando a sua manifestação.&lt;br /&gt;Amo meus virginianos. Do fundo do meu coração e eles sabem disso.&lt;br /&gt;Falo tudo o que há de bom. Mas há também aquilo que não é bom. Para vida, também há morte. O ultimo post, falei da morte de um desconhecido. Agora falo da morte de alguem conhecido. Alguém que em muito influenciou minha vida e minha trajetória. Hoje em sua linguagem seria um dia com "céu de brigadeiro", o que lindamente ele descreveu para meu pai no dia de minha formatura.&lt;br /&gt;Presto aqui uma homenagem singela ao meu primeiro orientador, Prof. José Luiz Guimarães. Uma pessoa ímpar, de opiniões fortes e sem qualquer medo de expressa-las. Um pequisador nato e um gestor de idéias. Tive em minha graduação a sorte de lidar com dois grandes gestores de idéias. Ambos mortos. Zé Luiz e Glória. O que me entristece, quem sabe, em algum momento nestas dobras de vida e morte, eles possam ver onde estejam o quanto o menor ato foi transformador. Isso me faz ser aquilo que tento ser não apenas em sala, com meus amigos, com a pessoa que anda comigo, mas na vida. Neste grande palco de dramas, comédias e aventuras. tudo é passivel de ser transformado. tudo. Até mesmo a morte, aquilo que parece ser irremediável.&lt;br /&gt;A vida e a morte. para sempre a mesma questão de existência.&lt;br /&gt;Por isso, decido como lema : Por que hoje é Sábado! - lema este dado por um viriginiano mto amado por mim.&lt;br /&gt;Não me isento das responsabilidades, assim como o sábado, mas quero viver dias ensolarados. Quero um sorriso sincero e não gargalhadas desesperadas e alienadas. Quero meu olhar longo a procura de um horizonte que vejo sua infinitude, e não algo idealizado. Quero em meu peito esta paz que faz cócegas, e não o peso da angustia de persecutoriedade. Quero abraços verdadeiros e não beijos falsos sociais. Quero o olhar sincero e não a piada bem colocada. Quero o simples e não o que se esconde atras do espetáculo. Quero apenas pq sou um ser desejante, e não desejo ser outra coisa.&lt;br /&gt;Por isso, exatamente, um mês após meu retorno de saturno, declaro meu DIA DA CRIAÇÃO....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 110%; MARGIN: 3pt 0cm" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 110%; FONT-FAMILY: Verdana; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-ansi-language: IT"&gt;O dia da criação&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 110%; MARGIN: 3pt 0cm" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 110%; FONT-FAMILY: Verdana; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-ansi-language: IT"&gt;&lt;strong&gt;(Vinicius de Moraes)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;table style="WIDTH: 95%; BORDER-COLLAPSE: collapse; mso-padding-alt: 0cm 0cm 0cm 0cm" class="MsoNormalTable" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="95%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-firstrow: yes; mso-yfti-lastrow: yes"&gt;&lt;td style="BORDER-BOTTOM: #ece9d8; BORDER-LEFT: #ece9d8; PADDING-BOTTOM: 0cm; BACKGROUND-COLOR: transparent; PADDING-LEFT: 0cm; WIDTH: 100%; PADDING-RIGHT: 0cm; BORDER-TOP: #ece9d8; BORDER-RIGHT: #ece9d8; PADDING-TOP: 0cm" width="100%"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: right; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="right"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Macho e fêmea os criou.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-ansi-language: IT"&gt;Gênese, 1, 27&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 110%; MARGIN: 3pt 0cm" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 110%; FONT-FAMILY: Verdana; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-ansi-language: IT"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 110%; MARGIN: 3pt 0cm" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 110%; FONT-FAMILY: Verdana; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-ansi-language: IT"&gt;I  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 110%; MARGIN: 3pt 0cm" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 110%; FONT-FAMILY: Verdana; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;Hoje é sábado, amanhã é domingo&lt;br /&gt;A vida vem em ondas, como o mar&lt;br /&gt;Os bondes andam em cima dos trilhos&lt;br /&gt;E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na cruz para nos salvar.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 110%; FONT-FAMILY: Verdana; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;Hoje é sábado, amanhã é domingo&lt;br /&gt;Não há nada como o tempo para passar&lt;br /&gt;Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo&lt;br /&gt;Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é sábado, amanhã é domingo&lt;br /&gt;Amanhã não gosta de ver ninguém bem&lt;br /&gt;Hoje é que é o dia do presente&lt;br /&gt;O dia é sábado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 110%; MARGIN: 3pt 0cm" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 110%; FONT-FAMILY: Verdana; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;Impossível fugir a essa dura realidade&lt;br /&gt;Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios&lt;br /&gt;Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas&lt;br /&gt;Todos os maridos estão funcionando regularmente&lt;br /&gt;Todas as mulheres estão atentas&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 110%; MARGIN: 3pt 0cm" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 110%; FONT-FAMILY: Verdana; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 110%; FONT-FAMILY: Verdana; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;II &lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 110%; FONT-FAMILY: Verdana; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento há um casamento&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Hoje há um divórcio e um violamento&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há um rico que se mata&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há um incesto e uma regata&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há um espetáculo de gala&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há uma mulher que apanha e cala&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há um renovar-se de esperanças&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há uma profunda discordância&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há um sedutor que tomba morto&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há um grande espírito-de-porco&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há uma mulher que vira homem&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há criançinhas que não comem&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há um piquenique de políticos&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há um grande acréscimo de sífilis&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há um ariano e uma mulata&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há uma tensão inusitada&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há adolescências seminuas&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há um vampiro pelas ruas&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há um grande aumento no consumo&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há um noivo louco de ciúmes&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há um garden-party na cadeia&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há uma impassível lua cheia&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há damas de todas as classes&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Umas difíceis, outras fáceis&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há um beber e um dar sem conta&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há uma infeliz que vai de tonta&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há um padre passeando à paisana&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há um frenesi de dar banana&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há a sensação angustiante&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;De uma mulher dentro de um homem&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há uma comemoração fantástica&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Da primeira cirurgia plástica&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;E dando os trâmites por findos&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado&lt;br /&gt;Há a perspectiva do domingo&lt;br /&gt;Porque hoje é sábado &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 110%; FONT-FAMILY: Verdana; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 110%; FONT-FAMILY: Verdana; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 110%; MARGIN: 3pt 0cm" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 110%; FONT-FAMILY: Verdana; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-ansi-language: IT"&gt;III&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 110%; MARGIN: 3pt 0cm" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 110%; FONT-FAMILY: Verdana; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-ansi-language: IT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 110%; FONT-FAMILY: Verdana; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Por todas essas razões deverias ter sido riscado do Livro das Origens,&lt;br /&gt;ó Sexto Dia da Criação.&lt;br /&gt;De fato, depois da Ouverture do Fiat e da divisão de luzes e trevas&lt;br /&gt;E depois, da separação das águas, e depois, da fecundação da terra&lt;br /&gt;E depois, da gênese dos peixes e das aves e dos animais da terra&lt;br /&gt;Melhor fora que o Senhor das Esferas tivesse descansado.&lt;br /&gt;Na verdade, o homem não era necessário&lt;br /&gt;Nem tu, mulher, ser vegetal, dona do abismo, que queres como&lt;br /&gt;as plantas, imovelmente e nunca saciada&lt;br /&gt;Tu que carregas no meio de ti o vórtice supremo da paixão.&lt;br /&gt;Mal procedeu o Senhor em não descansar durante os dois últimos dias&lt;br /&gt;Trinta séculos lutou a humanidade pela semana inglesa&lt;br /&gt;Descansasse o Senhor e simplesmente não existiríamos&lt;br /&gt;Seríamos talvez pólos infinitamente pequenos de partículas cósmicas&lt;br /&gt;em queda invisível na terra.&lt;br /&gt;Não viveríamos da degola dos animais e da asfixia dos peixes&lt;br /&gt;Não seríamos paridos em dor nem suaríamos o pão nosso de cada dia&lt;br /&gt;Não sofreríamos males de amor nem desejaríamos a mulher do próximo&lt;br /&gt;Não teríamos escola, serviço militar, casamento civil, imposto sobre a renda&lt;br /&gt;e missa de sétimo dia.&lt;br /&gt;Seria a indizível beleza e harmonia do plano verde das terras e das&lt;br /&gt;águas em núpcias&lt;br /&gt;A paz e o poder maior das plantas e dos astros em colóquio&lt;br /&gt;A pureza maior do instinto dos peixes, das aves e dos animais em [cópula.&lt;br /&gt;Ao revés, precisamos ser lógicos, freqüentemente dogmáticos&lt;br /&gt;Precisamos encarar o problema das colocações morais e estéticas&lt;br /&gt;Ser sociais, cultivar hábitos, rir sem vontade e até praticar amor sem vontade&lt;br /&gt;Tudo isso porque o Senhor cismou em não descansar no Sexto Dia e [sim no Sétimo&lt;br /&gt;E para não ficar com as vastas mãos abanando&lt;br /&gt;Resolveu fazer o homem à sua imagem e semelhança&lt;br /&gt;Possivelmente, isto é, muito provavelmente&lt;br /&gt;Porque era sábado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-3710314821779136320?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/3710314821779136320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=3710314821779136320' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/3710314821779136320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/3710314821779136320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/09/por-que-hoje-e-sabado.html' title='Por que hoje é sábado'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-234767779481866212</id><published>2009-07-25T02:50:00.002-03:00</published><updated>2009-07-25T03:03:18.787-03:00</updated><title type='text'>Chicobuarquiano, infelizmente</title><content type='html'>"morreu na contramão atrapalhando o trânsito"&lt;br /&gt;Nunca uma frase foi tao verdadeira. Justamente num dia em que pensava sobre o carater da vida. Estava eu, com a minha vidinha e meus dramas egoistas, a pensar sobre o que se faz da vida que se tem. E para agravar a coisa, estava indo ao palacio da futilidade: o shopping.&lt;br /&gt;Vi um homem. Só sei disso. Um homem. Com alma, ou seja lá, que nome queira dar para isso. Tentar atravessar a rua, antes do sinal  ficar verde. Não conseguiu. Os carros, como estouro de manada zuniam seus aceleradores. Foi assim... bum.... primeiro achei que dois carros tinham passado mto rente, um ao outro. Mas não. Eu vi algo a mais sair do carro ou pular o carro. Era um homem.&lt;br /&gt;Me escondi, vergonhosamente, atras da banca de jornal. Não suportava o espetáculo. As pessoas  como matilhas, se aglomeraram na calçada. Pareciam sedentos da desgraça alheia. Daquele homem que naquele momento era o centro das atenções, na calçada de indigentes. Aquele que era para ser mais um transeunte na cidade que ferve de pessoas, tinha olhares fixados nele.&lt;br /&gt;Assim que abriu o sinal para os pedetres. Corri. Sem olhar para lado nenhum. Fugia. Fugia do carater mais humano das coisas... morte e crueldade. Do outro lado da calçada adolescente irritantemente emos, riam. Ao entrar no shopping pessoas andavam. E eu só pensava no corpo extendido no chão. Me deu vontade de gritar. Dizer: _ Olha tem um homem morto lá fora.&lt;br /&gt;Mas de nada isso adiantaria. Nada.&lt;br /&gt;Outra vez, o carater solitário da existência. Será q alguem chora por aquele homem hj...&lt;br /&gt;Talvez a existencia dele jamais teria sido percebida por mim, jamais faria sentido. Mas a sua morte teve um sentido, e um impacto. Algo se transformou em mim. Algo que para sempre ficará. Mesmo que algum dia eu esqueça, porque sou humana, a cena que vi hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-234767779481866212?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/234767779481866212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=234767779481866212' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/234767779481866212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/234767779481866212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/07/chicobuarquiano-infelizmente.html' title='Chicobuarquiano, infelizmente'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-1552393998037159363</id><published>2009-07-23T03:51:00.003-03:00</published><updated>2009-07-23T04:15:34.319-03:00</updated><title type='text'>uma história real</title><content type='html'>A menina brincava interessada com a caixa. Com as pernas rechunchudas abertas, entre elas a caixa. Abria a tampa com um brilho mailicioso no olhar. As folhas coloridas pareciam ter um sentido interessante.&lt;br /&gt;Grita para a tia: _ Me vê uma caneta!&lt;br /&gt;A tia da cozinha em voz de surpresa: _ Para que queres uma caneta....&lt;br /&gt;A tia pára de lavar a louça e aguarda uma resposta. A menina se cala, em silêncio pensa numa resposta. Uma resposta que não faça a tia brigar com ela. Dilema.&lt;br /&gt;_ Lorena! Para que queres a caneta...-a tia pergunta ainda junto ao balcão da cozinha.&lt;br /&gt;A menina apertta a caixa entre as pernas, fecha os olhos e diz: _ Tia tem folhas que precisam de letras. Só vou colocar letras no que não tem.&lt;br /&gt;A tia pega o guardanapo de pano, enxuga as mãos, já prevendo o que está a acontecer na sala. E o presumido inevitável está lá.&lt;br /&gt;_ Lorena!!! não podes mexer nesta caixa!!! Ela não é minha nem sua... ela tem.. um segredo...&lt;br /&gt;_ Um segredo!!!! - e mais curiosa ficou a menina - tia... vamos ver o segredo, eu e você.&lt;br /&gt;_ Lorena - explica a tia - o segredo assim como a caixa, não é nem meu, nem seu. É de Clara. Ela mora aqui. Ela ganhou de alguém...&lt;br /&gt;_ É um namorado, tia...&lt;br /&gt;A tia balança a cabeça, pensa na história da amiga e diz: _ É.... de alguem que foi namorado dela. E ele mandou a caixa com o segredo, para que abram juntos. O segredo é dos dois.&lt;br /&gt;A menina olhou para a tia sem entender ao certo. Pareciam faltar pedaços à história.&lt;br /&gt;O pai da menina se aproxima. E a menina com seus olhos perguntadores diz ao pai: _ Pai, nesta caixa tem um segredo. Mas a tia disse que só pode ser aberto por duas pessoas. Vamos abrir...&lt;br /&gt;O pai animado quer entrar na brincadeira. E diz: _ Vamos - já avançando para a caixa, mas seu olhar cruza com o da tia, e compreende. Não é para abrir a caixa.&lt;br /&gt;O pai diz a menina em muxoxo: _Quem sabe outro dia...&lt;br /&gt;A tia complementa: _ É, Lorena, quem sabe qdo a Clara chegar... Você pergunta a ela, isso se ela já souber do segredo.&lt;br /&gt;A menina olha para a caixa, para sua tampa colorida e os papeis coloridos esperando por letras.&lt;br /&gt;Entrega para a tia em resistência e diz: _ tá bom... vamos esperar a Clara.&lt;br /&gt;A menina vai embora sem encontrar Clara.&lt;br /&gt;Clara chega e ruma direto para a cozinha. A tia estava lá e logo lhe conta o passado com a sobrinha. Clara ri. Pensa no que os olhos de menina achariam dos papéis lá dentro. Os olhos de menina que nada entendem ainda sobre o amor. Os olhos de menina que ainda tiveram suas primeiras lágrimas derramadas por amor. Os olhos de menina que ainda não teve seu primeiro encanto.&lt;br /&gt;O momento do encontro entre Clara e a menina não tardaria. Logo que a menina entra no apartamento, pergunta para a tia: _ Onde está a Clara... Ela está em casa....&lt;br /&gt;Clara fala do quarto: _ A descobridora de segredos chegou...&lt;br /&gt;A menina aparece. Acanhada. Na porta do quarto.&lt;br /&gt;Clara retoma a pergunta em tom de brincadeira: _ é tu que sabes dos meus segredos....&lt;br /&gt;A menina responde, sem titubear, rapida e direta: _ Só o da caixinha... - e aponta para a mesma dentro do quarto.&lt;br /&gt;Clara sorri. A menina a encara com toda a sua meninice. Mas as duas se comunicam, afinal, eram duas mulheres. Estava no olhar.&lt;br /&gt;A menina podia não entender exatamente, mas sabia do que se tratava.&lt;br /&gt;A menina pergunta: _ Ele gosta de ti...&lt;br /&gt;Clara fica admirada com a pergunta.&lt;br /&gt;A menina retoma e insiste: _ Ele gosta de ti... ele te deu a caixa.&lt;br /&gt;Clara sente as faces ruborizarem, Pensa na carta recebida. E diz secamente e embarassada: _ Gosta.&lt;br /&gt;A menina pisca e diz: _ não sei ler. Não li o que tinha lá. Mas é algo que só pode ser lido por você e ele ... vcs sabem ler oque está lá, ne!&lt;br /&gt;Clara olha para os olhos vivos da menina e pensa:"as coisas são tão simples que até uma menina de pouca idade vê." Pára se se repreende: _ Tola sou eu. Sábia é a menina que ainda não tem os olhos sob os véus da mágoa, malicia e "esperteza".&lt;br /&gt;A menina não precisava ler. Não são as palavras e caracteres, porque ela saber do coração em seu estado total e absoluto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-1552393998037159363?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/1552393998037159363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=1552393998037159363' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/1552393998037159363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/1552393998037159363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/07/uma-historia-real.html' title='uma história real'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-2321627670517171379</id><published>2009-07-19T16:30:00.001-03:00</published><updated>2009-07-19T16:36:05.759-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Eu vou te Contar</title><content type='html'>&lt;p style="LINE-HEIGHT: 20.25pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Eu vou te contar que você não me conhece&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;E eu tenho que gritar isso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;Porque você está surdo e não me ouve&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;A sedução me escraviza a você&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;Ao fim de tudo você permanece comigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;Mas preso ao que eu criei e não amei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;E não a mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;E quanto mais falo sobre a verdade inteira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;Um abismo maior nos separa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;Você não tem um nome e eu tenho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;Você é rosto na multidão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;E eu sou o centro das atenções&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;Mas há mentira na aparência do que eu sou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;E há mentira na aparência do que você é&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;Porque eu não sou o meu nome&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;E você não é ninguém&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;O jogo perigoso que eu pratico aqui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;Busca chegar no limite possível de aproximação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;Através da aceitação da distância&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;Ou do reconhecimento dela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;Entre eu e você&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;Existe a notícia que nos separa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;Eu quero que você me veja nu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;Eu me dispo da notícia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;E a minha nudez parada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;Me denuncia e te espelha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;Eu me delato&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;Tu me relatas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;Eu nos acuso e confesso por nós&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;Assim me livro das palavras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;Com a as quais você me veste.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 20.25pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: #3f3f3f; FONT-SIZE: 9.5pt" lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 20.25pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: #3f3f3f; FONT-SIZE: 9.5pt" lang="PT-BR"&gt;[Fauzi Arap]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-2321627670517171379?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/2321627670517171379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=2321627670517171379' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/2321627670517171379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/2321627670517171379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/07/eu-vou-te-contar.html' title='Eu vou te Contar'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-3478076478831929984</id><published>2009-07-13T20:12:00.003-03:00</published><updated>2009-07-13T20:16:55.867-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Garrafas ao Mar'/><title type='text'>Triângulos, Retas e Pontos (o melhor conto que eu já escrevi)</title><content type='html'>Todos temos vontades e desejos. Vários sonhos, impulsos. Devir de ser uma coisa q tem a possibilidade de ser várias. Somos como massa de modelar, a cada escolha nos moldamos. Estas escolhas, por mais que pareçam erradas ou certas, são escolhas que não voltam para um cara a cara, ou teste para saber qual seria a melhor. Uma segunda chance. Ou movidos pelo orgulho deixamos de ver, ou começamos a ver coisa que antes eram invisíveis a nosso olhar.&lt;br /&gt;                Vaidade seria o nome deste orgulho. Vaidade não é apenas ficar na frente de um espelho se endeusando, mas criar uma crista, erguer o pescoço e se fazer de superior. Um cupido, uma Jezebel, uma Julieta, uma Isolda e um Socrátes. Estes cinco personagens estão intimamente ligados embora não como conhecemos. O cupido trata-se de uma ponte de ligação tentando semear o amor. Até mesmo entre personagens tão contraditórios, como os que estão expostos aqui.&lt;br /&gt;                Imagine como seria o amor de uma Jezebel e um Socrátes ou um Sócrates com uma Julieta. Estranho, esquisito, surrealista. Mas extremamente verdadeiro. Um Socrátes que se vestiu de Ulisses para uma Penelope, que por sua vez se vestiu de Rapunzel, ficando no alto de sua torre esperando o príncipe chegar. Uma Julieta que espera o seu Romeu e encontra um Sócrates.&lt;br /&gt;                A vida é assim. Triângulos que não se fecham, retas que não se completam. E o cupido? Por onde anda??? Aqui. Perto de você, é só você fechar os olhos que você sentirá o seu cupido. Ele está dentro de você. Mas neste caso o cupido saiu de dentro de cada um se personificando num jogo de projeções em uma Quinta pessoa.&lt;br /&gt;                Os cupidos são seres capazes de ver as coisas, mas com uma única vantagem em cima dos outros anjos. Ele pode interferir na vida alheia, com o poder de suas flechas. Que algumas vezes tem alvo certo e correto, algumas vezes não é tão correto, provocando rios de lagrimas. Às vezes quando um cupido não usa apenas suas flechas, as situações mudam complemente, gerando outras situações mais complexas.&lt;br /&gt;                Imagine um anjo profetizando a Sócrates o dia em que beberia seu doce cálice de cicuta. Mas para isso ele teria que se vestir de Ulisses para conquistar sua Penelope e assim concretizar a profecia. E isto acontece. Ele toma sua Penelope, e como tal entende que Ulisses deve partir. Eis q o cupido interfere novamente, fazendo com que o Ulisses retorne a Ítaca, mas sua Penelope já não existe, pois ela se tornara um personagem de uma historia qualquer.Isto faz com que Ulisses já deixe de existir e volte a ser Socrátes.&lt;br /&gt;                Um andarilho a procura de algo ou de alguém como supunha o cupido. Por muitos caminhos Sócrates andou, muitas pessoas ele conheceu em curto espaço de tempo. Mas uma pessoa que mais parecia um cometa riscando o céu, parou. Como Tristão quando encontra a sua Isolda, uma andarilha como ele, que andava pela estrada, um pouco perdida como ele.&lt;br /&gt;                Conheceram-se, se mudaram mutuamente. Algo mágico aconteceu, o filtro do amor foi bebido. Mas como andarilhos, tinham que continuar a andar, como aos pássaros que não conseguem viver sem rasgar o céu voando. Eles se separaram com a promessa de um dia se encontrarem e talvez andarem juntos. Por isso nosso Tristão deixa sua Isolda ir ao encontro de seu prometido.&lt;br /&gt;                Sócrates não se desvincula totalmente do seu papel de Tristão. Eis que surge o cupido novamente para lhe trazer uma Julieta. Uma pessoa com sede de amar, com o coração puro e intempestivo. Ela o envolve como uma golfada de ar, algo q desvia o caminho, que perturba. A intensidade das emoções de Julieta faz com que nosso Sócrates se confunda, se envolva, mas por pouco tempo.&lt;br /&gt;                A razão e a emoção não são compatíveis. Julieta vê em Sócrates seu Romeu, se encontra, fantasia. Entrega-se a isso. O romantismo latente de todo seu ser é vão, pois Sócrates ainda tem Isolda em seus pensamentos. Sente-se como um Lancelote, divido entre o amor e o que é certo.&lt;br /&gt;                Sente que não está sendo honrado, desaparece. Então sua Julieta chora dia e noite por seu pseudo Romeu. Pode vir o Príncipe Páris montado em seu corcel negro, mas ela não o quer. Apenas pensa em seu novo amor.&lt;br /&gt;                O cupido apenas acompanha o reaparecimento de Jezebel. Julieta vem em desespero lhe pedir auxílio, como Psique pede ajuda a Afrodite para ter Eros de volta. Mas diferente de Afrodite, Jezebel não dá nenhuma prova ou manda Julieta ao inferno com uma armadilha.&lt;br /&gt;                Julieta se encanta com o poder, com a beleza com todos os encantos que a princesa possui, mas sofre pelo julgamento feroz de Jezebel. Ela é dura, fria, julga sem piedade.&lt;br /&gt;                Julieta está perdida, como Psique acorrentada esperando que a morte venha. Seu príncipe Paris, nem mais príncipe é, mais parece um sapo. Seu espirito se agita, se contorce. Enquanto, Jezebel, mantém-se dura e fria, mas com um calor abrasador dentro de si mesma por sentir que perdeu para Julieta, resolve retomar Sócrates para se satisfazer.&lt;br /&gt;                Veste-se com seus trajes mais bonitos, organiza sua corte e vai embusca de Sócrates. Acontece algo interessante neste encontro. Dois se olham, olhos nos olhos, não há como fugir, um confronto direto. Uma loucura. Um brilho no olhar difícil de explicar. Mas muitas coisas acontecem nesta explosão.&lt;br /&gt;                Uma união no espaço. Os olhos brincam de se esconder e se achar, quando se revelam não se desgrudam, é magnético, é forte, é fascinante. Estão se reconhecendo. Eis que as mãos se procuram ávidas pelo espaço, pelo momento.&lt;br /&gt;                Jezebel não admite enfraquecer, seu orgulho está muito ferido, pois como pode ele a esquecer, se entregar a outra se não ela. E como sempre: dissimula a situação. Faz acontecer da maneira dela. Os toques se intensificam, se necessitam, aumentam, aumentam. Até que não dá mais para agüentar, o silencio melodioso deve ser quebrado aos sons das respirações ofegantes, algo cresce, algo se esquenta. As bocas se entreabrem se aproximam é selar uma comunhão silenciosa, um pacto.&lt;br /&gt;O espaço se diminui e dois mundos se juntam. A ligação foi feita, como Jezebel planejava. Como chegou, Jezebel parte, deixando o pensador sozinho. Ela chega, transtorna e saí. Sócrates não entende, pede auxílio ao anjo. Mas este nada pode fazer, não pode interferir mais. É tarde demais, o grande estrago já foi feito. Fatalismo se apodera do anjo, eis uma grande semelhança com os humanos. Deixa passar.&lt;br /&gt;Pois a impossível chance estava para acontecer. As coincidências estavam acontecendo. Tudo estava caminhando para aquilo que mais desejava. Saltaria para o acostamento com medo de que aquela luz no final da estrada escura fosse um caminhão, ou enfrentaria a colisão o impacto?&lt;br /&gt;Por mais perguntas que se faça, estamos assim, anjos, humanos, santos, andando pela noite escura sob um asfalto gelado, apenas com os grilos e as estrelas como companhia. Esperando com um frio na barriga, com um suor frio, pelo momento da decisão.&lt;br /&gt;Julieta ansiosa por um novo encontro, mas este não acontece. Ela fica no porto esperando o barco chegar. Mas ele apenas passa ao longe. Sócrates se decide a ser novamente Tristão, mas já havia passado muito tempo e Isolda já estava casada.&lt;br /&gt;Sócrates deixa para trás sua fantasia, seu personagem. Pelo menos tenta, mas tudo mudou muito, está tudo diferente. Já não consegue mais ser Sócrates, mas uma mistura de todos os homens que foi, amando todas as mulheres que amou.&lt;br /&gt;Mas o tempo está contado, os santos choram, os anjos se calam, Deus abençoa. Sócrates entendeu tarde demais o sentido da vida, mas consegui entendê-lo nos últimos momentos de vida. Pois esta descoberta lhe decretou a morte.&lt;br /&gt;Não havia mais como ele viver. Sabia demais, as pessoas não entenderiam, não estariam prontas para a verdade. A cicuta é servida. Sócrates a bebe com gosto. O prazer de finalmente estar livre.&lt;br /&gt;Julieta surge no momento em que Sócrates fecha os olhos. Ela se desespera. Ela sabia o que aconteceria, mas não teve coragem de enfrentar. E quando enfrentou, já não havia mais tempo. Sua bondade foi sua fortaleza.&lt;br /&gt;Convocou cada uma de suas rivais. Cada uma das mulheres que Sócrates amou, seu último gesto de amor, uma desvinculação. Ao mesmo tempo em que sentia que algo havia sido lhe tirado, sentiu que algo retornava para si. Sócrates lhe deixou seu coração, ela o guardou. Sentiu que ele havia cuidado muito bem, mas que não era seu, por mais que tenha lhe sido fiel. Aquele coração não era seu.&lt;br /&gt;No enterro Julieta se fez forte, como nenhuma Deusa do Olimpo jamais seria. Enquanto Jezebel dedicou a morte de Sócrates a sua pessoa. A vaidade lhe cegara como também lhe devolvera um castigo a altura.&lt;br /&gt;O único homem que lhe tomou, que lhe desviou por alguns momentos do seu caminho, já não existia. O único a entender a sua natureza. Sendo assim sentiu no completo direito de ter o coração apenas para si.&lt;br /&gt;Julieta lutou bravamente. Chegaram a se esquecer do que se tratava para estarem brigando. De coração passou a ser um objeto a ser conquistado. Um briga, uma guerra sob o corpo de Sócrates.&lt;br /&gt;O cupido infere. Tira o coração das duas. E o leva para aquela que Sócrates realmente amou. Não aquela que lhe foi mais fiel ou mais desafiadora. Mas para aquela que simplesmente partiu seu coração.&lt;br /&gt;O cupido atravessou, mares, terras, vilas, cidades, países. Até que encontrou Isolda, parada olhando o céu de sua janela, enquanto tricotava um sapatinho de bebê. O cupido entra delicadamente como o raio de sol e lhe entrega a caixa q tem o coração.&lt;br /&gt;Isolda chora. Não por si, nem por Sócrates. Mas pelo mundo. Pelas pessoas que deixam de ser felizes como ela por preencherem suas vidas com areias e não com plantas e vida, apenas preenche o ser e não pela vida. Ambição, inveja, vaidade que cegam, impedindo que os sentimentos se aflorem, que as almas se encontrem, não os disfarces produzidos. Tantas coisas que deixam de serem vividas.&lt;br /&gt;As três mulheres, os três ícones de cada mulher. Cada mulher tem um pouco das três dentro de si. Todas chorando pela perda de seu amor. Por que neste instante não havia dobrado a esquina uma pessoa, mas três. Mais um mundo deixou de existir. Mais uma história se finda. Pode ser fictícia ou não, mas este mundo agora se finda... é inevitável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-3478076478831929984?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/3478076478831929984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=3478076478831929984' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/3478076478831929984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/3478076478831929984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/07/triangulos-retas-e-pontos-o-melhor.html' title='Triângulos, Retas e Pontos (o melhor conto que eu já escrevi)'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-509251772079661879</id><published>2009-07-12T14:16:00.002-03:00</published><updated>2009-07-12T14:21:27.674-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Num dia frio, um bom lugar para ler um livro, o pensamento lá em você</title><content type='html'>"Ler um poema é como mergulhar nele em pensamento. O poema é objeto e pensamento ao mesmo tempo. E, ao contrário do que ocorre nos não poemas, no poema não é possível separar o objeto do pensamento ou do sujeito do pensamento. Aquilo que pensa no poema é também a sua materialidade linguística: não apenas os seus significados convencionais, mas os seus significantes: e os significados não se separam, no poema, dos significantes. Nada, nele, se separa de nada; nada se parte; nada parte."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Enquanto não lemos poesia, não partimos - Antônio Cícero)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="vhttp://antoniocicero.blogspot.com/2009/07/enquanto-fazemos-poesia.html"&gt;Ver post Completo&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-509251772079661879?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/509251772079661879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=509251772079661879' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/509251772079661879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/509251772079661879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/07/num-dia-frio-um-bom-lugar-para-ler-um.html' title='Num dia frio, um bom lugar para ler um livro, o pensamento lá em você'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-380265017700295879</id><published>2009-07-09T21:09:00.001-03:00</published><updated>2009-07-16T21:11:58.922-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Existência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Conversa de Meninas Pós Modernas e que usam msn</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 3.6pt 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;D says:&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Oi, Lau! Que lindo seu blog Ameeeei&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt; mso-ansi-language: EN-US" lang="EN-US"&gt;Simplesmente, Lauren says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Como assim? Gostou?&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 3.6pt 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;D says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;acabei de abrir, pq nao conhecia...linda a foto, linda a diagrama&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;ção... e isso que nem deu tempo de ler nada ainda&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt; mso-ansi-language: EN-US" lang="EN-US"&gt;Simplesmente, Lauren says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;eu tenho escrito desde o inicio do ano. São os textos que geralmente ficavam aprisionados no meu diario&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 3.6pt 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;D says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;vc devia ter divulgado antes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Simplesmente, Lauren says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Tudo tem o seu momento. Os textos devem e são escritos para alguém. Escrever por apenas escrever torna-se vazio. O remente faz com que os textos aconteçam. È o entre duas pessoas. È a minha forma de expressar aquilo que não é possivel de expressar de outra forma. Sempre procuro novas formas, nem sempre são bem sucedidas. Quem recebe o texto, nem sempre entende as entrelinhas. E quando entende, tem a chave da minha alma e do meu coração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 3.6pt 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;D says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;entendo... vc queria mant&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;ê-lo em segredo até amadurecer a idéia, não foi?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Simplesmente, Lauren says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Escrevi coisas mto bonitas para ele. Não era questão de amadurecer, mas pq eu achava que eram ruins. Até que eu encontrei alguem, que gostou dos meus textos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Descobri, acho que tardiamente, o que é paixão&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;. È uma coisa a ser construída. Construída entre o estado delicado das coisas que quero e das que não quero. É uma projeçao. A paixão busca este estado de perfeição. E de certa forma, nossos pais servem para dar este referencial. Não digo com suas lições e etc. Mas com a propria existencia deles. De como atraves de suas vidas podemos avaliar as nossas. De como através dos passos que deram tentamos nos livrar ou aprisionar aquilo. Somos feitos em derivação oposta ou similar ao que vemos acontecer dentro de uma intimidade compartilhada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 3.6pt 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;D says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;ah, entendi...como se vc n&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;ão quisesse seguir os mesmos "erros"?&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Simplesmente, Lauren says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Exato...achando que sempre vou viver as mesmas cosias.. o eterno retorno, não só de mim, mas deles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 3.6pt 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;D says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Ainda presa a amores?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Simplesmente, &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt; mso-ansi-language: EN-US" lang="EN-US"&gt;Lauren says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Presa a amores, que fazem teias. Não sei se serei algum dia a presa de uma aranha gigante. Mas com certeza não me prendo a magoas. Escrevi isso no blog. Mágoas são para pessoas especiais. Pessoas que conseguem arranhar o espelho de nossas almas, a ponto de fazer com que não possamos mais no ver da mesma forma. A magoa é algo que nos deforma em nossa percepção. Não dá para ter mágoa de tudo. Você se torna amarga. Se houver mágoa, seja da pessoa e não do momento, não da história.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Porque os momentos e as histórias são partes das suas escolhas. Partes de você. E não tem como vc viver se odiante ou tendo raiva de si. O que está feito, está feito. Não tem como mudar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 3.6pt 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;D says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;isso &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;é de uma complexidade tremenda&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Simplesmente, Lauren says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Pq?&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Nao acho que seja complexo, mto pelo contrario.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Parece exigente pq eh simples&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;D says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;eu acho complexo pq concordo com tudo isso mas na pratica, na hora da dor mesmo, a gente nao consegue ser tao racional&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt; mso-ansi-language: EN-US" lang="EN-US"&gt;Simplesmente, Lauren says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Nao é ser racional&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;D says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;a gente nao escolhe certas coisas..&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Simplesmente, Lauren says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Exatamente. Nao existe bom e mau. E sim escolhas. E existe uma responsabilidade mto grande nisso&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;e q n deve ser jogada no outro. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Vc n faz as coisas forçadas&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;e nem dá para forçar o outro. O que decepciona é a expectativa. E esquecer que &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;O outro nao sou eu”. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Não tem como eu fazer o outro, por mais parecido que seja comigo, agir como eu.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;A frustração reside no fato de achar que o outro vai suprir completamente a suas expectativas&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;D says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;A frustra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;ção reside no fato de achar que o outro vai suprir completamente a suas expectativas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;concordo totalmente&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Simplesmente, Lauren says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;E nao é assim. O outro também tem as suas escolhas. E principalmente seus medos. Dificilmente levamos em conta a questão do medo, da insegurança. É a questão do livre arbítrio. Por que eu posso fazer o que eu quero e o outro nao? Encarar que o Outro é um ser tão livre quanto eu é a coisa mais dificil. Por isso, eu tenho me preocupado em distinguir o que é amor do que é paixão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;D says:?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;nem me fala... tenho pensado muito nisso&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Simplesmente, Lauren says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Eu cheguei a conclusão que o amor é mais calmo pq aceita as decisões do outro. Ao contrário da paixão que tudo quer, deseja, não existe o outro, mas sim apenas a realização do meu desejo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;D says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;esses dias pensei em escrever para aquela coluna "Eu, Leitora" das revistas femininas. O titulo seria "Casei com a paix&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;ão da minha vida. E agora?"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Simplesmente, Lauren says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Amar é saber abrir mao e continuar gostando. Pois é, paixão da sua vida e não amor. Eu posso dizer que eu havia encontrado o amor da minha vida. Eu tenho um traço dramático e sentimentalista que me leva mais fácil ao amor do que a paixão. Amor é doação e paixão é entrega. Sou racional demais para me entregar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;E sentimental suficiente para me doar. Entende a diferença?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;D says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;ent&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;ão vc é minha ídola&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Simplesmente, Lauren says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;A paixao é dor. Amor é contingencia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Pq idola? Sou um bicho mto ruim. Sou rancorosa e descobri isso com o amor da minha vida. Me fazia sofrer vendo-o em uma angustia infinita e eu, alimentando dores, feridas que pareciam nunca cicatrizar. Ainda o amo. O que demonstra mais uma vez o meu carater contraditório e rancoroso. Mas sei que o amo porque dei meu espaço, é algo absolutamente sagrado. E acho que ele jamais entendeu isso.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Dar meu tempo... afff... isso é o de menos... tenho 27 anos. Não estou nem no meio da minha vida... pelo menos cronologica&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;E também, já quase morri duas vezes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt; mso-ansi-language: EN-US" lang="EN-US"&gt;D says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="EN-US"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;nossa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt; mso-ansi-language: EN-US" lang="EN-US"&gt;Simplesmente, Lauren says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Sei que o tempo é algo relativo, mas o espaço nao. O espaço é uma dedicação que vc tem apenas com quem vc ama. Por isso é mais facil, para alguns, dar tempo para a paixão. E não o espaço para o amor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Vc arrumar o seu armário para a chegada de alguem, não é simples&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Abre os teus armários, eu estou a te esperar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Para ver deitar o sol sobre os teus braços, castos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Cobre a culpa vã, até amanhã eu vou ficar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;E fazer do teu sorriso um abrigo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Canta que é no canto que eu vou chegar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Canta o teu encanto que é pra me encantar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Que explique a minha paz&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Tristeza nunca mais&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;D says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;eu adoro essa musica&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Simplesmente, Lauren says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Pois é. É disso que eu estou falando. Dessas pequenas sutilezas, essas pequenas sutililezas que nos conquistam, mas que escondem o peso. É na insustentável leveza do ser é que está o peso da existência. A sutileza mascara, engana... mas é incrivelmente adoravel. A ponto de não se ter palavras exatas para descreve-las. Não há palavras exatas para a paixão. O amor quer e deseja as repetições. Este é o momento que marca a transformação de uma paixão em amor. È de quando as sutilezas apresentadas ficam se repetindo, repetindo... e vc n enjoa nunca. Cada vez que acontece é algo surpreendemente encantador. A paixão, por sua vez, que sempre tudo novo de novo. Com toda esta história louca que aconteceu, voltei um passo a atras na minha existencia e assumo o carater solitário da minha alma. Sempre fui solitária com meus devaneios&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;D says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;ah, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;é esquisito falar por msn...&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt; N&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;ão tenho a capacidade que vc tem de escrever mil frases por minuto&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt; mso-ansi-language: EN-US" lang="EN-US"&gt;Simplesmente, Lauren says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:city st="on"&gt;&lt;st1:place st="on"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-ansi-language: EN-US" lang="EN-US"&gt;como&lt;/span&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;/st1:City&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-ansi-language: EN-US" lang="EN-US"&gt; assim?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;D says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;eu tenho muitas saudades de vc AO VIVO. Parece que nunca funcionamos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;à distância. Embora eu saiba que fui eu que me distanciei, também...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Simplesmente, Lauren says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Pare de se culpar. Lembra do que disse acima. Todos nos temos parcela de culpa nas coisas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;sao as escolhas. Continuo amando vc do mesmo jeito que amava quando nos viamos sempre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;D says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;culpa &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;é meu segundo nome hshs é genético&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Simplesmente, Lauren says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;vc continuar sendo uma grande amiga e que tem um lugar especial no meu coração. O importante eh que mesmo distante temos dialogos como este. Bonitos. Verdadeiros. Sentimentais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;D says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;com certeza. Precisamos continuar nossa conversa depois&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Simplesmente, Lauren says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Diz uma coisa. Vc se importa se eu der uma mexida no texto que produzimos e colocar no meu blog&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;D says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;que texto? essa conversa?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Claro que n&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;ão, pode por. Claro que não me importo. Até pq não escrevi quase nada, só você. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Simplesmente, Lauren says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;depois vc entra e ve. Deste jeito vc me deixa como uma falante histerica.. rs&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;Simplesmente, Lauren says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;BJOS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 3.6pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: #545454; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;D says:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 13.85pt; tab-stops: 36.0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;vc &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;é uma literata. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Segoe UI'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Segoe UI'" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;beijos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'MS Shell Dlg'; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-380265017700295879?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/380265017700295879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=380265017700295879' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/380265017700295879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/380265017700295879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/07/conversa-de-meninas-pos-modernas-e-que.html' title='Conversa de Meninas Pós Modernas e que usam msn'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-714246690810540584</id><published>2009-07-08T15:52:00.003-03:00</published><updated>2009-07-08T16:34:26.173-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Existência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Garrafas ao Mar'/><title type='text'>A flor</title><content type='html'>&lt;div&gt;Estava arrumando o armário. Estava a perguntar o por que de tudo aquilo. Tanta coisa. Tanta desorganização. "_ Nunca vou usar tudo ao mesmo tempo." Mas seria mesmo tudo tão desorganizado assim? Seria ela a desorganização em pessoa?&lt;br /&gt;Embora as as blusas, as calças, as saias estivessem relativamente em seus lugares, havia um quê de caos. Até que... em uma das gavetas, estava ela... a flor. &lt;a href="http://mw2.google.com/mw-panoramio/photos/medium/503242.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 215px; FLOAT: right; HEIGHT: 247px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://mw2.google.com/mw-panoramio/photos/medium/503242.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Seu primeiro impulso foi sorrir. Em um breve instante havia sido transportada para uma outra época. De volta ao seu inexistente carro, num estacionamento que já não mais ocupava e com alguém que jamais lhe pertenceu.&lt;br /&gt;Olha o quarto revolto e se dá conta de como o tempo passou. De como vivia agora outra vida. Quantas vida podemos viver dentro de uma mesma vida? - se perguntava silenciosamente. É como se já tivesse sido várias pessoas numa só. Várias histórias numa só. Vida.&lt;br /&gt;A música não é mais a mesma, as fantasias já não são mais as mesmas e nem a cor do seu cabelo é mais a mesma. Só seu nome não mudou.&lt;br /&gt;Muda,calada, ressentida em si mesma. Fechada. É assim que ela deve ser. A solidão é a sua bandeira. Não é melancólio, nem triste. Apenas uma escolha. É um segredo. O segredo de uma vida. Assim como a flor. Um segredo compartilhado com pessoas daquela época, que também não são mais as mesmas de agora.&lt;br /&gt;Pensa em como algo que parecia ser mais algumas frases de impacto tornam-se em algo que se esboça como um conto. Quem conta um conto, aumenta um ponto. Apartir do momento que ela contar a história, ela deixa de ser dela e passa a ser de todos. Uma forma interessante de se perder aos poucos.&lt;br /&gt;Conta que vestida de Rapunzel, com sua longa trança de rosas falsas com um falso príncipe. Viveu o que se diz um momento de mulher e não um momento de felicidade. Em um carro que em menos de dois anos deixaria de existir, assim como este encontro não realizado entre estas falsidades.&lt;br /&gt;Ela passa a mão no cabelo. Doma o cabelo, amarra, como se amarrasse a si mesma. Lembra da música. "Não fique magoada" E não ficou. Não é para ficar. As mágoas são dedicadas à pessoas especiais, é como um cálice de cicuta. Um veneno doce que mata o coração e amarga a alma. A mágoa não é e nem deve ser dedicada a momentos. Estes pequenos fotogramas que nos servem para alimentar a alma e dar um certo consolo de que a existência não é tão inútil assim.&lt;br /&gt;Voltando a cena em questão. Em nada havia de romantismo. Era apenas o falso príncipe falando da sua banda favorita. Olhando para trás não há mágica. Mesmo as entradas e saídas dele em sua vida. Ambiguidades a parte. Um dia que ele saiu, ela resolveu fechar a porta. De vez. Como sempre faz. Fecha a porta, tranca e não olha mais para ela. Pode-se imaginar que a sala da casa dela seja cheia de portas fechadas. Cada uma com o seu formato, cor e material específico. Algumas portas, são um pouco mais frágeis. Talvez, quem saiu por ela pudesse forçar um pouco a entrada e entraria. Mas ela sabe que as pessoas não são bumerangue, não se joga para longe, esperando que volte.&lt;br /&gt;Mas de tudo que ela conta ficou a banda, a música, a história e a flor.&lt;br /&gt;Não havia nada banal, vulgar ou carnal. Mas uma afinidade particular. Não só pelo gosto da banda que tocava no K7 desgastado, mas nas noites a fio que ficavam juntos. Apenas juntos. Aproveitando um da cia do outro, da presença, do abraço.&lt;br /&gt;O olhar dela se perde ao longe. Ela sabe que aproveitou o máximo e usou tudo ao máximo. Tudo era rápido e foi. Fulgaz em relação a ele. E incerto por ela. A ela restou o que entenderia só mais tarde, arrumando um armário.&lt;br /&gt;A fronteira é fina entre o conto de fadas e a novela mexicana piegas. Todos os elementos estão em ambas as coisas. O que dá o tom é a forma de contar. A forma com que se encontravam cada vez.&lt;br /&gt;Ela se pergunta se para ele era da mesma forma. Pergunta impossível de resposta. Haviam outras pessoas que entravam e saiam de sua vida, quanto ele sumia como o Holdini. Com o falso príncipe ela aprendeu a ser mais ludica, a dar espaço para quem e não só que ela quisesse que entrasse em sua vida, o que era estar junto por estar junto. Aprendeu a dormir quando o corpo não suportasse mais. Acordar embrulhada num abraço sincero. Eram as melhores coisas de se estar com alguém.&lt;br /&gt;A graça da vida não estava na realidade, naquela que explicamos com senso comum, facilmente. metas fazem parte, mas não são nada sem o sonho. Os planos não podem se concretizar se não tiver um pouco de insanidade, um pouco de esforço para ir além.&lt;br /&gt;O gosto do café e do cigarro na madrugada. Lembra-se em seguida de como foi inexplicável e ainda é o ditado popular: dois bicudos não se beijam. Por que duas pessoas de natureza parecida e encaixada não podem dar certo? Por que parece sempre faltar alguma coisa?&lt;br /&gt;Talvez uma resposta para esta pergunta se esboça. É porque este outro deixa de ser o não eu e passa a corresponder a um eu, externo. Daí fica dificil aceitar atitudes que não seriam parecidas ou as mesmas que a sua.&lt;br /&gt;A nossa heroína não se desgasta perguntando além disso, pois nunca precisou de mais fantasmas em sua cabeça, além dos que já possui. Ela própria já é uma casa mal assombrada, mas que seja pelo menos de um parque de diversão.&lt;br /&gt;Aprendeu o que havia para se aprender. Se guardou desde o dia que se fechou a porta. Agora, espera de frente com uma porta aberta uma figura tomar conta de seu olhar, do centro do espelho e do lado vazio da sua cama. E tudo ficará para trás. Assim como a flor que ela encontrou perdida no meio de sua bagunça. A flor que deu de volta a ela a mensagem que precisava neste momento.&lt;br /&gt;Ela pega a flor e se dá conta que a vida é um grande ensaio. Coisas dão certo, outra também. Mesmo no ensaio de uma relação. Num esboço de um amor. No início de uma paixão. A vida dá e a vida toma. Tudo se torna apenas uma questão de como viver estas coisas enquanto estão acontecendo. Depois, tudo vira caracteres. Não importa a ela saber se foi amada, porque também não soube amar. E se pergunta se algum dia saberá amar.&lt;br /&gt;Agora o espaço do armário está arrumado. Espera a chegada de roupas novas e das malas. Como seu coração desorganizado tem um espaço para a chegada do principe de verdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-714246690810540584?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/714246690810540584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=714246690810540584' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/714246690810540584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/714246690810540584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/07/flor.html' title='A flor'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-2478908082634578258</id><published>2009-07-08T00:45:00.002-03:00</published><updated>2009-07-08T01:07:33.686-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Garrafas ao Mar'/><title type='text'>2 com 2 são 5</title><content type='html'>O rio não precisa do mar. Mas o mar, mesmo em sua imensidão precisa do rio. Por que afinal o rio tem que correr para o mar? Descarta-se a idéia de que o rio é apenas mais um?&lt;br /&gt;O rio quando dessagua no mar quase desaparece. O rio pode chorar. Pode chorar desanguando no mar ou num deserto. De qualquer forma suas águas são inuteis.&lt;br /&gt;Talvez o foco esteja demais onde o rio acaba, não por onde ele passa. O rio ainda existe em seu percurso.&lt;br /&gt;Pensando no encontro do rio com o mar num determinado ponto vê-se do que estou a escrever. As aguas do mar e do rio não se misturam, mas provocam um fenomeno. Um evento único. Agua salgada e agua doce percorrem lado a lado, cada um o seu destino. E isso não quer dizer que se atravessem. Seguem em paralelo. E isso também não quer dizer que seja na mesma direção. O fato é que não se tornam uma coisa só. Criam uma terceira. Algo que só é possivel observar naquele momento e naquele ponto específico. É o espaço e tempo da vida.&lt;br /&gt;Para se construir usinas de força tem que se canalisar o rio, represá-lo. Colocar a força que antes ia para o mar, para outro lugar. As consequencias são terras ferteis de baixo d´água, submerso. Metros e metros da superfície. Elimina-se o que antes tinha de selvagem, de intocado ou até mesmo construções já edificadas. Até isso é destruição em prol de uma ação racional e de mais pura necessidade. O desejo não cabe mais nestas relações de curso e percurso do rio. É a vontade alheia.&lt;br /&gt;Sigo escrevendo em nome do rio porque é o que me resta. O rio que antes transbordava espontaneamente por si mesmo, agora se recolhe. É época de seca. Em seu leito suas forças se esvaem. Assim como as palavras que surgem tão lentamente esta madrugada. Não sou capaz de ir muito mais além do que está aqui. Assim como o rio que perde a sua força para chegar até o mar. Tudo é igual. Tudo se repete. O longe e o perto, alegrias e tristezas. A mesma lua cheia.&lt;br /&gt;Isso pode parecer perturbador, triste, depressivo. O pensamento parece se deslocar por vários pontos. Assim que evoco uma coisa, uma metafora, ela me devolve a realidade. Há um acúmulo de vontade que me sinto como o rio represado, contida.&lt;br /&gt;Na verdade, nos ultimos dias tenho sido tomada de uma dúvida. Não sei se serei capaz de terminar esta história. Porque tudo é incompatível com a linguagem. Na medida que a história resiste as palavras e a sua ordem, é a medida exata de quão perto cheguei de inscrever a metáfora no coração. E quando chega o momento de inscreve-la, a coisa mais importante (supondo que ainda exista), talvez não seja mais capaz.&lt;br /&gt;O tempo do rio acontece. Como já foi dito, o seu leito foi mudado. E só agora percebo o quanto. O ato de escrever é como manter esta ferida aberta para cicatrizar. Quem sabe a dor não saia catarticamente pela pressão dos meus dedos no teclado. E assim o rio poderá desaguar suas águas em turbinas para produzir energias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-2478908082634578258?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/2478908082634578258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=2478908082634578258' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/2478908082634578258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/2478908082634578258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/07/2-com-2-sao-5.html' title='2 com 2 são 5'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-1125714732476425028</id><published>2009-07-07T11:54:00.004-03:00</published><updated>2009-07-07T12:10:51.681-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citação'/><title type='text'>O inventor da solidão</title><content type='html'>&lt;a href="http://postdepescada.files.wordpress.com/2009/06/matisse-2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 212px; FLOAT: right; HEIGHT: 235px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://postdepescada.files.wordpress.com/2009/06/matisse-2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lentamente começo a compreender o absurdoa da tarefa que me propus. tenho a sensação de tentar ir a algum lugar, como se soubesse o que queria dizer, mas quando mais avanço maior a certeza de que o caminho para chegar ao objetivo não existe. Preciso inventar a estrada a cada passo, e isso significa que nunca tenho certeza de onde estou. Uma sensação de mover-me em círuclos, de refazer eternamente o mesmo caminho, de seguir em várias direções ao mesmo tempo. E, mesmo que eu faça algum progresso, não estou de modo algum convencido de que chegarei aonde penso que estou indo. Só porque você vaga pelo deserto não quer dizer que exista a terra prometida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{Paul Auster}&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-1125714732476425028?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/1125714732476425028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=1125714732476425028' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/1125714732476425028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/1125714732476425028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/07/o-inventor-da-solidao.html' title='O inventor da solidão'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-7770184678234560969</id><published>2009-07-06T09:51:00.004-03:00</published><updated>2009-07-06T10:16:00.230-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citação'/><title type='text'>A ausência</title><content type='html'>Se há ausência do outro; é o outro que parte, sou eu que fico. O outro vive em estado de partida, de viagem; ele é por vocação, migrador, quanto a mim, que amo, por vocação inversa, sedentário, imóvel, disponivel, à espera, ficando no lugar. [....] A ausência amorosa só tem um sentido, e só pode ser dita a partir de quem fica - e não de quam parte: EU, sempre presente, só se constitui diante de VOCÊ, sempre ausente. Dizer a ausência é, de início, estabelecer que o sujeito e o outro não podem trocar de lugar. [...] Às vezes consigo suportar bem a ausência. Sou então "normal". Me igualo à manera pela qual "todo mundo" suporta a partida de um "ente querido", obedeço com obediência com competência à educação pela qual me ensinaram desde cedo a me separar. Ajo como um sujeito destemido; sei me alimentar; ENQUANTO ESPERO..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;{Fragmentos de um discurso amoroso - Roland Barthes}&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=3BhsnXDn-jk"&gt;Poema das Mãos &lt;/a&gt;- Monólogo por Bibi Ferreira &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-7770184678234560969?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/7770184678234560969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=7770184678234560969' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/7770184678234560969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/7770184678234560969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/07/ausencia.html' title='A ausência'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-2945853935437157126</id><published>2009-07-05T20:09:00.003-03:00</published><updated>2009-07-06T10:02:07.535-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Garrafas ao Mar'/><title type='text'>A pipa e o menino</title><content type='html'>Pipa. Linha. Menino.&lt;br /&gt;A pipa na mão do menino voa. Brinca. Dança no céu azul.&lt;br /&gt;O menino corre levando a pipa. A pipa que dança no céu azul.&lt;br /&gt;A linha esticada nas mãos do menino dita o movimento da pipa.&lt;br /&gt;No céu azul a pipa contrasta com a luz do sol. Dança, tremita.&lt;br /&gt;Em suas mãos a pipa vai e volta, volta e vem.&lt;br /&gt;No alto, o menino para a pipa em suas cores. O menino dá linha, a pipa sobe... tão pequena na imensidão azul e branca. Um ponto no céu, foi para onde não se pode distinguir suas cores e forma. A pipa parece mais um complemento às nuvens tão brancas.&lt;br /&gt;A linha esticada é puxada. A pipa quase cai. A imrpessão de queda e a proximidade com o chão faz com que a pipa se desconcerte. Mas o menino habilidoso em sua arte, devolve aos poucos a pipa ao céu. O menino consegue manipular a pipa, a desvia aos poucos dos ventos pouco favoráveis.&lt;br /&gt;O vento causa turbulência. A linha firme nas mãos do menino a leve além. A leva sem medo. Obstinado. Mas a pipa está em contradição, se agita. Às vezes consegue fazer os movimentos comandados pelo menino, ora se se abala com o vento.&lt;br /&gt;O céu não parece mais um lugar seguro. Não aquele pedaço de céu. O menino parece não perceber a fragilidade da pipa. Ou parece terr um prazer sádico em quase destruí-la. Em voos cada vez mais ousados, o menino ordena a pipa, força. Mas e a pipa? E a sua vontade? E a sua vontade?&lt;br /&gt;A pipa tenta mostrar que não está conseguindo. Seus limites estão postos. Os voos tem seu declínio. A pipa manca em seu voo. A linha amarrada começa a esgarçar. E menino não percebe.&lt;br /&gt;O menino tão entretido com a brincadeiram, em sua gana, com o desafio provocado pela pipa. Ri. Corre. E o fio, por sua vez, se esgarçando. O vento recomeça.&lt;br /&gt;O que aconteceria com a pipa?&lt;br /&gt;A pipa ao se soltar do fio, alcaçará seu voo solitário. Em algum momento poderá cair. A dor do fio se rompendo seria maior do que o encontro com o chão? Creio que uma coisa está implicada com a outra. Mas será a sua queda sem o menino. Sem o fio, ela não deixará de ser uma pipa colorida no céu. Sem o fio ela é perdida e achada.&lt;br /&gt;Ao menino restará o fio. Mas ele também não deixará de ser menino e o fio poderá ser amarrado a outra pipa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-2945853935437157126?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/2945853935437157126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=2945853935437157126' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/2945853935437157126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/2945853935437157126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/07/pipa-e-o-menino.html' title='A pipa e o menino'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-6238555980966008783</id><published>2009-07-03T02:46:00.003-03:00</published><updated>2009-07-06T10:08:03.761-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Garrafas ao Mar'/><title type='text'>As águas</title><content type='html'>Na praia inicial de minha vida vejo no horizonte a vida que está por vir. Não é a toa a conjunção de elementos em mim. O fogo de meu signo solar, a água de minha santa de cabeça (Iemanjá), o vento que preciso para as minhas velas e a terra para meus pés. Tudo é a vida que se origina e se desemboca em mim. Mas que as vezes este ciclo precisa do entre. O rio não é rio se não tiver seus afluentes. E todo mar tem seu rio. A espera pelo mar. Mas as vezes há o esquecimento de que eu mesma sou um rio. E não um rio que passa pela vida, mas a vida própria e que tem em si seu movimento, seu ecossistema. Talvez tudo isso seja mais uma demonstração de que as coisas vem de dentro para fora e não de fora para dentro. Mas também pode ser exatamente o contrário, em dizer que tudo está interligado. Tudo e o nada estão no eterno retorno. O retorno.&lt;br /&gt;Não há desamparo, nem sentimento oceanico. Há apenas a constatação de que a vida é muito maior do que os processos da água que aprendemos nas aulas de ciencia. Evaporação. Condensação. Sublimação. Mais... mto mais... são as águas que revolvem em mim. Guardo traços. tenho marcas e veios. Apesar de ser menina, descubro que sou um rio. Nada parecido com algo nas dicotomias de bom e mau, sou apenas o que sou. Gostaria de ter o poder de invocar os ventos e mudar o rumo. Mas como um rio pode mudar de lugar.... faço do risco de viver meu alimento. Não há mau ou bom tempo, há vida, há a agua. A diferença entre o mar e o rio é que um é doce e outro salgado. Um é pequeno e outro é grande, imenso. Mas em sua pequinez o rio mostra as possibilidades de navegação e acaba por desembocar no mar. E o mar, por sua vez, tem sempre um rio para lhe alimentar. aprendo com isso que nada sei sobre o mar, e nada sei sobre mim. e já não temo nada. Enfrento tudo de peito aberto. Tudo pode ser sede, posso querer tomar goles grande para aplacar a garganta seca. As coisas voltam para o mesmo lugar, estou presa a minha existência, a minha vida. Tenho que bebe-la mesmo quando não tenho mais sede. Pode ser enfadonho as vezes, mas não acredito ser feliz vivendo outra vida que não fosse a minha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-6238555980966008783?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/6238555980966008783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=6238555980966008783' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/6238555980966008783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/6238555980966008783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/07/as-aguas.html' title='As águas'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-5633367839467633556</id><published>2009-07-02T11:39:00.003-03:00</published><updated>2009-07-06T10:02:26.241-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Garrafas ao Mar'/><title type='text'>Queria poder dizer...</title><content type='html'>queria poder dizer o quanto amo&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto a presença queima em mim&lt;br /&gt;queira poder dizer o quanto estou numa paz estranha&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto meus olhos estão fixos no horizonte&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto parece que meu mundo está suspenso&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto me sinto como um Cd pausado na música favorita em repeat&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto cada suspiro que dou procura o seu cheiro que aos poucos se desfaz no ar&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto o seu abraço ainda queima em meus braços&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto a emoção ainda me toma&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto desejava ter asas para ir voando até vc&lt;br /&gt;queira poder dizer o quanto o dia está cinza e o sol se escondeu&lt;br /&gt;queria poder dizer coisas que as palavras não dão conta&lt;br /&gt;queria poder dizer o que não é possível dizer sozinha&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto a minha voz fica estranha sem os seus ouvidos&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto despero me dá a sua ausência&lt;br /&gt;queria poder dizer quanta alegria me invade quando eu te vejo&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto sinto falta dos seus beijos, mesmo depois que vc tenha me beijado&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto desconjuntada eu fico com a sua existencia na minha vida&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto eu tenho fé&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto em mim tem mudado por vc, com vc e para vc&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto eu trocaria a eternidade por aquela noite&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto eu andaria para te ver&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto de nostalgia me invade&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto de cisne que há em mim&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto de insanidade ferve em mim quando estou contigo&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto de paixão me consome quando estou longe&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto as lembranças me ajudam a passar estes dias compridos.&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto forte é a sua imagem quando fecho os olhos&lt;br /&gt;queria poder dizer o quanto o vazio está cheio, e o cheio está vazio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;queria poder dizer tanta coisa, mas tudo se forma e se desmancha. A voz não sai. Ela não tem sentido no silêncio que me rodeia. Só me resta escrever. Transformar em caracteres. É a estranha felicidade da solidão povoada por você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-5633367839467633556?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/5633367839467633556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=5633367839467633556' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/5633367839467633556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/5633367839467633556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/07/queria-poder-dizer.html' title='Queria poder dizer...'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-2525371309557559033</id><published>2009-06-21T10:57:00.003-03:00</published><updated>2009-07-06T10:02:59.345-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Garrafas ao Mar'/><title type='text'>O Sol</title><content type='html'>Acho que antes era abençoada com a tristeza, porque era nela que escrevia, que produzia. Mas a escrita passou a ser algo banal, comum, sem brilho. Estava tudo adormecido em mim. Tudo era cinza e objetivo.&lt;br /&gt;E de repente, numa entrega, que não havia ser diferente dado meu temperamento dramático e fleumático diante das coisas. Um novo formato se apresentou.&lt;br /&gt;Na felicidade extrema, a necessidade de colocar em palavras, de eternizar o que poderia passar, voltei a escrever.&lt;br /&gt;Agora, de volta ao estado original de tristeza pergunto-me se conseguirei escrever. Embora haja um fiapo de esperança que a felicidade retorne. O fio irá se esgarçar. Não tenho o novelo infinito de Ariadne. Desejo, assim como ela, sinalizar a saída do labirinto com o fio esticado de minha existência. Mas isso é mais um conto mitológico e a vida é real.&lt;br /&gt;Digo de forma nao tão metaforizada, ainda tenho os braços abertos e as mãos extendidas. Ainda aguardo o convite para a contradança. Tantas músicas não dançadas, tantas músicas a serem dançadas novamente. Mas vejo cada vez mais o vejo dando passos para trás. Se afastando. A sua figura cada vez mais longe das pontas de meus dedos. A distância. O tempo. Os dois verdadeiros inimigos. O mau invísivel aos olhos, mas que tanto machucam meu corpo e meu coração.&lt;br /&gt;O encontro dos amantes costuma ser retratado ao luar. Uma vez me disseste que a nós só restariam as sombras. Disse que não. Que tudo brilhava. Que tudo era radiante. Por isso recuso a lua. O nosso encontro era no sol. E ainda é. Não sei por quanto tempo. Sentar ao sol. Deixar o calorzinho aos poucos acariciar o corpo encolhido do frio.&lt;br /&gt;Longe de ti é isso que faço. Procuro te encontrar no sol. Sento-me sem tu ao meu redor. Brinco de ciranda em mim mesma. Giro em meu próprio eixo de braços abertos aguardando seu abraço, o seu calor. Mas como já disse: não estás.&lt;br /&gt;O sol ocupa seu lugar. Me banha por inteiro. O sol que acaricia meu rosto mostra que a vida existe. E assim será, ainda bem que resta o sol. E a ti também. A sensação desta felicidade quase clandestina, primária, singular. A simplicidade do corpo aquecido pelo sol era o que sentia ao estar contigo.&lt;br /&gt;O barco sem mastro e vela pode ter um motor. E só resta imaginar a missão impossível de esgotar o inesgotável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-2525371309557559033?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/2525371309557559033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=2525371309557559033' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/2525371309557559033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/2525371309557559033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/06/o-sol.html' title='O Sol'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-2986765825085649270</id><published>2009-06-21T10:25:00.003-03:00</published><updated>2009-07-06T10:02:43.351-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='faxina intelectual'/><title type='text'>Viradas</title><content type='html'>Dia de 20 de junho é sempre um dia importante para mim. É o dia que marca a grande virada que dei em minha vida. Há 5 anos atrás minha vida quase se perdeu. Percebi o caráter frágil da vida que habita em mim. Vi que as raivas e as mágoas nada tinham a me oferecer. Senti no momento do impacto dos carros, em meu carro, a entrega de minha vida. Foi uma entrega total. Num primeiro momento a solidão e ao escuro. Quando fui deixada pela primeira caminhonete que havia batido em mim, entendi o quanto a vida do outro nada vale. O quanto a minha vida não valia para aquela pessoa que me deixou a beira da morte. Com o segundo impacto, frontal e violento. Fechei os olhos e entreguei minha alma a aquilo acredito ser Deus. Não fui levada por ele. Mas apartir disso encarei minha vida como uma benção. Entendi que a minha existência é minha. E a solidão disso, antes encarada com tristeza, hoje é o que me move.&lt;br /&gt;Anos depois, no mesmo dia, me foi trazido pelo destino aquele que amei. Aquele que pedi para uma estrela cadente que ficasse comigo. Dei a ele meu coração, minha alma, meu corpo, meu tempo, meu espaço. Virei novamente o rumo que caminhava. Comecei um caminho junto, acompanhada por aquilo que havia pedido a uma estrela cadente.&lt;br /&gt;Com ele eu quis ser mais. Queria apenas ama-lo. Foi o pedido que fiz. "Deixe-me gostar de ti." E foi assim, numa atitude da mais completa renúncia de mim mesma vivi os quase 3 anos de minha vida. Ele era meu eixo, meu centro, meu amor. Queria que a verdade e a bondade fossem as ferramentas para a construção das coisas. Queria ser um espírito livre dentro do amor. Um amor como sei jamais viverei outro. Um amor que eu recusava a proferir a palavra não. Por favor, não confundam isso com submissão. Longe disso. Era um amor tão profundo e verdadeiro que cada vez que acordava ao seu lado eu sentia que o amava mais.&lt;br /&gt;Mas a vida se fez presente. E assim como no acidente ou como um acidente, as mágoas se acumularam. E aquilo que era felicidade infinita se tornou um pote de mágoa e me vi atirando quem mais amava a um estado profundo de angustia. Não suportei. Peguei minha malas, e na encruzilhada que se fez, tomei um caminho diferente do dele. O peso do relacionamento, da vida compartilhada, de um amor dolorido e cansado ficou do tamanho de uma mala depositada numa sala.&lt;br /&gt;Dei para sonhar e fiz tantos desvarios. Tudo começou de súbito e o fim fora anunciado. Mas mesmo assim não deixa de ser súbito. As vezes me recuso a aceitar a finitude das coisas. Da vida. Do amor. Amigos dizem é o inicio. Eu digo é o fim.&lt;br /&gt;É o fim do começo. É o tempo de virada. Estou em outro lugar, a espera de uma casa nova, aprendendo a viver um dia de cada vez. Mas com a coragem que em mim se plantou no dia em que quase perdi a vida. E com a fé no amor que passei a ter depois de te-lo conhecido.&lt;br /&gt;Preciso viver intensamente. Tenho dito isso mais para mim mesma, como um mantra ao me deparar com os absurdos que não posso mudar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-2986765825085649270?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/2986765825085649270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=2986765825085649270' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/2986765825085649270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/2986765825085649270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/06/viradas.html' title='Viradas'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-2478875995106947572</id><published>2009-06-19T15:45:00.003-03:00</published><updated>2009-06-19T16:03:05.955-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citação'/><title type='text'>A flor e o espinho</title><content type='html'>Tire o seu sorriso do caminho&lt;br /&gt;Que eu quero passar com a minha dor&lt;br /&gt;Hoje pra você eu sou espinho&lt;br /&gt;Espinho não machuca a flor&lt;br /&gt;Eu so errei quando juntei minh'alma a sua&lt;br /&gt;O sol não pode viver perto da lua&lt;br /&gt;Tire o seu sorriso do caminho&lt;br /&gt;Que eu quero passar com a minha dor&lt;br /&gt;Hoje pra você eu sou espinho&lt;br /&gt;Espinho não machuca a flor&lt;br /&gt;Eu so errei quando juntei minh'alma a sua&lt;br /&gt;O sol não pode viver perto da lua&lt;br /&gt;É no espelho que eu vejo a minha magoa&lt;br /&gt;A minha dor e os meus olhos rasos d'aguaEu na sua vida já fui uma flor&lt;br /&gt;Hoje sou espinho em seu amor&lt;br /&gt;Eu so errei quando juntei minh'alma a sua&lt;br /&gt;O sol não pode viver perto da lua&lt;br /&gt;Tire o seu sorriso do caminho&lt;br /&gt;Que eu quero passar com a minha dor&lt;br /&gt;Que eu quero passar com a minha dor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-2478875995106947572?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/2478875995106947572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=2478875995106947572' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/2478875995106947572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/2478875995106947572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/06/flor-e-o-espinho.html' title='A flor e o espinho'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-8335746772143137683</id><published>2009-06-18T21:53:00.004-03:00</published><updated>2009-07-06T10:03:17.936-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Garrafas ao Mar'/><title type='text'>A Menina e o Mar</title><content type='html'>Em historias que nos contam na cama há o mar que se apaixona por uma menina. Parece que a menina, nestas histórias, tem todo o domínio das coisas. A sedução da vida estridente da menina encantava/seduzia o mar. O amor se fazia presente neste momento.&lt;br /&gt;A menina que se abria para o mundo, se abria para o mar. Fazendo descobertas ao deixar as ondas lhe invadirem, tocarem seu corpo e que encherem sua alma. Pode ficar a pergunta: por que o mar não se apaixona por uma lagoa? Ou por uma &lt;a href="http://seedang.com/files/comments/84/849647/images/1_display.jpg"&gt;&lt;/a&gt;gaivota? Coisas do seu meio. Por que a menina?&lt;br /&gt;Porque ele admirou a menina em sua entrega. Ele via a menina entregue ao vento. Dançando. Bailando. Movendo-se ao sabor do vento. A menina, no entanto, só entendia do vento. Entendia que aquele vento era o segredo das velas de seu barco.&lt;br /&gt;A menina, certo dia, encarou o mar. Olhou para as suas profundezas. O mar lhe sorriu de volta. O vento enciumado percebia que a menina se encantava cada vez mais com o mar. Ela se encantava cada vez mais com o azul que continha todas as cores refletidas. Aquele olhar sem os olhos. Tudo aquilo que parecia ser contingente.&lt;br /&gt;A imensidão se abriu. Parecia que em suas águas plácidas o mar lhe oferecia o que procurava. Ali ela podia extravasar toda a sua intensidade. E o mar parecia procurar aquela intensidade. Assim a menina começou a segredar ao mar seus pensamentos, seus afetos e poemas. Era só disso que ela entendia, que ela sentia e que ela queria. De nada ela entendia do amor, queria sentir a vida. Debruçada em seu barco, a menina sussurrava e cochichava seus segredos.&lt;br /&gt;Até que um dia, a menina entrou no mar. E na volta o vento a chicoteou. Com o vento ela podia dançar, mas era levada, desarrumada. Não era tomada, sentia que podia quase voar, mas sempre com os pés no chão. A menina em sua necessidade eterna por suspensão, por delírio, por ser algo sem peso. Deseja ser algo apenas em movimento e sensação, entregou-se para o mar e sua imensidão.&lt;br /&gt;Não se&lt;a href="http://caporalcartonne.com/artists/a-day/ad1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 169px; FLOAT: left; HEIGHT: 187px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://caporalcartonne.com/artists/a-day/ad1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;ndo sereia, não sendo daquele meio, a menina precisava aprender a nadar. Se não morria afogada. Cada vez nadava mais e mais. Deixava o barco ancorado já sem velas, nem leme. Deixava lá. Não havia cais, nem certezas.&lt;br /&gt;A cada braçada, porque no nadar era que ela se fortalecia. As águas escorriam por seu corpo, a acariciavam como um amante experiente o corpo a ser explorado da amada. E pelo contato com a água ela sentia o contato do seu corpo sendo dado. E a cada gotícula que restava e escorria era o prazer materializado. O delírio. Mas ela queria ir mais longe, ela queria o horizonte infinito.&lt;br /&gt;Trilhar o mar entre braçadas e mergulhos. Mas ela é só uma menina. O corpo dela dita regras. As emoções afogam mais do que as próprias águas do mar. Logo se mostra que não importa quanto a menina bata as pernas e os braços tudo tende a afundar, a se findar.&lt;br /&gt;Percebe como a história se inverte? Aquilo que antes era o encanto do mar, passa a ser a entrega da menina. Mergulho após mergulho sentia a sensação da suspensão. Tudo a volta da menina era o mar. Era o mar invadindo, ao redor, nela.&lt;br /&gt;A menina nunca podia ficar muito tempo no mar. E cada vez que ela voltava para casa ficava o cheiro, a sensação e as lembranças do seu encontro com o mar. Ela ficava ansiando por voltar para o mar. Ao contrário do que o mar acreditava, a menina não tinha o menor domínio do amor. Amar o mar.&lt;br /&gt;Cada vez mais ela ficava, o sol tentou avisar, as conchas fizeram desenhos de alerta e a areia se tornou movediça. Mas a menina em sua teimosia foi. Cada vez mais. Até que ela foi levada por ondas fortes, e nem um pouco cuidadosas de volta a terra. As ondas deixaram seu barco destruído a deriva. Ao chegar a praia, ela ficou a observar o mar. De longe.&lt;br /&gt;Em terra firme, movediça e áspera ela olha o mar. Deseja. Faz fogueiras. Escreve seus poemas e os coloca em garrafas, lança ao mar. Espera que ele os leia. E assim ele entenda que não f&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_E9REx0egnaY/RwGkdTYjtdI/AAAAAAAAA3o/rlS0HFO6xOY/s320/Matisse+-+mulher+na+janela.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 137px; FLOAT: right; HEIGHT: 178px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_E9REx0egnaY/RwGkdTYjtdI/AAAAAAAAA3o/rlS0HFO6xOY/s320/Matisse+-+mulher+na+janela.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;oi por falta de persistência, vontade e desejo. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_OWtTOw4-5UE/SEH3xKs5yGI/AAAAAAAAAKU/6GgKxpv7JEM/s400/fishingroom_onNicolettaCeccoli.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ao longe as palmeiras se movem. E ao lado da menina jaz o seu barco, sem mastro, sem velas e com seus remos quebrados ao redor. Em seu olhar, a menina tenta visualizar o horizonte, espera, aguarda.&lt;br /&gt;Aposto contigo seja no evangelho ou nas leis que não sabes como terminará esta história. A vida da menina não passa de um dilúvio imaginário de quem escreve. Um amor como este não é para este plano. Para as leis confusas e sentimentos estranhos humanos. É para os livros, para o divino, o idealizado. É lá que estas coisas devem ficar. Em histórias que contamos na cama. Corpos mortais não comportam o pleno, o absoluto. Vivemos para morrer. Tudo se resume em nostalgias das besteiras simbolizadas que fizemos ontem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-8335746772143137683?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/8335746772143137683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=8335746772143137683' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/8335746772143137683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/8335746772143137683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/06/menina-e-o-mar.html' title='A Menina e o Mar'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E9REx0egnaY/RwGkdTYjtdI/AAAAAAAAA3o/rlS0HFO6xOY/s72-c/Matisse+-+mulher+na+janela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-3592991980042745214</id><published>2009-06-18T09:03:00.005-03:00</published><updated>2009-07-06T10:03:41.625-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Existência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='faxina intelectual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Meus amigos e o sol nostalgico da manhã</title><content type='html'>Numa manhã de sol preguiçoso. A saudade das pessoas que amo aperta meu peito. A solidão na cidade grande me inquieta. Me tira o sono. Tudo anda frio. Vou para o interior. Para o quente. Não apenas para o interior do estado, mas vou para o interior de mim mesma. Enfrentar a tempestade que se faz em mim. É no abraço quente de pessoas que estão lá, funcionando como bussulas, barometros, rádios que reencontrarei meu prumo. Não nego que meu grande leme, está aqui. O abraço mais verdadeiro, a pessoa que mais sei que me ama de forma incondicional e que eu a amo assim. Mesmo na mesma cidade, sintimos falta uma da outra. Sua simples existência já me traz um pouco de paz. A pessoa que mais conhece a minha alma, e que mais conheço a sua. Conto com sua amizade para me nortear seja nos momentos mais felizes, assim como nos momentos mais tristes. É uma pessoa rara. Mas as pessoas que me esperam para onde vou, também são raras e preciosas. Demorei um pouco para ama-las. Hoje as amo sem fronteiras. A cada abraço de retorno meu, sinto aos poucos a minha conexão com algo maior. O amor não é apenas o romantico, entre dois amantes. Nestas pessoas que me refiro, em minhas bussulas, barometros, rádios... está o entendimento de que o barco sozinho não é nada. Por mais que eu seja uma a navegar, que a minha existencia seja solitária. Seria uma jangada e não um barco sem meus amigos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-3592991980042745214?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/3592991980042745214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=3592991980042745214' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/3592991980042745214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/3592991980042745214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/06/meus-amigos.html' title='Meus amigos e o sol nostalgico da manhã'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-2107953061729609849</id><published>2009-06-17T00:59:00.004-03:00</published><updated>2009-07-06T10:10:50.672-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>A cidade</title><content type='html'>Na cidade, as luzes, o frio.&lt;br /&gt;As grandes promessas de uma vida. Um projeto de vida. Um acontecimento.&lt;br /&gt;A grande paciência ou impaciência pelo acaso. Coisas que acontecem sem a minha vontade. Sem o meu conssentimento.&lt;br /&gt;Aprendo que nem tudo está sob meu controle. Lembro do retorno de saturno, tão próximo. Quero retomar a minha vida em minha mãos. Coisas, eu posso. Outras não. Algumas destas outras me pedem paciência, tenho que ter. Afinal, o projeto está de pé. Outras, no entanto, com dor tenho que admitir que não poderão acontecer. Ñão porque tenha deixado de acreditar, mas porque a cidade com o seu frenezi e a sua lógica táo estranha tem a engolido.&lt;br /&gt;Olho a cidade pela janela do apartamento. Vejo esta cidade, que apesar de tudo ainda me encanta. Me encanta porque eu sabia que aqui haveria uma grande revolução. Achava que tudo se trataria de ranger meus limites... mas agora, vejo que é mais. Tenho que aprender a todo tempo me reinventar. Ver que me imaginário era pobre, e que ainda há muito mais para descobrir. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3ArmkdQ8ed0/SFcvjItHocI/AAAAAAAAAAM/vFSTxP6Jn_8/S220/Nuvens+cinzas+de+tristeza.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 220px; FLOAT: right; HEIGHT: 194px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3ArmkdQ8ed0/SFcvjItHocI/AAAAAAAAAAM/vFSTxP6Jn_8/S220/Nuvens+cinzas+de+tristeza.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tenho que aprender com o malogro das coisas, e ao mesmo tempo com o seu sucesso de terem existido. Desenvolver a minha capacidade de viver na selva de pedra. Sempre me disseram que me depararia com a parte fria, com as pessoas que não se importam.&lt;br /&gt;Sim, as pessoas não se importam. Maltratam seu coração, acham que vc é endurecida como elas no asfalto e na poluição. Dizem para que nada seja entregue de bandeja. Mas de onde eu achei que nada viria é que eu tenho a grande surpresa. O grande encontro. O estado de doação e companheirismo. Há sim o mundo frenético, duro, voraz. Em que em minha visão quixotesca teria que lutar contra os grandes gigantes, que não passam de moinhos de vento.&lt;br /&gt;Sim... lutei e luto contra os moinhos de vento, ainda com a minha ingenuidade interiorana. Mas também já sei quando o moinho de vento é um moinho de vento e não há nem a ilusão do gigante. Achei que havia encontrado o sonho.&lt;br /&gt;Que ingenuidade.&lt;br /&gt;Eu não encontrei o sonho, o sonho está dentro de mim. E é isso que eu não posso esquecer. Esta é a grande petulancia desta persona quixotesca que há em mim. A petulancia, não a covardia de me esconder atrás do outro. Estou com a cara e a coragem, enfrento sim, esta cidade e seus desafios.&lt;br /&gt;E assim vou... com a cidade não se importando comigo. E nem eu com ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-2107953061729609849?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/2107953061729609849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=2107953061729609849' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/2107953061729609849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/2107953061729609849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/06/cidade.html' title='A cidade'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3ArmkdQ8ed0/SFcvjItHocI/AAAAAAAAAAM/vFSTxP6Jn_8/s72-c/Nuvens+cinzas+de+tristeza.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-6739939544781195480</id><published>2009-06-16T09:28:00.004-03:00</published><updated>2009-06-18T12:02:05.111-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='faxina intelectual'/><title type='text'>O mito do eterno retorno</title><content type='html'>&lt;div&gt;No meu livro favorito, a insustentavel leveza do ser, Kundera abre o livro com o seguinte raciocínio....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O eterno reto&lt;a href="http://philosophy.ucsd.edu/faculty/rutherford/phil285nietzsche/MunchNietzsche.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 218px; FLOAT: left; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://philosophy.ucsd.edu/faculty/rutherford/phil285nietzsche/MunchNietzsche.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;rno é uma ideia misteriosa, e Nietzche, com essa idéia, colocou muitos filósofos em dificuldade: pensar que um dia tudo vai se repetir tal como foi vivido e que essa repetição ainda vai se repetir indefinidamente! O que significa esse mito insensato:&lt;br /&gt;O mito do eterno retorno nos diz, por negação, que a vida que vai desaparecer de uma vez por todas, e que não mais voltará, é semelhante a uma sombra, que ela é sem peso, que está morta desde hoje, e que, por mais atroz, mais bela, mais esplêndida que seja, essa beleza, esse horror, esse esplendor não tem mais sentido. Essa vida não deve ser considerada mais importante do que uma guerra entre dois reinos africanos do século XIV que não alterou em nada a face do mundo, embora 300 mil negros tenham encontrado nela à morte através de indescridíveis suplícios. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quero dizer com tudo isso.... é simples... é humano e é verdadeiro.&lt;br /&gt;Nossa vida, a minha, a sua, a dele é um eterno retorno. Em que repetimos indefinidamente as mesmas questões. Por vezes com roupagens diferentes. Mas os erros, os acertos e, principalmente, o mesmo sofrimento são evocados. É como estar para sempre preso a uma teia trágica da existência humana.&lt;br /&gt;Bem, petulante e teimosa que sou, me recuso terminantemente a esta teia. Mas nem por isso deixo de cometer os mesmos erros. As mesmas dores.&lt;br /&gt;Me coloco agora, diante desta tela fria, num dia cinzento para dizer que serei dona da minha própria historia. E que estou farta.&lt;br /&gt;Não falo isso de forma ingenua. Cada vez mais me dou conta de que determinadas coisas só existem na minha fantasia e no meu imaginário. Em alguns momentos, situações surreais e idealizadas parecem se concretizar neste cotidiano duro e repetitivo. Mas isso não passa de ilusão.&lt;br /&gt;O paradoxo se instala, para quem deveria-se dizer não se diz sim, para quem deveria se dizer sim se diz não. É o contrasenso do peso e da leveza. Em que a leveza é insustentável, e que acaba por assim ser elimanada. Sim, eliminada por uma atitude covarde e não enfrentamento.&lt;br /&gt;Tudo não passa de palavras e atos imaginários. O se supunha ser real, na verdade era a tentativa de fazer um sonho se encarnar. E encarnou, mas não deixou de ser um sonho.&lt;br /&gt;Os sonhos são como brumas, a insustentável leveza, e com o agitar das mãos ou a revelação do caráter verdeiro se desfazem.&lt;br /&gt;E não poderia ser diferente no eterno retorno.&lt;br /&gt;Deposita-se no outro a crença, o sonho, a vontade de um mundo diferente. O eterno retorno do sonho encarnado da paixão.&lt;br /&gt;Mas tudo é tão frágil. Se desfaz com o movimento realista das mãos e das atitudes viciadas. não há coragem de romper. Não há coragem de se ir além. Se esconde, refugia-se.&lt;br /&gt;A futilidade e a racionalidade são os eternos destruidores. E eles são exatamente comportados por aquele que mais deseja mudar.&lt;br /&gt;É a covadardia de não se peitar as situações. Por isso o paradoxo do sim e do não, da leveza e do peso. Tudo não passa de ilusão. A vida que se supunha abrir não deixa, deixava e deixará de ser uma grande ilusão.&lt;br /&gt;Confesso que todo este discurso parece catastrófico e depressivo. Mas não é. é humano. tiro de dentro de mim esta dor, transporto para tela, a elaboro a fim de que isso não mais habite em mim. E o dia cinzento lá fora, lidarei com um bom casaco e chás quentes.&lt;br /&gt;Expurgo de mim esta angustia. A vivi e a viverei até o fim. Afinal, o fim de um son&lt;a href="http://www.edvard-munch.com/Paintings/litho/separationII_litho_3.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 302px; FLOAT: right; HEIGHT: 204px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.edvard-munch.com/Paintings/litho/separationII_litho_3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;ho é dramático, traumático e completamente brega. Mas o vivo assim. E quando sair pela porta, darei os 10 passos para outro lugar. Para outra história. Outra vida.&lt;br /&gt;Novamente para outro eterno retorno, mas com a ilusão renovada de que será diferente. Pois, este primeiro ciclio vicioso estou rompendo no início. Decidida a não vive-lo por inteiro. Conhece o trailer do filme. Dispenso perder meu tempo em viver a mesma coisa.&lt;br /&gt;Foi belo e intenso. E isso basta. Digo esta é como a carta de Tereza a Thomas, vou embora por não suportar a sua leveza. Ao contrário lógico, vou embora porque não suporto estar sem a minha leveza, sem a minha paz de espírito.&lt;br /&gt;Se fui leve naquela cia, serei outras vezes, em outras cias. Mas não surporto e não mais suportarei o peso da covardia que se repete em meu eterno retorno.&lt;br /&gt;E tenho dito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-6739939544781195480?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/6739939544781195480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=6739939544781195480' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/6739939544781195480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/6739939544781195480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/06/o-mito-do-eterno-retorno.html' title='O mito do eterno retorno'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-6499931662475829013</id><published>2009-06-15T12:49:00.003-03:00</published><updated>2009-06-15T13:04:56.022-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='faxina intelectual'/><title type='text'>O Leite de Chico</title><content type='html'>Fã confessa que sou de Chico, não resisti e comprei o novo livro (Leite Derramado) como companheiro para o feriado. Ledo engano. O livro trata de uma narrativa não linear de uma vida. O homem, Eulálio Assumpção, centenário, está em estado vegetativo em algum hospital.&lt;br /&gt;Ok, mérito para Chico em como administrar a narrativa. Mas, em uma segunda confissão, que ainda prefio Budapeste. E que se tudo der certo, assistirei hoje.&lt;br /&gt;Depois da leitura do livro, num dos dias frios que fez em SP, fiquei pensando sobre o despedício de vida. Sobre como deixamos as coisas tomarem conta de nós e não ao contrário.&lt;br /&gt;Vi no passar das páginas uma vida fragmentada, mas muito parecida com tantas outras que já tive contato. Mais um ponto para Chico.&lt;br /&gt;A relação entre Eulálio e Maltilde (sua esposa), mostra exatamente como passamos desapercebidos pelas coisas. Amortecidos. Grandes dores ou grandes alegrias sempre tomam a tonalidade acinzentada da racionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...) gostaria que meu pai me acompanhasse mais um pouco, gostaria sobretudo que Matilde me sobrevivesse, e não o contrário. Não sei se existe destino, se alguém o fia, enrola, corta. Nos dedos de alguma fiandeira, provavelmente a linha da vida de Matilde seria de fibra melhor do que a minha, e mais extensa. Mas muitas vezes uma vida para no meio do caminho, não por ser a linha curta, e sim tortuosa. Depois que nos deixou, nem posso imaginar quantas aflições Maltide teve em sua existência. Sei que a minha se alongou além do suportável, como linha que se esgarça. Sem Matilde, eu andava por aí chorando alto, talvez como aqueles escravos libertos de que se fala. era como se a cada passo eu me rasgasse um pouco, porque minha pele tinha ficado presa naquela mulher." (p.56)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selecionei outro pequeno trecho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Com o tempo aprendi que o ciume é um sentimento para proclamar de peito aberto, no mesmo instante de sua origem. Porque ao nascer, ele é realmente um sentimento cortês, deve ser logo oferecido à mulher como uma rosa. Senão, no instante seguinte ele se fecha em repolho, e dentro dele todo o mal fermenta. O ciúme é então a espécie mais introvertida das invejas, e mordendo-se todo, põe nos outros a culpa da sua feiura. Sabendo-se despresível, apresenta-se com nomes supostos, e como exemplo cito minha pobre avó, que conhecia seu ciúme como reumatismo." (P.62)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-6499931662475829013?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/6499931662475829013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=6499931662475829013' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/6499931662475829013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/6499931662475829013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/06/o-leite-de-chico.html' title='O Leite de Chico'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-406202528068309030</id><published>2009-06-12T14:19:00.005-03:00</published><updated>2009-07-06T10:07:07.406-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mais Visitado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Existência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='faxina intelectual'/><title type='text'>o que sera... o que fazer</title><content type='html'>Um dia meu bom pai me deu um presente. Estes raros presentes que nossos pais nos dão. não falo de amor, carinho, compreensão. Falo de coisas que nos são dadas para marcar a alma, na sua mais sincera singularidade.&lt;br /&gt;Meu pai me deu um poema...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Cisne&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A vida, manso lago azul algumas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vezes, algumas vez mar fremente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem sido para nós constantemente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um lago azul sem ondas, sem espumas&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.chilloutpoint.com/images/2009/march/origami/origami-swan.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 207px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.chilloutpoint.com/images/2009/march/origami/origami-swan.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sobre ele, quando desfazemos as brumas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matinais, rompe o sol vermelho e quente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós dois vagando indolentemente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dois cisnes de alvacentas plumas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia um cisne morrerá, por certo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegar o momento incerto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lago, onde talvez a água se tisne&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que o cisne vivo, cheio de saudade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais cante, nem sozinho nade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem nade nunca ao lado de outro cisne."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que meu bom pai me disse com tudo isso: n podemos ficar só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguém para mim, em algum lugar. E quando encontrar este alguém, ele nadará comigo nas águas. E de que azul calma, se farão ondas, porque rasgaremos juntos as águas plácidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, um amor como este não pode existir neste plano. para uma terra de leis confusas e sentimentos estranhos dos humanos. Da lei dos homens. Um amor como este deve ficar lá. Nos livros, na imaginação, no sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos frágeis corpos mortais não comportam o pleno, o absoluto. Vivemos para um dia morrermos. Até o cisne sabe disso. Mas nós ao contrário dos sabios cisnes buscamos pequenas mortes. Buscamos o consolo da racionalidade. Matamos aos poucos a vida que há em nós. Nos dedicamos a tristeza e a maldição dos deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, os deuses castigaram os mortais dando o que chamamos precariamente de amor. Isso não foi a toa. Sofremos o tempo todo por esta coisa. Seja por sua falta, seja pela sua presença, seja pela fuga dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao desafiar os deuses. Viver um amor pleno. O castigo não tardaria. A alma se atormentaria. Afinal, roubavamos o fogo divino. Estavamos a tocar no sagrado com nossas mãos profanas de mortais. Sujos em nossas realidadizinhas, em nossas assepcidade de sentimento. Mas nós nos lambuzamos de ambrosia no olimpo, fizemos nossos corpos transcender, chegamos a quase tocar as estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, castigados, com a perda da paz da alma, estamos a levar pedras até o alto, até a porta do olimpo. quase tocamos tudo de novo. Mas a pedra rola, até o chão, até a realidade. E no dia seguinte olhamos para a pedra no chão. Arregaçamos as mangas, chegamos até onde queriamos estar. Ficamos o tempo suficiente para a pedra rolar de novo. E assim vemos que não passamos de meros mortais....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-406202528068309030?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/406202528068309030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=406202528068309030' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/406202528068309030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/406202528068309030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/06/o-que-sera-o-que-fazer.html' title='o que sera... o que fazer'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-5515372375786813379</id><published>2009-06-08T21:43:00.003-03:00</published><updated>2009-07-06T10:04:08.066-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Garrafas ao Mar'/><title type='text'>No Cais</title><content type='html'>&lt;a href="http://ultramar.terraweb.biz/Imagens/Angola/joaoPetrucci/00joaopetrucci_lesteangola_00.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 221px; FLOAT: right; HEIGHT: 231px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://ultramar.terraweb.biz/Imagens/Angola/joaoPetrucci/00joaopetrucci_lesteangola_00.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje me despedi de você. Me despedi como as mulheres que vão até o cais se despedir de seus homens que vão para a guerra. Acenam lenços brancos, dão beijos. Os mais ardentes, ou, o mais ardente para que fique queimando nos lábios até o findar da chama.&lt;br /&gt;Choram. Choro. Chorei. Choro. Sei que não sou uma dessas mulheres. Não é você que vai para a guerra, que não é física e nem sua. A guerra é minha. E a despedida é minha, é nossa.&lt;br /&gt;Somos dois a partir. Cada um com sua vida. Duas retas que se cruzam, mas seguirão cada sua ao infinito. Este é um dos postulados da geometria. Não poderia ser diferente. Sempre fomos formas. Sejam as formas que usamos externamente. Simbolo pessoal. O encontro de dois triangulos tão bem encaixados. Feminino e masculino. Assim como foi o encontro, o encaixe de nossos corpos. De planos passamos a plano único, unido, certeiro. Por último, o encontro das almas, sem forma definida, mas que.... mas que... pareciam se amalgamar, formar uma com a outra, forma desta vez, sem nome.&lt;br /&gt;E ficará sem nome. Ñão é possivel que a tenha. Não é possivel esta forma existir. Quem sabe não seria esta a forma de felicidade e da grandeza. É como o amigo Pessoa. "(...) entre a grandeza que não há e a felicidade que não pode existir".&lt;br /&gt;Volto a imagem do cais, das mulheres e do barco a partir. Pode ser tudo isso. Mas deve e tem que ser sem choro. A tristeza tem que existir porque a felicidade não está.... por que uma tem que chegar quando a outra parte...&lt;br /&gt;Me recuso a aceita&lt;a href="http://www.edvard-munch.com/Paintings/litho/separationII_litho_3.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 259px; FLOAT: left; HEIGHT: 202px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.edvard-munch.com/Paintings/litho/separationII_litho_3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;r isso. Ficará a sensação do sobrar tanta falta no abraço e em outros lugares. A falta desta felicidade tão singela, espontanea e surpreendente. Não seria leal, nem justo e nem qualquer coisa, sofrer por isso.&lt;br /&gt;Até a partida é uma felicidade. Não haveria partida se não houvesse chegada. A chegada de algo que julgava não existir, não ser deste plano, não ser desta vida, desta existência. Se choro agora, não é de dor nem de tristeza, mas por uma pura emoção sublime. De poder não mais escrever idealizações, mas sobre algo vivido e principalmente de todo corpo e coração.&lt;br /&gt;Me orgulho de ter (achar-acreditar) sido um grande laço. E tenha certeza que você o foi e o é. Um grande laço.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-5515372375786813379?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/5515372375786813379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=5515372375786813379' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/5515372375786813379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/5515372375786813379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/06/no-cais.html' title='No Cais'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-1270374310857085808</id><published>2009-06-05T15:10:00.001-03:00</published><updated>2009-07-06T10:04:27.801-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citação'/><title type='text'>A Chave</title><content type='html'>&lt;a href="http://certosmomentos.blogs.sapo.pt/arquivo/adeus(1).jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 279px; FLOAT: left; HEIGHT: 360px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://certosmomentos.blogs.sapo.pt/arquivo/adeus(1).jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quem tirou a chave de não sei onde, a chave de não sei o quê.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entendo que se passa e não tenho problemas neste particular.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entender.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas sinto e temo que estou a beira de um enguiço.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A beira da clausura em mim mesma, da casa, dos olhares, tudo me parece ser arame farpado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que dura e curta esta vida para tantas possibilidades e vontades.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Só te pergunto sem interesse de resposta: trouxeste a chave.....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-1270374310857085808?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/1270374310857085808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=1270374310857085808' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/1270374310857085808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/1270374310857085808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/06/chave.html' title='A Chave'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-7517808631858405216</id><published>2009-06-03T21:21:00.001-03:00</published><updated>2009-06-12T23:53:52.782-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='faxina intelectual'/><title type='text'>Ela, a personagem</title><content type='html'>Existem amores que começam a diluir no primeiro segredo. Parece que o segredo é algo que não se pode compartilhar. Pois os segredos que falados calam. Creio que o segredo seja um pouco como os sonhos, se falados são extintos em sua natureza, deixam de pulsar.&lt;br /&gt;Agora, a lógica inversa, parece existir. O amor começar de um segredo. O segredo ser o proprio amor. Algo que se inicia entre duas pessoas, mas que não é nominado. Não pode ser. Mas ele existe, no olhar furtivo, no toque despretensioso, na palavra espontanea dita. Coisas que são cifradas por estes dois. Ninguem mais sabe. Nem eles mesmo sabem.&lt;br /&gt;São dois a andar numa corda bamba, entre realidade e fantasia. Não se sabe bem ao certo o que é uma coisa ou outra.&lt;br /&gt;Existe uma vontade e um desejo. Aparentemente nenhum dos dois é conflitante.&lt;br /&gt;Ela percorre com o olhar lugares em não pode tocar com as mãos. Ela consegue assim trabalhar outros sentidos, outras formas. O olhar. Ela o toca com o olhar. E este não é mais displicente. Ela sente seu cheiro, como se a adentrasse, como se começasse a estar dentro dela, mexendo com ela. Ela começa a sentir que as coisas que não estão mais nela. Mas nele.&lt;br /&gt;Ela sente que se perder a ilusão da comunicação com ele, ela ficaria num modo agônico. O vazio apareceria e ao ouvir-escutar aquele homem seria o mais duro golpe de realidade. A violencia.&lt;br /&gt;Ao escrever isso provoco mais uma violencia nesta personagem do meu imaginário. Escrevo expondo a sua dor, a violencia mas sem ter o corpo. Esta personagem que pode ser qualquer pessoa. Ao falar mais dela, de seus sentimentos, quem ler poderá sentir em si o peso da culpa. todos estamos cheio de culpa. E é isso que nos devasta.&lt;br /&gt;Falo de um reencontro. De um momento que em que ela irá reencontrar este homem. Esta pessoa. Mas não é um reencontro como os outros. Não é um reencontro que acaba com um sorriso furtivo no corredor e que pode acabar com dois embolados em algum lugar, que nem ela sabe onde é. Mas ela ainda sente no corpo a textura grosseira dos lençois baratos lavados sem amaciante. Sente também a mão dele tão bem encaixada em suas curvas, em sua nuca. O peso do corpo dele sobre o seu. O peso que parece ter sido tão deliberadamente medido e distribuido. Ela fecha os olhos, sente um arrepio. Fecha os olhos para intensificar a sensação que arrepia o ventre. É quase como se ele tivesse ali, dentro e ela novamente, lá.&lt;br /&gt;Seu olhar irradia uma nostalgia sinestésica. Nostalgia porque é a saudade do que não foi. Parece paradoxal, mas estou a falar de um ser abstrato, portanto, não há como saber o que aconteceu ou deixou de acontecer. Ela, a que me refiro, é um ser abstrato, que toma forma, conforme eu digito. Mas nesta coisa meio fantasmática. O Corpo Dela exala um cheiro, um aroma, uma nuvem dele sublimado.&lt;br /&gt;Ela supoe ser uma alma atormentada por paixões não terrena. Uma paixão não terrena. E que aqui não se pode realizar. Ou até pode, mas não neste corpo cristão, marcado pelo signo da culpa e dos pecados que (não) suporta. Ela no exterior parece alguem deslocada do mundo, quase com uma voz mansa, mas que esconde uma intensidade explosiva. O seu sorriso ora maroto, ora ingenuo, se esconde uma vontade de ferro, que no calor pode ser moldar, endurecer e também mudar de forma. No meio do abraço há o coração, que ela procura atender seus caprichos dentro do possível. Ele é um capricho. Ele é o capricho mais dificil que seu coração já enfrentou. E ela não pode mudar de idéia. Se mudar, é leviano. Estamos falando não apenas de um corpo cristão, mas de uma mente cristã.&lt;br /&gt;Se ela mudar de idéia no meio do caminho, é como vender sua alma. Uma alma que ela não mostra para os outros e muito menos para si. Só sabe que é dona dela. Se apodera dela. Sufoca esta alma com seus devaneios.&lt;br /&gt;Este quase ente, ela, é algo que está em desejo ardente. Mas que é completamente inverso que sou. Ela é a razão dos meus tormentos, por isso a expurgo de mim. O lado negro. Aquilo que não sou. Por isso, ela. A outra. Aquilo que a atormenta e a realização da minha felicidade. Tudo que ela me deu são as razões para jogar fora a minha própria razão. Negar e matar os sentimentos em razões simples. Mediocres. Viver para sempre num lugar estranho, não compatível. Isso só mostra que sou simples em meus atos, mas complexa em meus signifcados.&lt;br /&gt;Ao falar dela, falo do meu desejo de interpretação. Da minha espera por um milagre quase místico. Assim como ela não terreno. Duas faces da mesma moeda. Meus tormentos e minhas dores são fontes do meu próprio prazer. Mas tudo isso é uma grande encenação de sentidos e prosa. Tudo isso porque fui tomada por este personagem que me desconcerta e me confunde. Compreendo mais do que nunca a afirma de freud: não somos senhores de nossa propria casa.&lt;br /&gt;A fronteira descontinuada do ser e a continuidade do tempo. Não há espaço se o intento se concretizar. A demonstração se mostraria eficiente e sensual. O que ela pensa é que a soberania pessoal (dela para ela) é o pensamento em sua própria obscenidade.&lt;br /&gt;Convivo com as minhas fantasias e poemas antes de entregá-los. É a minha atitude máxima de abnegação. Tenho paciencia de escutar os murmurios em meus ouvidos, as possibilidades de expressão. Mas espero para que seja eleita a melhor forma de provoacar. Afinal, tudo isso pode ser entendido como uma pequena piada, codificada, imprecisa e arriscada. Mas que não poderia ficar presa em mim. Tudo isso não passa de uma pequena abricolage de frases visualisadas em minhas andanças e detalhes. Nas sutilezas.&lt;br /&gt;Os detalhes são importantes porque neles se mostram as delicadezas. Sutis e sofisticadamente eróticas. Afastam-se completamente de qualquer aspecto rudimentar, por isso, a transcendencia do corpo e da realidade. É no imaginário que tudo se aloja.&lt;br /&gt;A violência que esperava estabelecer neste post é na tentativa de domar o que emana, o que instintivamente tenta se mostrar.&lt;br /&gt;Não se esforce em tentar me entender. Tudo está no reino da palavra. Refugio meu. Palavras ora amigas (que possibilitam extravasar e concretizar o abstrato), ora traiçoeiras (não investidas do olhar, da minha tonalidade, são duras e escorrem por esta tela). As palavras ainda duras e impregnadas de certo pragmatismo rolam em um rio dificil que se forma em minha impetuosidade petulante.&lt;br /&gt;Tudo se resume ao poder de palavra que se une ao poder de silêncio. Tudo para não forçar que as emoções se desprendam, e apenas na provocações façam uma consulta, uma pergunta que se fosse verbalizada se tornaria pesado, aniquilador e banal.&lt;br /&gt;Me utilizo do poder demiúrgico das letras para que assim possa, provocar, mexer e dizer não dizendo tudo o que quero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-7517808631858405216?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/7517808631858405216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=7517808631858405216' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/7517808631858405216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/7517808631858405216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/06/ela-personagem.html' title='Ela, a personagem'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-5691346275018200854</id><published>2009-06-03T12:36:00.001-03:00</published><updated>2009-06-12T23:53:34.143-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Existência'/><title type='text'>Só</title><content type='html'>Esta sou eu, só. Solitariamente acompanhada de meus fantasmas. Sim, aqueles que arrastam correntes e mudam a&lt;a href="http://noreset.files.wordpress.com/2008/03/adeus.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 286px; FLOAT: left; HEIGHT: 255px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://noreset.files.wordpress.com/2008/03/adeus.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; coloração da mancha de sangue no chão da sala. Atormento-me porque há em mim uma vontade de ser e uma fragmentação do não ser. Começo a realizar a minha própria profecia. Não sei até que ponto tudo é um sexto sentido ou uma sentimentalidade em calor alvoroço. Ando pela chuva fria sem sentir a mesma em mim. O fato que é a noite está fria, meus pensamentos atormentados não me aquecem. Ao contrário. Me fazem tremer. O frio da realidade. A mínima chance de fuga sublimatória se torna uma dor do retorno. Estou num estado de doação total, com tudo tão a flor da pele, brilho insano no olhar, ouvido aguçado, papilas pulsantes. Já não me perco em meus sentidos, mas também, não tenho velas, leme... me entrego a correnteza que cada vez mais me leva para uma vida completamente anterior e nova. Anterior proque é algo pré qualquer coisa e nova porque está em fluxo de novidade. É quase a junção do arcaico com o novo. Mas será apenas por isso... só por isso que as vezes me questiono... não sei mais dizer, nem mesmo o que pensar de mim, quiçá do mundo. Nem sei mais o que dizer para mim mesma. Por isso neste apelo quase infantil, escrevo... escrevo... tento me livrar do peso deste mundo em meu peito. Parece que quando o assunto sou eu, aparece em mim um ser, um sujeito quase ente que em contato com outras pessoas quase desaparece, se anula, se reprime. Mas na solidão acompanhada pelos fantasmas de vidas passadas, presentes e futuras, aparece com força vigorosa o gongo trazido por eles: _ Bam..bam..bam... é chegada a hora...&lt;br /&gt;Por mais que se saiba.... é sempre dor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-5691346275018200854?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/5691346275018200854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=5691346275018200854' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/5691346275018200854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/5691346275018200854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/06/so.html' title='Só'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-8815553482480648656</id><published>2009-05-02T15:16:00.000-03:00</published><updated>2009-05-02T15:17:13.327-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Um sábado em São Paulo</title><content type='html'>De que são feitos os dias? - De pequenos desejos, vagarosas saudades, silenciosas lembranças. Entre mágoas sombrias, momentâneos lampejos: vagas felicidades, inaturais esperanças. De loucuras, de crimes, de pecados, de glórias, - do medo que encadeia todas essas mudanças. Dentro deles vivemos, dentro deles choramos, em duros desenlaces e em sinistras alianças... (Cecília Meireles)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-8815553482480648656?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/8815553482480648656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=8815553482480648656' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/8815553482480648656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/8815553482480648656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/05/um-sabado-em-sao-paulo.html' title='Um sábado em São Paulo'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-8525726994050483582</id><published>2009-04-27T11:08:00.005-03:00</published><updated>2009-07-06T10:04:44.565-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Existência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Garrafas ao Mar'/><title type='text'>O Pessoa que há em mim</title><content type='html'>Não sou uma, mas várias qe habitam o mesmo o corpo. Fragmentos e multiplicidade de um mesmo eu, fundidos e incorporados no fluxo das experiências e vivências. É o fundo traço maníaco que há em mim. Os trânsitos e fluxos rápidos que me fazem ora me fixa num lugar, ora me fazem movimentar. É minha tendência psíquica para a desorganização, para o caos, o salto incerto para o infinito. Esta tendência por vezes fica armazenada, encolhida, escondida de quem é direcionada. A vazão só é percebida por quem não é objeto da mesma. Acontecendo assim a inversão entre público e privado, num mecanismo claro de defesa do eu. No contato com o Outro, ao invés da explosão, há a implosão.&lt;br /&gt;Vivo os sentimentos e afetos da forma egoísta, intimista e interna. Só eu os desfruto e agora os sublimo, escrevendo, exercendo a catarse. Não me permito ataques que possam alardear, por isso, todo acaba em silêncio das palavras e gestos rápidos e barulhentos do escrever (o som desritimado do teclado). Tive desde sempre a tendência a me cercar de fantasias, assim, fico protegida em meu mundo das possíveis ações externas. Crio grandes romances que não tem a menor pretensão de aconteceu. Sonho sonhos construídos quase de forma alucinatoria, compreendidos dentro de seu próprio contexto - minha cabeça.&lt;br /&gt;Por isso meu desejo de ficar/ser solitária, em meu desejo, na minha falta de si escrevo coisas que desejaria receber para mim mesma. É quase um ditado de minhas emoções aprisionadas, quietas em sua borbulhância. Assim criei e popaguei histórias que nunca vivi, mas que ainda hoje (meio esquecidas, meio lembradas) fazem parte do que sou e do que não sou. Ouço, vejo, sinto saudades, uma pequena nostalgia que me surpreende quando rasgam minha concentração em lembranças desconcertantes. Isso parece quase com um poder demiurgico de criação do mundo, porque quase exclui uma alteridade para a crianção acontecer. Claros e exatos como sombras humanas, este(s) outro(s) criam vida, se movimentam, falam comigo.&lt;br /&gt;E o que acontece quando sai da fantasia?&lt;br /&gt;É o sentimento de urgênca que começa a rondar, a forma quase natural da minha existência.&lt;br /&gt;Hoje já não tenho nada fixo em mim. Estou fragmentada e pluralizada. Dividida entre meus amores, paixõs, dos quais sou autora e executora, o ponto de reunião de uma humanidade só minha. Trata-se do meu temperamnto dramático e impulsivo levado ao máximo - escrevendo em devaneio ao invés de atos e ações direcionados ao Outro. Porque a presença do Outro me cala, me silencia, faz com que meu desejo seja apenas experenciar, desgustar a presença.&lt;br /&gt;Desejo escrever tramas e dramas em almas e existências neste momento. Estes movimentos aparentemente tão confusos de minha existência, abro para as várias interpretações que você tem ao me ler. Caio na tentação de lhe direcionar o olhar para as questões: q raio ela está a falar? De quem está a falar?&lt;br /&gt;E eu digo a você: não faça perguntas normativas de fundo patologizante. Entregue-se a isso que ofereço, meu fluxo vital traduzido em palavras. Por que não me custa dizer: "Sou louca" Pq assim já sou nomeada em vários momentos e ja não me atinge mais, não faz diferença. Sei que sou tão louca quanto você, por isso, continuo a escrever, uma produção da loucura, um liberdade expresa e explícita.&lt;br /&gt;Por mais que se esboce e se apague ou deixe morrer alguns textos em meu diário, hoje não. Hoje eu quero que isso viva e de certa forma se eternize em você que está me lendo. Quero esboçar um vago retrato, para que você possa se identificar (aceitando ou negando) o que ofereço. Nasce assim, sem eu saber bem ao certo, um vínculo. Embora eu não saiba, eu o desejo ( mesmo que não sinta sua falta pq o desconheço). Sei apenas de números e estatísticas. Mas desejo, quase que num impulso exibicionista, me apresentar nesta índole: nua, crua,confusa, divida e fragmentada em meu contexto. Travo dias de pensamento sobre isso, assim como travo dias de pensamento para esquecer isso também. Por isso emudeço na presença, tenho que me expressar, sem conseguir definir qual palavra deve sair primeiro. Mas sei que o dia triunfa chegará, e que abrirei não só minah boca, mas meus braços e meu coração/minha alma.&lt;br /&gt;Deixarei de ficar guardando meus rebanhos e os escondendo de um pretenso predador, metaforizado em lobo. Será o aparecimento de alguém em mim. A quem dou o nome de Outro, porque é o não-eu que faz parte de mim. Aparecimento em minha angustia e dor. É o regresso de mim, após a abertura para o encontro do Outro. Sendo a reação do eu conta a inexistência diante do Outro.&lt;br /&gt;Logo descubro este Outro e você, inicio a jornada maníaca de procura da despotencialização, a latência que fez o Outro se aderir/adaptar a mim. De repente em derivação oposta, o fenomeno se reforça. E um novo indivíduo surge de um jato amargo sem emenda de uma ode triunfal do Outro como algo que me agride, que fere. Mas com o nome que tem, independente da minha vontade e nomeação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-8525726994050483582?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/8525726994050483582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=8525726994050483582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/8525726994050483582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/8525726994050483582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/04/o-pessoa-que-ha-em-mim.html' title='O Pessoa que há em mim'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-5165105076280966203</id><published>2009-04-24T20:26:00.005-03:00</published><updated>2009-07-06T10:05:14.870-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Garrafas ao Mar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>A noite</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NjNIByNQawA/SboK6NYI4AI/AAAAAAAAAAk/6XEvBgKJNqw/s320/papilla+estelar.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 215px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NjNIByNQawA/SboK6NYI4AI/AAAAAAAAAAk/6XEvBgKJNqw/s320/papilla+estelar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há algumas noites atrás eu fiz um convite para a noite. Disse para ela entrar e participar do meu infinito particular. Olhando os prédios lá fora, suas luzes, eu não fazia idéia do que estava fazendo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A noite aceitou o convite e adentrou a minha parca racionalidade, tão debilidata, a coitada. Me encheu de idéia (a noite). Não há mais segredos, apenas mistérios que não me deixam dormir, porque a cidade não dorme. A cidade e a noite me chamam.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já não são mais angustias e dúvidas que me motivam, muito menos qualquer tipo de certeza arrogante, é só o fluxo da vida se misturando com a cidade, com a noite, com o existir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É um enfrentamento do meu racional (fique quieta) contra o meu desejo (o da queda na noite).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não é a noite que está se perdendo no meu infinito, mas eu estou me perdendo dentro dela. Perdida entre as possibilidades infinitas da cidade. Quero me fazer presente, pertinente, ousada. Mas para o quê? Para mim. Para que a minha vida tenha fluxo. Que meu corpo tenha vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não quero ser apenas um mero aparelho de reprodutor de idéias, quero viver as idéias. Quer ser uma explosão de pulsões, de pensamentos e de ação que sei que a noite é o contexto e a cidade é o lugar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Silêncio. Tudo está frio e quieto agora. Fabrico meus próprios sonhos com os materiais que a noite me dá. Faço meu próprio som sem eco. Ocupo todos os espaços que me são possíveis. Estou só. Não na solidão, pq eu estou com a minha existência. Gosto disso. Gosto de ficar só e acompanhada... não só pela noite, a cidade, mas meus devaneios.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não consigo me deitar, minha cama parece ter espinhos. E as vozes da minha consciência não me deixam, falam coisas que não consigo compreender agora. Ainda não.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Preciso me acostumar com essa nova linguagem, meus ouvidos estão tão acostumados com o banal, com o obvio, com o formalizado e normatizado. Não sei mais a linguagem dos sentimentos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu não sei se estou me consumindo pelas minhas paixões de ser ou se estou impulsionada por estas paixões aprisionadas que a noite chama e a cidade tem condições de dar vazão. Tudo quer sair de mim, tudo quer se expandir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A noite. Tudo é culpa dela. E não minha, por mais que eu tenha feito o convite. Chego a rir ironicamente da ironia. Pleonasmo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ser é a ironia e pleonasmo. Eu penso que penso. Eu sinto que sinto. Se acha o que se acha. E só se perder quando se deixa invadir pela leveza e delicadeza.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-5165105076280966203?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/5165105076280966203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=5165105076280966203' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/5165105076280966203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/5165105076280966203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/04/noite.html' title='A noite'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NjNIByNQawA/SboK6NYI4AI/AAAAAAAAAAk/6XEvBgKJNqw/s72-c/papilla+estelar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-683482425591072962</id><published>2009-04-24T19:52:00.002-03:00</published><updated>2009-04-24T20:25:54.316-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='faxina intelectual'/><title type='text'>Apelidos</title><content type='html'>Apelidar é um verbo estranho que esconde uma ação muito delicada (em algumas vezes) e/ou muito chistosa (na maioria das vezes). A primeira vista, apelidar parece ter relação com o ato de apelar, chamar com veemência. Se esta articulação é verdadeira, não faço idéia, mas é a minha percepção e bem servirá para o que pretendo falar.&lt;br /&gt;Chamar com veemência alguém (apelidar) é ter um vocativo com significado construído pela alteridade. O significado por ser explícito ou implícito, metaforizado. Entre amigos e relações fraternas é comum se reduzir o nome da pessoa ou algum vocativo, que em alguns momentos parece ser mais importante que o nome próprio da pessoa. Ou num grau mais elevado de relação social, não ter um apelido é quase como não existir, um pré-requisito para existência (vide apelidinhos que veteranos colocam em calouros nos primeiros anos de faculdade).&lt;br /&gt;Apelido também servem para codificar pessoas. Roda de amigos costumam fazer isso, principalmente para esconder algum tipo de interesse ou um falar meio maldoso. As amigas geralmente não querem falar o nome do bofe, parece ser meio agressivo, por isso apelidos estranhos: godzilla, pandeko, bomberão, pedra, ingrato (a), surfista, mala e etc... Tudo isso pq o que se quer relatar não é a pessoa, mas o acontecimento, por isso a representação. A pessoa é quase uma mercadoria, um personagem que foi consumido e o apelido funciona quase como um rótulo.&lt;br /&gt;O que quero dizer é que estes vocativos não são escolhidos por mero acaso. Isso se evidencia mais no âmbito amoroso. Eu tenho uma teoria: no momento em que vc apelida ou é apelidado por alguém é pq se quer apreender esta existência de uma forma única. Explico: ao nomear esta pessoa conforme o seu referencial, os seus significados, você faz com que a pessoa exista no seu universo de uma forma em que no mundo objetivo não é possivel. Afinal, nunca se consegue TER alguém, ter o absoluto. Por isso, o ato de apelidar é representar, é se relacionar com este Outro, esta pessoa.&lt;br /&gt;Ao efetuar esta metáfora é marcado o posicionamento da existência deste Outro em sua vida.&lt;br /&gt;Kundera tem um raciocínio muito bom sobre isso: "O amor começa por uma metáfora. Ou melhor: o amor começa no momento em que uma mulher se inscreve com uma palavra em nossa memória poética"&lt;br /&gt;O terceiro e último passo, é o reconhecimento desta metáfora. Quando o Outro atende pela nomeação, pela representação, pelo apelido. É o aceite do convite de fazer parte do universo particular.&lt;br /&gt;Bem, e o contrário? A incapacidade de nomear especificamente? Acho que é pensar em como não se consegue metaforizar este alguém. E a pergunta se abre: este alguém tem algum sentido para mim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-683482425591072962?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/683482425591072962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=683482425591072962' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/683482425591072962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/683482425591072962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/04/apelidos.html' title='Apelidos'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-4464544194723009482</id><published>2009-04-22T14:23:00.003-03:00</published><updated>2009-04-22T14:27:34.097-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citação'/><title type='text'>Síssi Na Sua</title><content type='html'>&lt;p&gt;Todo mundo tem um mapa. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mapa, que mapa... eu estou À  deriva, à  deriva...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Alguns são feitos à  caneta, outros cravados a ferro e fogo. E outros são quase transparentes. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não enxergo um palmo a  frente do nariz... Tudo é muito escuro, uma escuridão, um breu!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ah também aqueles que são como as linhas das mãos, acho que o mapa de Sissi era assim.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sissi, Sissi, que Sissi - Lá vem vocÊ com essa história de Sissi, Sissi&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ela nasceu com a mão esquerda para ser imutável. E a direita em eterna insconstância.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hahaha, quer apostar, quer apostar, quer apostar?&lt;/p&gt;(Fernanda Young)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-4464544194723009482?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/4464544194723009482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=4464544194723009482' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/4464544194723009482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/4464544194723009482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/04/sissi-na-sua.html' title='Síssi Na Sua'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-6535828738210779178</id><published>2009-04-22T11:15:00.004-03:00</published><updated>2009-07-06T10:05:51.407-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mais Visitado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Existência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outro'/><title type='text'>Entre a grandeza que não há e a felicidade que não pode haver</title><content type='html'>A dificuldade ou a impossibilidade de reconhecer o que falta para me fazer representar para o Outro, é a fonte de hoje. O ato de representar ao qual me refiro não é o da dissimulação. Mas é o ato de me inscrever, de começar a ter atributos, qualidades, enfim me tornar Coisa. Ser chamada de Coisa parece ser algo ruim, mas não é. Ser Coisa é ser a articulação constante entre a vontade, o desejo (núcleo libidinal) e a imagem especular (a representação). O que estou tentando dizer, ou especular, é o de Gozo e de Falta se articula na Coisa, o que se traduz: quando é que passo a ser Coisa (ter significado) para o Outro? O que estou a tematizar não é o objeto perdio, mas a falta do objeto, a falta do Outro. Quando o Outro sente a minha falta? Pois, não se fica de luto (sensação/certeza incerta/ da perda) por alguém de quem não se possa dizer: Você é minha Falta. Em outras palavras, só se pode fazer luto, daquele cujo desejos causamos. Trata-se de se reencontrar ou enfrentar o que causa o meu desejo, só que isso implica em defrontar a perdade relativa. Explico: para que eu encontre o Outro é necessário que eu me perca um pouco nele, e o Outro também. Porque é necessária a manutenção dos vínculos por onde o desejo (desta vez em duas vias - eu e Outro) está alojada. Só que há tantas certezas incertas que ao invés de causar luto, isto é, admitir que este Outro não me transformou em coisa e assim fazer meu total desinvestimento nele, que se cria a melancolia. A melancolia vem de uma falha na consumação do luto. Não basta apenas retirar certos instrumentos libidinais (párar de pensar, fantasiar e me enche de argumentos contrários e destrutivos). É preciso matar, aniquilar e fazer o tempo jogar uma tonelada de cal. Mas não há tempo, não há certeza. Não se sabe se o último predicado foi retirado para perder totalmente o sentido. Tudo parece óbvio: sabe-se que perdeu, quem se perdeu, como se perdeu (todas ações externas), mas só não se sabe o que em mim se perdeu. Parece que ao refletir sobre tudo isso, me vem apensa uma cena e sensação: sentir o coração do Outro na palma da minha mão. É o que aumenta a angústia melancólica, porque se forma o fantasma, o que cola, aquilo que esta no mais íntimo e estranho. Estranho porque é aquilo de mais profundo que tento esconder. É compreender por este Outro o que dele me faz falta, e assim produz meu desejo. è a revelação em que o Outro me falta e a idealização posso fazer dele, de mim, de nós. É a confrontação do impossível, é o faca a face com o objeto do meu desejo, é o momento mais perigoso: porque me desprendo de mim, reduzo meu investimento narcísico, para me direcionar ao Outro, porque o ideário não depende mais de mim para a prova de realidade. Digo tudo isso, porque chega um momento que não basta mais estar só pensando no Outro, é a implicação do contato, o que volta a sensaçã ode perda. Nã ose pode estar com este Outro. Não se tem certeza do contato. Não se sabe se o eu tem significado para este Outro. Tantos contra investimento o Outro deixa de ter sentido, ou em alguns momentos só sua imagem negativa para poder tampar o vazio da falta, da distância. Por isso é tão util a lógica falocentrica. É fácil e confortador usar a aparição do falto com valor de coisa. Afinal, tudo se explica pela guera de generos. Tudo se explica pelo falo. Pronto. Sem dores nem velas. Permanência no estado melancólico garantido, é só mais um deslocamento instituido pela lógica. Fico deslocando culpas para que assim não haja um real encontro com a falta, isto é, para que eu não saiba o que desejo. è mais confortador (de manter a dor) ficar esvaziada, assim, em estado melancólico. Recusando-me a construir uma borda que delimite esta falta e que constitua um lugar para o desejo. No entanto, é exatamente isso que faço ao escrever este texto. não suporto todas estas significações me invadindo, e estar só com o fantasma, já não me basta. Passo para o ato. O escrever. Umato presentificador de várias cenas, do Outro, do seu coração batendo na palma da minha mão.... mais e mais sentidos se formam. Por isso tudo que está mais na psique do que no rela, um devaneio. Ama tentativa do apagamento que na verdade é um reforço para a sua existência. Não há perda do Outro, só a sua queda, é o vir que não vem. É como Fernando Pessoa: é o estar entre a grandeza que não há e a felicidade que não pode haver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-6535828738210779178?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/6535828738210779178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=6535828738210779178' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/6535828738210779178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/6535828738210779178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/04/entre-grandeza-que-nao-ha-e-felicidade.html' title='Entre a grandeza que não há e a felicidade que não pode haver'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-3975560297083291763</id><published>2009-04-17T21:06:00.002-03:00</published><updated>2009-04-17T21:16:53.334-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='faxina intelectual'/><title type='text'>Tem que ser assim?</title><content type='html'>A experiência não pode ser entendida por ela mesma? Porque antes disso tem que haver significações represadas em mim, prontas para serem colocadas em prática? Agora o que acontece se de repente tudo é tirado? Posso dizer que o sentido tenha se esvaziado? Se perdeu o sentido isso quer dizer que jamais teve uma essência, era tão somente mais um Estar Aí entre tantos. por que é tão dificil haver a existência? Por que é tão dificil dotar de sentido aquilo que se é vivido? A magia das coisas não estão nas riquezas na variação? Não quero ficar analisando sentidos. Não quero analisar em nenhum tipo de lógica, quisera eu que tudo ficasse na esfera do sentir. Na minha relação direta com o Outro. "O todo vivido encerra em si mesmo a possibilidade de príncipio de sua existência" Mas eu já bem sei, que isso não é possivel. O absoluto, o mágio, o magnífico é énganoso, pq não existe. O que existe é um desejo de plenitude. Ou pelo menos de que as vivências fiquem retidas em memórias que nos assaltam durante o dia. Nas pequenas supresas que eu mesma me causo, na falta do Outro. Por isso que o vivido fica assim, na memória que vai se esmoecendo com o tempo, por mais que meu olhar traga tudo ao presente. Mas cada vez mais e mais embassado pelo filtro do tempo que cai pesado. E tudo que há em mim é a doação da percepção, é o que eu dou de mim sem esperar nada em troca. Pq esta é a minha forma de perceber o mundo que está a minha volta... ou que pelo menos eu acho que está....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-3975560297083291763?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/3975560297083291763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=3975560297083291763' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/3975560297083291763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/3975560297083291763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/04/tem-que-ser-assim.html' title='Tem que ser assim?'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-4134176609920395284</id><published>2009-04-15T09:14:00.002-03:00</published><updated>2009-04-15T09:17:35.290-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Tenho Tanto Sentimento</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 24pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 24pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 24pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;table style="mso-cellspacing: 1.5pt; mso-yfti-tbllook: 1184" class="MsoNormalTable" border="0" cellpadding="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-firstrow: yes; mso-yfti-lastrow: yes"&gt;&lt;td style="BORDER-BOTTOM: #ece9d8; BORDER-LEFT: #ece9d8; PADDING-BOTTOM: 0.75pt; BACKGROUND-COLOR: transparent; PADDING-LEFT: 0.75pt; PADDING-RIGHT: 0.75pt; BORDER-TOP: #ece9d8; BORDER-RIGHT: #ece9d8; PADDING-TOP: 0.75pt"&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Tenho tanto sentimento&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Que é freqüente persuadir-me&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;De que sou sentimental,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Mas reconheço, ao medir-me,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Que tudo isso é pensamento,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Que não senti afinal. &lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Temos, todos que vivemos,&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Uma vida que é vivida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;E outra vida que é pensada,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;E a única vida que temos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;É essa que é dividida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Entre a verdadeira e a errada. &lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Qual porém é a verdadeira&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;E qual errada, ninguém&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Nos saberá explicar;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;E vivemos de maneira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Que a vida que a gente tem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;É a que tem que pensar.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;table style="mso-cellspacing: 1.5pt; mso-yfti-tbllook: 1184" class="MsoNormalTable" border="0" cellpadding="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-firstrow: yes; mso-yfti-lastrow: yes"&gt;&lt;td style="BORDER-BOTTOM: #ece9d8; BORDER-LEFT: #ece9d8; PADDING-BOTTOM: 0.75pt; BACKGROUND-COLOR: transparent; PADDING-LEFT: 0.75pt; PADDING-RIGHT: 0.75pt; BORDER-TOP: #ece9d8; BORDER-RIGHT: #ece9d8; PADDING-TOP: 0.75pt"&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Tenho tanto sentimento&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Que é freqüente persuadir-me&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;De que sou sentimental,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Mas reconheço, ao medir-me,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Que tudo isso é pensamento,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Que não senti afinal. &lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Temos, todos que vivemos,&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Uma vida que é vivida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;E outra vida que é pensada,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;E a única vida que temos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;É essa que é dividida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Entre a verdadeira e a errada. &lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Qual porém é a verdadeira&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;E qual errada, ninguém&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Nos saberá explicar;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;E vivemos de maneira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Que a vida que a gente tem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold"&gt;É a que tem que pensar.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;table style="mso-cellspacing: 1.5pt; mso-yfti-tbllook: 1184" class="MsoNormalTable" border="0" cellpadding="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-firstrow: yes; mso-yfti-lastrow: yes"&gt;&lt;td style="BORDER-BOTTOM: #ece9d8; BORDER-LEFT: #ece9d8; PADDING-BOTTOM: 0.75pt; BACKGROUND-COLOR: transparent; PADDING-LEFT: 0.75pt; PADDING-RIGHT: 0.75pt; BORDER-TOP: #ece9d8; BORDER-RIGHT: #ece9d8; PADDING-TOP: 0.75pt"&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-4134176609920395284?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/4134176609920395284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=4134176609920395284' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/4134176609920395284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/4134176609920395284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/04/tenho-tanto-sentimento.html' title='Tenho Tanto Sentimento'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-48824724682205855</id><published>2009-04-13T23:50:00.003-03:00</published><updated>2009-04-14T00:15:15.131-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Saudade é tudo que fica de alguém que não pode ficar</title><content type='html'>&lt;div&gt;As indagações são revisadas, superpostas e confundidas. Acho que nem mesmo sei ao certo do que falo. Apenas falo. Escrevo. Sublimo.&lt;/div&gt;&lt;a href="http://labiosdesilencio.files.wordpress.com/2007/01/magritte-the-lovers.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 217px; FLOAT: left; HEIGHT: 169px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://labiosdesilencio.files.wordpress.com/2007/01/magritte-the-lovers.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os ruídos farfalhantes da minha memória me perturbam, as luzes precárias da razão apenas faz um pequeno jogo de silhuetas. São arquiteturas mnemônicas em terreno arenoso. É um pequeno castelo de areia que testo a sua resistência subindo e descendo suas escadas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As janelas que há em mim não estão completamente transparente para os que estão de fora. E não sei se um dia estarão... afinal, quem aguenta tanta claridade dentro de casa?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tento bater com força, obstinada na porta da minha vida, fazer meu destino. Tento olhar pelas minhas próprias janelas invertidas no espelho embassado. Em vão. Eu sou o Outro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O que aconteceria se eu entrasse em mim mesma enquanto Outro? Olho por cima do meu ombro e vejo a luz que emana de um Outro imaginado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Preciso acreditar que este Outro está em algum lugar, que ele existe, mesmo quando não está na minha presença. A vida continua lá fora, a caravana passa mesmo com os cães a latir. A vida fora desta casa é bem mais emocionante. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Afinal, é este Outro, que não sou Eu, que não me oferece segurança. Me faz sair fora da casinha. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ser toda ao contrário, não ser a segurança do movimento da vida. Dizer não a mesmice, ao mais do mesmo. É a incerteza que acompanha do dia seguinte, ou mesmo do instante seguinte. Continuo neste caminho que me leva ao Outro. É o abismo que se abre com a presença que invade os 7 buracos da minha cabeça mais a minha imaginação. Continuo a caminhar para o precipício. Observo tudo com um misto de admiração, porque nada se repete, nada é igual. É o mesmo que admirar, hipnotizada, o fogo. Sempre será o fogo, mas com formas diferentes e sempre a distância. De longe. A mariposa não pode se jogar no fogo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas é nisto, neste momento, sem lugar, sem pouso desta mariposa que o movimento do não lugar, no talvez do erro, do acerto, do eterno, do passageiro....&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Meu medo não é do passageiro, mas do eterno. Do que fica para sempre. Por isso meu abismar. Ao tocar mãos que não são minhas, de sentir os limites do meu corpo pelo abraço do Outro... não que acho que o abraço vai me segurar, muito pelo contrário... é o que sela o incerto infinito do sem chão abaixo de nossos pés.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tudo isso não passa e pequenos e luminosos momentos que se tem ao permitir o Outro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esperar o outro momento é saber que nada mais será igual. E que tudo é único. E a busca pela repetição é como a busca pela verdade, inútil e dolorosamente estúpida. Nada será igual e esta é a graça, e a angustia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No final, não é a dor que buscamos? É só na dor que sabemos estar vivos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A paixão é uma dor gostosamente angustiante, é o não saber. Já o amor é o nomeado. É o conseguir suportar esta dor, controlando pelo suposto sabido e nomeado pela ação de atribuir : eu amo você. Esta frase mostra que não é mais um estado transitório de: eu estou apaixonado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Amor é um verbo completo, que se sustenta. A paixão não se sustenta, evapora, morre sem nunca ter vivido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-48824724682205855?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/48824724682205855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=48824724682205855' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/48824724682205855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/48824724682205855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/04/saudade-e-tudo-que-fica-de-alguem-que.html' title='Saudade é tudo que fica de alguém que não pode ficar'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-1645101656278643978</id><published>2009-04-13T23:47:00.000-03:00</published><updated>2009-04-13T23:49:53.193-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Clarice.. sempre....</title><content type='html'>&lt;dir&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;p&gt;"Não entendo. isso é tão vasto que ultrapssa qquer entendimento. entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou mto mais completa quando não entendo. Não entender, mas não como um simples espírito. O bom é ser inteligente e não entender. è uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um dessinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender o que não entendo." (Clarice Lispector)&lt;/p&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:MS Shell Dlg;font-size:85%;color:#000071;"&gt;&lt;span style="font-family:MS Shell Dlg;font-size:85%;color:#000071;"&gt;&lt;span style="font-family:MS Shell Dlg;font-size:85%;color:#000071;"&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-1645101656278643978?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/1645101656278643978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=1645101656278643978' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/1645101656278643978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/1645101656278643978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/04/clarice-sempre.html' title='Clarice.. sempre....'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-8214824988008129443</id><published>2009-04-06T00:16:00.000-03:00</published><updated>2009-04-06T00:17:17.397-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Changes...</title><content type='html'>"É uma mudança abstrata que não se fixa em nada. Fui eu que mudei? Se não fui eu, então foi esse quarto, essa cidade, essa natureza, é preciso decidir. Acho que fui que mudei: é a solução mais simples. A mais desagradável também. Mas enfim tenho que reconhecer que sou um sujeito a essas transformações súbitas. O que acontece é que penso muito raramente; então, uma infinidade de pequenas metamorfoses se acumulam em mim, sem que eu dê conta, e aí, um belo dia, ocorre uma verdeira revolução. Foi isso que deu à minha vida este aspecto vacilante, incoerente." ( A náusea - Sartre)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-8214824988008129443?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/8214824988008129443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=8214824988008129443' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/8214824988008129443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/8214824988008129443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/04/changes.html' title='Changes...'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-2813204931556511963</id><published>2009-04-04T14:14:00.006-03:00</published><updated>2009-07-06T10:06:24.421-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Garrafas ao Mar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>Fragmentos de um livro que ainda não foi escrito</title><content type='html'>&lt;a href="http://i34.photobucket.com/albums/d111/AlexandreOliveira/mmasp.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;São com estranhos que compartilho meus segredos. São estas estranhas testemunhas anônimas, uma multidão de desconhecidos que vem mais dos meus segredos do que os que estão perto. Os meus momentos de mais pura descoberta é no frenesi da cidade, de seus passantes, de seus carros. Eu, mais uma anônima, vivo. Começa a construir minha nova persona. Estas pessoas que obscuramente presenciam as cenas mais delicadas, mais &lt;a href="http://ipt.olhares.com/data/big/50/506282.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 206px; FLOAT: left; HEIGHT: 245px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://ipt.olhares.com/data/big/50/506282.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;verdadeiras da minha ação. Testemunhas daquilo que deveria ser desconhecido. Protegem meu segredo, exatamente aos olhos de todos, na multidão. O aglomerado sem forma, sem rosto, apenas corpos. Corpos que encobrem o escândalo, o que seria visível, agora, diante das testemunhas silenciosas algo acontece. Algo que é como um acontecimento vulgar, ordinário e completamente imperceptível no vai e vem dos carros, dos corpos, das coisas completamente sem nomes. Só a ação do não-ser, do estranho, do desconhecido dentro do conhecido. Na verdade que faz parte de mim, faz parte do meu cenário e da minha fantasia histérico-cinematográfica. Este filme que poderia ser assistido por esta multidão que não se dá conta do espetáculo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-2813204931556511963?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/2813204931556511963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=2813204931556511963' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/2813204931556511963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/2813204931556511963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/04/fragmentos-de-um-livro-que-ainda-nao.html' title='Fragmentos de um livro que ainda não foi escrito'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-8126686580380904736</id><published>2009-04-03T08:24:00.002-03:00</published><updated>2009-04-03T08:31:28.896-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Fernando traduz os pensamentos em palavras...</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.cslaval.qc.ca/prof-inet/anim/CG/toit/galerie1/peintres/magritte.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 277px; CURSOR: hand; HEIGHT: 419px" alt="" src="http://www.cslaval.qc.ca/prof-inet/anim/CG/toit/galerie1/peintres/magritte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como é por dentro outra pessoa? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quem é que o saberá sonhar? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A alma de outrem é outro universo, com que não há comunicação possível, nem há verdadeiro entendimento. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nada sabemos da alma, senão da nossa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As almas dos outros são olhares, são gestos, são palavras, supondo-se qualquer semelhança no fundo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entendemo-nos porque nos ignoramos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A vida que se vive é um desentendimento fluido, uma média alegre entre a grandeza que não há e a felicidade que não pode haver.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-8126686580380904736?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/8126686580380904736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=8126686580380904736' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/8126686580380904736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/8126686580380904736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/04/fernando-traduz-os-pensamentos-em.html' title='Fernando traduz os pensamentos em palavras...'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-2877836651713898858</id><published>2009-04-03T08:21:00.002-03:00</published><updated>2009-04-03T08:24:39.780-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Asas - Adriana Calcanhoto</title><content type='html'>&lt;a href="http://hirondelle.blogs.sapo.pt/arquivo/asas-do-desejo%20-%20wim%20wenders.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 286px; CURSOR: hand; HEIGHT: 235px" alt="" src="http://hirondelle.blogs.sapo.pt/arquivo/asas-do-desejo%20-%20wim%20wenders.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;SUAS ASAS, AMOR&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;QUEM DEU FUI EU&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;PARA VER VOCÊ CONQUISTAR O CÉU.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;OBSERVER TUDO EMBAIXO SER &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;MENOR DO QUEVOCÊ,COMO TUDO É,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E ENQUANTO ARDE A CORAGEM DOS DESEJOS SEUS,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;SEM VÉUS,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;[PROTEUS]ABRA SEUS POROS E PAPILAS E PUPILAS &lt;/div&gt;&lt;div&gt;À LUZ DA MANHÃ&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E MUITO ACIMA DE IPANEMA &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;TÃO PEQUENATÃO VÃ&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;VIVA O PRAZERO SOM O ESTRONDO &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;DE UMA ONDANA ARREBENTAÇÃO&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ENQUANTO EU PIRO Á SUA ESPERA NA ESFERADO CHÃO.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-2877836651713898858?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/2877836651713898858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=2877836651713898858' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/2877836651713898858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/2877836651713898858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/04/asas-adriana-calcanhoto.html' title='Asas - Adriana Calcanhoto'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-5551607621492179721</id><published>2009-04-01T22:13:00.001-03:00</published><updated>2009-04-01T22:15:00.640-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Só Fernando para agora...</title><content type='html'>"Longe de mim em mim existo&lt;br /&gt;À parte de quem sou,&lt;br /&gt;A sombra e o movimento e que consisto"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fernando Pessoa)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-5551607621492179721?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/5551607621492179721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=5551607621492179721' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/5551607621492179721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/5551607621492179721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/04/so-fernando-para-agora.html' title='Só Fernando para agora...'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-8576348120517390272</id><published>2009-04-01T21:52:00.005-03:00</published><updated>2009-04-01T22:43:31.301-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Existência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='faxina intelectual'/><title type='text'>1o de Abril é de Mentira????</title><content type='html'>&lt;div&gt;Esperando num lugar surreal. Um misto de luz e sombra, é um entre. Diz a lenda que se pisar na sombra de alguém, a pessoa passa a te pertencer. É por isso que estou sempre transitando, quase imagética, assim não tenho sombra. É entre as frestas do ser e do existir que eu me embrenho.&lt;br /&gt;O preço dos devaneios profundos é momento do retorno, o &lt;a href="http://i82.photobucket.com/albums/j258/BaudelairePorto/My%20Space%20Imagenes/RemediosVaro-LaDespedida1958.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 207px; FLOAT: left; HEIGHT: 352px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://i82.photobucket.com/albums/j258/BaudelairePorto/My%20Space%20Imagenes/RemediosVaro-LaDespedida1958.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;reencontro com o antes e o agora. Tudo parece distorcido, estranho. Minha fantasia antes cheia de detalhes plausíveis, transforma-se numa bagagem. Na babagem de uma passageira que não deixa rastro por onde passa, por uma transeunte dentro da massa dura do real.&lt;br /&gt;É díficil distinguir agora o real do abstrato. As idéias estão confusas. Os sentimentos difusos, espalhados, quase sem fronteira. Mas não perdi o poder demiúrgico de criação, de entrega, do sonhar. Só que parte do que era evidente agora se embarala, o que causa mais ainda a confusão.&lt;br /&gt;Estou de volta a um mundo que não posso criar, tenho que apenas esperar. Tento aplacar a multidão feroz dos personagens que me habitam. Porém, tudo é claro. Num dia de mentira, várias verdades me cercam. O que posso esperar do dia de amanha? Um dia de verdade cheio de mentiras? Constato que sempre tem a encenação do que seria de "verdade"!&lt;br /&gt;É um espírito de resistência idealista toma conta de mim, a exuberância de uma esperança tola e inocente. Subo a encosta ingreme do abismo que me espera. Subo, subo... espero que alguma coisa importante aconteça. Tranquila e obstinada. Não me satisfazendo só com o imaginado, mas em posição para lançar mão dos acontecimento reais, porque as fantasias... estas se desfazem como as fumaças dos cigarros que já não fumo mais.&lt;br /&gt;É uma singela e simples a mensagem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-8576348120517390272?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/8576348120517390272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=8576348120517390272' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/8576348120517390272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/8576348120517390272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/04/1o-de-abril-mentira.html' title='1o de Abril é de Mentira????'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i82.photobucket.com/albums/j258/BaudelairePorto/My%20Space%20Imagenes/th_RemediosVaro-LaDespedida1958.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-7281511507313892004</id><published>2009-04-01T01:04:00.003-03:00</published><updated>2009-04-01T01:32:39.923-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Crenças</title><content type='html'>&lt;div&gt;Quem irá se deitar no chão por nós? Quem seria capaz de dar sustentação? eu? você?&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogdamesticinha.blogger.com.br/the%20embrace%20gustav%20klimt.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 209px; FLOAT: right; HEIGHT: 345px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.blogdamesticinha.blogger.com.br/the%20embrace%20gustav%20klimt.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Como se fomos capazes de tantas coisas?&lt;br /&gt;Será mesmo necessária a salvação cristã? precisamos tanto ir parao céu? ficar almejando um susposto paraíso tedioso em que nada acontece senão a redundância, eternidade eterna?&lt;br /&gt;Não é fácil. Mas também não é dificil. Impossível? Tampouco.&lt;br /&gt;O amor é uma coisa distraída, quase impotente. O que o amor quer, não pede. Já não há obrigação, por isso é grandioso.&lt;br /&gt;Constroi-se peça a peça, acontecimento por acontecimento que faz uma história. História esta cheia de tramas e enredos, pequenas complicações que geram a emoção, o frio na barriga.&lt;br /&gt;É algo que sempre acontece, mas com seus mitemas e mitologemas (re)organizados, é a explicação que consigo dar ao amor.&lt;br /&gt;Algumas vezes só uma quase morte ou uma morte simbólica inteira para que os sentimentos se despertem, que faz alvorocer os afetos. Amar a si, amar o Outro, amar a trajetória. Nada prova o amor em si, quem sabe o amor para si. Só não vale cair nas armadilhas matreiras do erros vulgares dos louvores aos defuntos. É o cúmulo do desnecessário, do desinteressante. Por mais que a curiosidade mórbida assole os pensamentos. Esta curiosidade é a reforçadora do "ele não é para mim". Tudo deve ser ao contrário.&lt;br /&gt;O movimento deve ser de reconhecimento da superioridade da benevolência e serenidade.&lt;br /&gt;É preciso que alguém tenha a palavra inicial, certa e segura, que contenha, amapare. Senão as escusas racionais baseadas nos fatos levantados pela curiosidade mórbida mais as fantasias destruídoras irão sucessivamente uma substituindo a outra, quase que automaticamente. è o mecanismo perverso que faz com que os sonhos não sobrevivam aos testes de realidade.&lt;br /&gt;Eis o agradecimento de uma atriz, roteirista e diretora que toma sua própria vida em talagadas diárias. E que não deixa de acreditar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-7281511507313892004?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/7281511507313892004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=7281511507313892004' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/7281511507313892004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/7281511507313892004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/04/golpe-de-sorte.html' title='Crenças'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-1410189926653939211</id><published>2009-03-30T13:16:00.002-03:00</published><updated>2009-03-30T13:45:55.411-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='faxina intelectual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Realidade? Ou Realidades? Ou puro devaneio?</title><content type='html'>Se eu considerar o tempo psiquico que vivemos. A frase ja cria uma serie de contradicoes... tempo? Psiquico? Vivemos?&lt;br /&gt;O tempo ja é há mto tempo considerado algo abstrato e sem forma. A unica coisa que o faz ter algum "nexo" é o espaço. Se considero o espaço a psique... pronto! O furdunço fica ainda maior. Será que dá para falar de uma psique? será que dá para pensar em consituiçào não prática e objetiva num tempo em que só se pede para se consumir e não importa o que. E último... viver... bem, este terceiro foi atiçado não só por minahs experïências eternas de questionamento sobre viver ou não viver, mas por uma conversa ontem a noite por msn. O que é viver? é o que passa pelo meu corpo? é o que consigo lembrar? Mas tudo isso não faz parte da psique? E a psique não é destituída de tempo? Afff... acho que já dá pra sentir o que teremos pela frente...&lt;br /&gt;Mas será que há uma evolução? Digo mesmo num sentido darwiniano. Os mais fortes sobrevivem nesta selva de pseudo sentimentos e fortalezas racionais? Penso que esta suposta evolução nos levou a uma analfabetização emocional. É quase uma incitação contínua para que tenhamos um comportamento maníaco... e isso nada tem haver com estado, mecanimos capitalistas.... tem haver com o fato de não saber mais viver.&lt;br /&gt;Hoje no onibus eu fiz uma pequena contagem. Havia 6 pessoas lendo, além de mim. 3 destas pessoas estavam com algum best seller. As outras 3 estavam com um livro de auto-ajuda, inclusive a menina que estava ao meu lado. Curiosa como sou, olhei para a página aberta em seu colo. Lá estava. Reluzindo. Destacada sem pudor algum a frase chave para ela:"Pense como um homem se quiser o conquistar".&lt;br /&gt;Neste momento comecei a automaticamente a pensar: Como assim pensar como um homem? - compra playboys? Acompanhar o campeonato brasileiro, estadual e municipal de futebol? - espera. Pense. Como pensar como um homem? Cheguei a parca conclusão que se trata de pensar e remeter mensagens para o suposto homem que habita meu ser feminino. Bem, comecei a delinear uma série de caracteristicas.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Racionalidade, não delicadeza, uma certa propensão a relacionamentos extra conjugais, não paciência, incapacidade de encontrar algo na geladeira, influencia direta dos amigos sobre as suas decisões, falocentrismo, egocentrismo, pulsão sexual beirando a fixação patológica. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ok... acho que já deu para começar a sacar o que eu quero dizer com isso.&lt;br /&gt;Olha quantas imagens negativas. Olha quantas coisas vão se formando dentro de um achismo. E é nisso que acabamos por nos apoiar, pq somos mancos, para nos relacionar.&lt;br /&gt;Entramos num delírio, em que o modelo central, ao invés de ser o sonho, as fantasias, é pura persecutoriedade. Rejeita-se qualquer tipo de representação, ou apreensão, de alguém pela experiência. Lógico, é mais fácil se preparar para derrota, ter o script inteiro já escritinho e redondinho. Recalcar qualquer desejo, é ter o Outro no sentido de uma sublimação muito mais ligada a tecnologia da sedução com técnica e etc, do que a impulsividade das ações espontaneas.&lt;br /&gt;O que quero dizer, é que isso configura quase um estado de neurose abstoluta. A realidade do fato vivido, é substituido por um fragmento de realidade completamente fantasiado. É uma construção mórbida, destrutiva. E neste delírio, não há como reconstruir este Outro. Pq o apego a catastrofe imediata faz com que o mínimo gesto do Outro se torne  uma das trombetas do apocalipse. É o fim dos tempos.&lt;br /&gt;O resultado disso? é um rompimento com a realidade, rompimento com as experiências... Não há o movimento do dentro para fora, mas é o para fora "ameaçando" o dentro.&lt;br /&gt;E o amor por si? O narcisismo? torna-se mais do que o investimento no eu, mas o abandono de qualquer tipo de investimento no outro. Até mesmo o negativo.&lt;br /&gt;Nos tornamos melancólicos, triste e paralisados. A eterna dor da perda e sem nem ao menos saber o que perdeu. Pq estamos tão fixados com estas imagens, com estas imagens persecutórias do mundo que nos deformamos, renunciamos a qualquer tipo de unidade para fazer parte de um todo amorfo e cinza, nos comportamos como se tudo já tivesse sido conhecido. Num eterno blase emocional. Eu sempre entediado comigo mesmo... afinal... sou obrigada a viver comigo para toda a eternidade.&lt;br /&gt;Sem o Outro não tem a novidade, o desafio, o desejo... não tem o saltitar de emoção, não tem o rosto pegando fogo por um mínimo gesto feito, não tem, não tem... é só recusa, sem nada a ser aceito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-1410189926653939211?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/1410189926653939211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=1410189926653939211' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/1410189926653939211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/1410189926653939211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/03/realidade-ou-realidades-ou-puro.html' title='Realidade? Ou Realidades? Ou puro devaneio?'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-9065352488769496649</id><published>2009-03-30T01:44:00.003-03:00</published><updated>2009-03-30T02:43:59.550-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>O tempo</title><content type='html'>&lt;a href="http://fractalontology.files.wordpress.com/2007/09/abstract-surrealismo03.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 275px; FLOAT: left; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://fractalontology.files.wordpress.com/2007/09/abstract-surrealismo03.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O tempo é sucessivo porque, tendo saído do eterno, quer voltar ao eterno.&lt;br /&gt;Quer dizer, a idéia do futuro corresponde ao nosso desejo de voltar ao princípio.&lt;br /&gt;Deus criou o mundo&lt;br /&gt;E todo o mundo, todo o universo das criaturas, quer voltar a este manancial eterno, que é intemporal, não anterior nem posterior ao tempo, mas que está fora do tempo.&lt;br /&gt;(JL Borges)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-9065352488769496649?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/9065352488769496649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=9065352488769496649' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/9065352488769496649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/9065352488769496649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/03/o-tempo.html' title='O tempo'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-4493604801756187235</id><published>2009-03-28T12:16:00.002-03:00</published><updated>2009-03-28T12:36:42.687-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Existência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outro'/><title type='text'>ND+</title><content type='html'>Uma das questões eternas: pq estamos aqui? O que é este momento comparado a eternidade? Será que existe uma coisa ou outra? Não seria melhor já ter conhecimento a priori do que é esta existência que acontece a momento?&lt;br /&gt;Não sei.&lt;br /&gt;Só suspeito que um dos objetivos da minha existência (hoje) é não procurar nenhum propósito de existência. Deixo os acontecimento me mostrarem o caminho e vejo como o agora se configura, sem a mínima preocupação com o depois.&lt;br /&gt;Estou convencida, ou melhor, seduzida pela idéia de que um mundo não pode ser construído sem entrega, amor e não acomodação (movimento).&lt;br /&gt;Se eu pudesse ser um objeto, acho que eu gostaria de ser uma lâmpada. Para a possibilidade de iluminar e de escurecer, sempre que assim desejarem. Afinal, não importa o que é, importa o que se faz com o "que". Tem vezes que a luz é necessária, em outras, só traz angústia. Ficar no escuro não é tão ruim, porque faz com que outros sentidos se apresentem, se manifestem, e a possibilidade de outras descobertas ficam mais e mais excitantes.&lt;br /&gt;Assim como a dor. O tempo doloroso deve ter sua duração exata, nem mais, nem menos. Assim como o tempo de alegria. Se não, a perfeição se torna algo descartável. A menor parte da existência é perfeita. E o perfeito por sua vez, é mais uma invenção, uma representação de um estado inominável, "inenarrável". A perfeição é um termo muleta para aquilo que deve ficar subjetivo, escondido explicitamente nos atos e nos rostos e em qualquer manifestação não verbal.&lt;br /&gt;A voz ordena. É o que há de estranho em mim, é o que me projeta para além da imagem, é a outra possibilidade de percepção do Outro de mim.&lt;br /&gt;Tanto a imagem e o som são dependentes da percepção, da interpretação do Outro. E a lógica, a razão individual são o completo abismo. É o desejo de abismar, de encantar e ser encantado, de ser levada por uma lufada inesperada. O resultado? mágoa, amor, raiva, alegria... enfim, a uma fusão paradoxal de sentimentos.&lt;br /&gt;Se não existir a catastrofe, a felicidade excessiva, ou qualquer coisa que possa me dissolver diante do Outro, não há o momento do vacilo, da sensação do perigo de estar entre dois estados, duas fronteiras, na corda bamba da razão e da emoção. Perigando perder a estrutura de real e abstrato.&lt;br /&gt;Enfim, sem mais delongas, o que queria dizer, não sei se consegui, é que estar aberto ao mundo, ao Outro, não implica em apenas uma forma de se relacionar, uma única forma de sofrer. A originalidade das relações é uma coisa dificil de se alcançar, dificil, não impossivel. Tudo pode ser construído.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-4493604801756187235?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/4493604801756187235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=4493604801756187235' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/4493604801756187235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/4493604801756187235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/03/nd.html' title='ND+'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-495651565120906634</id><published>2009-03-26T12:54:00.004-03:00</published><updated>2009-07-06T10:13:02.205-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Garrafas ao Mar'/><title type='text'>Paradoxos</title><content type='html'>Quanto mais longe dos olhos, mais longe do coração.&lt;br /&gt;No entanto, mais próximo da imaginação fértil de quem está longe.&lt;br /&gt;O Outro para mim é pura arte, pois é encanto. É aquilo que me causa a sensação da suspensão, supressão da razão. Não há explicação. Se houver algum tipo de entendimento racional, não será mais magia. Não haverá mais o desejo de filosofar (no sentido butequês, mesmo). Não tenho mais porque problematizar, entregar o corpo e a mente ao devaneio.&lt;br /&gt;A razão apenas fará com que o Outro se torne vulgar ser. Reduzido. Minimizado. Esquematizado.&lt;br /&gt;Não quero entendê-lo dentro dos métodos e regras. Quero continuar esta meta-livre. Não há explicação porque é caótico, não harmonico e assim DESEJO que coninue (quase de forma imperativa).&lt;br /&gt;Quero continuar a me (des)organizar com a sua presença, com a sua ausência, a sua inexistência. É neste jogo entre a minha (des)razão (que ora quero esquecer, ora quero lembrar) e a minha louca fantasia (que ora quero frear, ora eu quero que galope loucamente pelos confins do não pensado).&lt;br /&gt;Tento me domar, tento extravasar ou na melhor das hipóteses sublimar pelo texto. Nao quero meramente comunicar, pq tb dependo do outro, dependo que ele se mobilize com que falo, com que exponho. Tudo o que quero falar é sobre a complexidade paradoxal do não-saber o que não-sinto pelo Outro.&lt;br /&gt;Os sinais de fogo, de gelo, de terra, de ar... de todos os elementos possíveis... na verdade me escolhem, pq dependem independendo de mim. São apenas produtos/símbolos ao meu redor. Assim como o Outro. E o Eu.&lt;br /&gt;A verdade, que não existe e nem é mulher e nem qualquer coisa, é que só como é porque "quer"assim meu raciocínio (des)lógico. E sobre o mundo... o meu argumento é que em nada se coordena empiricamente com o que se passa em meu corpo. Isso é quase um posicionamento psicótico diante das sensaçòes e emoções. Considere-me acrítica, louca, intensa, mulher, apaixonada... não importo. Não questiono. Porque neste momento você é o Outro. É sobre você que falo. Esta não verdade, não solidez.&lt;br /&gt;O que se passa aqui é puro acontecimento e argumentos. Enqto e se eles se sustentam, isso quer dizer que minimamente eu tenho uma organização. A psicose não está TÃO grave assim. Por isso, percebo neste momento, em que o Outro-você (real ou imaginário) o infinito. Entro num estado de mais completo mistério, de não conhecimento, desestabilizando qualquer certeza mediocre (classe média) que me impedem de ser livre ou que me fazem ter culpa.&lt;br /&gt;Quero somente receber, permitir, transformar e fazer com que o Outro-você faça parte de mim. Me faça sofrer, opere precisamente transformações, quando e enqto te notifico a minha existência. A sua existência. A nossa existência neste curto e fulgaz vínculo. Um pequeno mundo inventado.&lt;br /&gt;É assim que todas as certezas se desfazem. Assim passo a ver a minha existência por outro ponto de vista, isso me escancara desde o que acho que sou, do que desempenho em vário lugares, até as grandes contradições que vejo na imagem invertida do espelho, que se sustenta na altura dos meus olhos.&lt;br /&gt;Não é o Outro que me agride, mas o espelho, que me força a ver coisas que não quero. O Outro não faz isso, pq eu o invento, até na falha, no erro, no imprevisto. Afinal, não existe coisas, mas acontecimento. E o Outro-você é um GRANDE acontecimento...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-495651565120906634?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/495651565120906634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=495651565120906634' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/495651565120906634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/495651565120906634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/03/paradoxos.html' title='Paradoxos'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-6539906500818410880</id><published>2009-03-26T12:51:00.003-03:00</published><updated>2009-03-30T02:46:43.289-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://onomedolivro.zip.net/images/chagall_promenade.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 242px; FLOAT: left; HEIGHT: 270px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://onomedolivro.zip.net/images/chagall_promenade.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Viva as estrelas .&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;"Se as coisas são inatingíveis... ora! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Não é motivo para não querê-las. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Que tristes os caminhos, &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;se não fora a mágica presença das estrelas!"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;(&lt;em&gt;Mário Quintana&lt;/em&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-6539906500818410880?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/6539906500818410880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=6539906500818410880' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/6539906500818410880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/6539906500818410880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/03/viva-as-estrelas.html' title=''/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-237100983149494910</id><published>2009-03-25T00:17:00.005-03:00</published><updated>2009-07-06T10:09:35.509-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mais Visitado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Pensamentos fragmentados sobre a condição do sexo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KVf0TKnBKQE/Sa2U5UxBp5I/AAAAAAAACz8/VE2fl3L8tLs/s400/klimt21.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 263px; FLOAT: left; HEIGHT: 290px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_KVf0TKnBKQE/Sa2U5UxBp5I/AAAAAAAACz8/VE2fl3L8tLs/s400/klimt21.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No ato não há o esforço de lidar como desejo, mas de alimentar uma aura narcísica de: eusouofoda.com.br Isso vale para homens e mulheres. É a potência. É o poder sobre o prazer do Outro. Ele só goza pq Eu quero, Eu faço. É a potência do controle sobre a libido do Outro. O que acontece quando o jogo se inverte? Quando de objto narcísico, o Outro passa a ser uma escolha objetal? Explico: quando o Outro pára de me refletir, de ser objeto do meu investimento em mim. Quando este Outro passa a existir e o Eu se defronta com o mistério, com o infinito. É o risco real do envolvimento e do não controle sobre si. É o momento em que a razão (pensamento de racionalização, explicação pormenorizadas dos acontecimentos) tenta barrar o momento erótico de fato. Toda esta balela não seria mais uma vez uma fantasia cheia de plumas e paetês? Isto que revela que o Eu atormentado pela cobrança de não ter culpa, de ser infalível. Tudo o que antes era moralizante e que agora tem quase uma obrigação de ser não-moralizante. Banais. Não há lugar para lamúrias. Não há sequer espaço. Sempre no Outro tenho que me inventar. É a luta por uma (in)existência cada vez mais alucinada e solitária. Ocupa-se um lugar virtual na minha Imagem em Ação. Quando se quebra a performance? Quando se passa a ser realmente erótico? Será que em algum momento aprendemos a fazer o "tal" amor? E é esta mesma a materialização do amor?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-237100983149494910?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/237100983149494910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=237100983149494910' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/237100983149494910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/237100983149494910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/03/pensamentos-fragmentados-sobre-condicao.html' title='Pensamentos fragmentados sobre a condição do sexo'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KVf0TKnBKQE/Sa2U5UxBp5I/AAAAAAAACz8/VE2fl3L8tLs/s72-c/klimt21.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-6110996962063851312</id><published>2009-03-21T00:29:00.000-03:00</published><updated>2009-03-25T00:40:55.429-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Divagações</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_IdeWhqQFRQk/SZXgKHmyZDI/AAAAAAAAAm0/siO-JfV2LwI/s320/chagall01a.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 223px; FLOAT: right; HEIGHT: 297px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_IdeWhqQFRQk/SZXgKHmyZDI/AAAAAAAAAm0/siO-JfV2LwI/s320/chagall01a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esta solidão de ruptura do saber não pode escrever,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;mas é até o que se inscreve por excelência,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;pois é o que de uma ruptura do ser deixa marca.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(Lacan)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-6110996962063851312?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/6110996962063851312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=6110996962063851312' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/6110996962063851312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/6110996962063851312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/03/divagacoes.html' title='Divagações'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IdeWhqQFRQk/SZXgKHmyZDI/AAAAAAAAAm0/siO-JfV2LwI/s72-c/chagall01a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-8219090548040482621</id><published>2009-03-11T10:41:00.001-03:00</published><updated>2009-07-06T10:11:21.642-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>Mudanças....</title><content type='html'>Cheguei esbaforida à rodoviária. Cheia de malas e expectativas. E simplesmente nenhuma idéia do que estava acontecendo ao meu redor. Apenas e tão somente esperava pelo trem. Olhava atentamente a pequenos ratos que passeavam pelos trilhos. O telefone toca. É uma amiga. Não qualquer amiga, é a Amiga. A voz rouca do outro lado diz: "_ Bem-vinda a sua nova vida. Finalmente você veio." Fico quase em choque, já não sei mais se olho para os pequenos ratos nos trilhos ou se respondo o que minha amiga acabara de dizer. O choque com a realidade foi muito brusco. A espera acabou. Meses e meses, falando, sonhando, planejando... e aconteceu... chegou março e toda a sua confusão. São fusões e confusões de sentidos, cores, sabores, forma, afetos e (pseudo)racionalidades e uma pitadinha de nostalgia. Um velho sentimento ja havia sido revisitado ao entrar na sala de aula, agora em SP, são os novos sentimentos, as novas aventuras. O novo mundo ansiado cheio de coisas, sabaores, experiências. Mas com as boas e velhas amizades, as boas e velhas expectativas de quem está de novo seguindo o plano de vida traçado. Se houver algum extase de felicidade, acho que é isso que eu estou sentindo. Se 9 é a perfeição. Então venha, que o resto é perfeição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-8219090548040482621?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/8219090548040482621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=8219090548040482621' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/8219090548040482621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/8219090548040482621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/03/mudancas.html' title='Mudanças....'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-6776787267282856719</id><published>2009-03-09T12:01:00.003-03:00</published><updated>2009-07-06T10:08:58.046-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mais Visitado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Its takes two tango</title><content type='html'>Desde o início da vida temos a sensação da completude, ou melhor, a ilusão. A primeira fantasia elaborada pelo aparelho psíquico (analógico, espero...rs) é: somos um ser único com nossas mães, simbióticos. E é aí que o bicho pega, passamos o resto de nossas vidas procurando embusca da sensação de completude, seja um amor romântico, seja por trabalho, seja por completar uma coleção de selos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro exemplo, o amor romântico, que por convenções midiática-histérico-cinematográfica, com direito a roteiro fantasmático elaborado com cenas e diálogos, buscamos momentos de completa extase. A montagem da cena e a sua rigidez já demonstra a problemática do descolamento de qualquer possibilidade de realidade, ou melhor, há a relidade apenas como algo frustrante e terrivelmente infernal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, chegamos ao segundo exemplo, o trabalho. O trabalho propicia a ilusão de que temos autonomia, que não precisamos do Outro. O que alimenta mais uma vez a fantasia primária com a mãe, isto é, para que eu preciso dela? Eu me mantenho sozinha, eu consigo as coisas por mim mesma sem a ajuda de ninguém!!! Outra vez a ilusão e o engano, porque mesmo assim ainda preciso do Outro para me reconhecer. Preciso do olhar que me olhe. Ou, exatamente o contrário, preciso do Outro para me constituir. Necessito dele, necessito do que vejo nele e acho que é meu para eu poder existir. Vivendo assim um falso self. Um eu inventado por aquilo que eu acho que Outro vê em mim. E recai assim em uma das perguntas mais velhas do mundo: Quem sou eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, resitências a parte, ver que vivemos sim em uma matrix ou em um país das maravilhas, traz a sensação de que a gênese dos nosso problemas está na relação daquilo que é objetivamente percebido e aquilo que é subjetivamente concebido. E querido leitor, sinto muito, mesmo oferecendo meus préstimos como psicóloga, não há solução!!! E direciono isso a uma amiga... não há solução mesmo amiga!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fugir desta dor, e de tantas outras, criamos um espaço intermediário - uma área lúdica - da experiência, para que haja algum tipo de relação com o mundo com menos dor possível. É por este espaço que "apelamos" para medidas que nos "elevam", que nos façam ter sensação de trans-qualquer-coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos inventores de nós mesmos. Sonhamos, deliramos, fantasiamos com esta elavação. Vivemos, então, mergulhados em nostalgias, na procura do objeto perdido, da emoção perdida. É quase numa melancolia, transfigurado em um morto-vivo, zumbi, fantasmam, entre outras figuras do halloween..não o vampiro... um dia explico porque. Mas é o apoio a esta imagem que quase leva a uma alucinação, ou num senso comum : a obsessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogamos com o Outro por causa da precaiedade da interrelação, o que fica entre uma realidade objetiva (do que se quer) - individualmente e pessoalmente - e a experiência do controle, da onipotência da situação, que por sua vez se inclina para o Outro. Prefiro considerar, assim, o amor como sendo a fusão de uma expressão de pulsão de sentimento (eros) e a idéia não elucidada nossas difildades, a idéia não elucidada do que vem a ser o Outro e como me relacionar com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Titio Freud diz que o amor não admite apenas um, mas 3 OPOSTOS. Além da antítese "amar-odiar", existe a outra de "amar-ser amado"; além destas, o amar e o odiar considerados em conjunto são o posto da condição de desinteresse ou indiferença. A segunda dessas antíteses, "amar-ser amado", corresponde exatamente À transformação da atividade em passividade e pode rementar a uma situação subjacente, da mesma forma que no caso do instinto escopofílico (gostar só de olhar). Essa situação é a de "amar-se a si próprio", que consideramos como sendo o traço característico do narcisismo. Então, conforme o objeto ou o sujeito seja substituído por um estranho, o que resulta é a finalidade ativa de amar ou a passiva de ser amado - ficando a segunda mais perto do narcisismo. Talvez chegue-se perto de uma melhor compreensão dos vários opostos de amar, se refletir que a vida mental é regida por tres polaridas, as antíteses se traduzem, então: 1) Sujeito (ego) - Objeto ( mundo externo) - é lançada sobre o organismo individual numa fase inicial, e que é soberana em nossas atividades intelectuais (racionais) e cria pesquisa para a situação básica que esforço algum pode alterar. 2)Prazer - Desprazer - ligada a uma escala de sentimentos cuja a importância suprema está na consolidação do que é fantasia e do que é realidade. É a dominação dos estímulos. 3)Ativo - Passivo - o sujeito é passivo no tocante dos estimulos exteros, mas ativo através de seus proprios instintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que, então, fica é que tudo não passa de pequenos jogos ilusórios. "O que é um flerte? Pode-se dizer que é um comportamento qu deve dar a entender uma aproximação sexual é possível, sme que essa eventualidade possa ser entendida como certeza. Em outras palavras, o flerte é uma promessa de coito, mas uma promessa sem garantia." (kundera - A insustentável leveza do ser)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que até dentro de um relacionamento estabelecido com regras e confiança, os jogos são solitários. É apenas a trama da ilusão do eu se entrelação com a ilusãodo Outro. Ou quem sabe, de si mesmo num prazer sádico, de jogar com a realização ou não realização do Outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo da conquista é isso? Mostrar para o Outro que a realização dele depende só a minha vontade? Constituir o espaço intemediário para provocar a fabricação de fantasias bricadeiras e depois deixa-lo apenas com as imagens? E não se iluda, novamente, isso pode ser efeito tanto na ausência como na presença. Tudo faz parte do cenário, é esta construção imagináira que traz de volta o que acontece dentro do "brincar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tudo parece tirânico, sádico e dotado de maldade. Então, aqui está o golpe final, a relação "só" evolui quando com cuidado se faz uma zona em comum, com cuidado suficiente, em que as fantasias do eu (minhas) se ajustem às fantasias lúdicas do Outro (dele).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não se esqueça, baby... a existência é solitária. E contra isso, não há nada que se possa fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pertenço a tudo para pertencer cada vez mais a mim próprio/ E a minha ambição era trazer o universo ao colo/ Como uma criança a quem a ama beija./ Eu amo todas as coisas, umas mais do que as outras,/ Não nenhuma mais do que outra, mas sempre mais as que estou vendo/ Do que as que vi ou verei. (Acordar – Álvaro de Campos)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-6776787267282856719?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/6776787267282856719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=6776787267282856719' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/6776787267282856719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/6776787267282856719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/03/its-takes-two-tango.html' title='Its takes two tango'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-3490883251879640870</id><published>2009-03-08T02:48:00.006-03:00</published><updated>2009-03-08T03:28:18.184-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações Cinéfilas'/><title type='text'>Apenas mais um post em um blog falando sobre Slumdog Milionare</title><content type='html'>Inicio o assunto OVACIONANDO a pessoa que em algum momento não só pensou como fez os maravilhosos programinhas de troca/download de informação. Agradeço mais ainda a aqueles que não só baixam os filmes como os disponibilizam. E por último, parecendo quase um discurso do oscar, a alguém que postou em algum lugar uma frase assim: "piratear filmes é vendê-los, baixar e assistir é participar da sociedade da informação". UFFAAAA.... toda a minha possível culpa de contribuição ao crime organizado e a violência foi incrivelmente extinta. Me sinto quase como uma nova versão do santo BitComet... rs ... Lau versão 2.7... rsrs...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, mas o assunto não é este. Depois de ver várias discussões (amigos, fila de banco, sala de aula, entre outros) vi que estava quase impossível não comentar Slumdog Milionare. Afinal, o assunto é mais popular do que o BBB...rs... Fique bem claro que não sou nenhuma especialista em cinema. Sou apenas uma pessoa que vê e que tem opiniões sobre alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acho que Slumdog mereceu o oscar de melhor filme. Não com as justificativas dadas. A escolha foi claramente política, reforçando um discurso de engessamento de determinadas "ordens sociais". Já explico. O filme trata de um garoto, slumdog (favelado), que vai a um programa de TV para conquistar uma pequena fortuna e assim salvar o amor da vida dele. Ao meu ver, um filme romantico naturalista num cenário subdesenvolvido, inclusive, com direito a mauzinho e bonzinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Jammal (o herói ressurgido dos excrementos - cena polêmica do filme) só conseguirá ser algo ou alguém por golpes de sorte, o que fica demarcado o filme todo, jamais pela trajetória de sua vida. A escolha se deve muito mais a um momento "yes, we can do", motivado pela eleição do Obama e todo o sonho americano, do que exatamente por merecimento. Fica evidente o "yes, we can do" um filme com orçamento baixo, num lugar estranho, com um elenco $em e$strela$, do que qualquer tipo de significação mais profudna do filme. Também, porque não tem... Creio eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntas: será Jammal um dalit? Será que Bahuan estava fugindo também da mesma carnificina? O que teria acontecido se Jammal tivesse sido recolhido por Shankar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço esta mistura só para dizer o que realmente me choca: o jogo de estereótipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os culturalistas iriam dizer que"... não é dar importância ao filmes em si, mas o que se pode ver com ele. Em Slumdog pode-se especular sobre as mediações, de como um menino sem instrução teve acesso a determinadas informações só pela vivência. Logicamente, que a beleza está nos olhos de quem vê. Logicamente, vejo isso porque sou fortemente influenciada por esta "vibe" teórica. E vejo também que, tanto Slumdog como Caminho das Indias tratam de uma Indía que duvido eu seja aquilo. Talvez um misto das duas? Sei lá... acho que só indo para lá mesmo... (aceito financiamento) ... mas as duas produções midiáticas tem uma coisa em comum,  além da própria india, retraram a mesma coisa, isto é, o que é, é e não pode ser mudado, a não ser num golpe de sorte. Num dia auspicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente não consigo entender o que faz tantas pessoas falarem sobre a cena de que o "heroi" sai dos escrementos... aff... ok, não é uma cena agradável... o filme em si não é um Matrix ou Um lugar Chamado Nothing Hill (filmes que eu assisto várias e várias vezes sem enjoar).. mas não acho que seja para tanto. Existem filmes com cenas bem mais desagradavéis ( as quais logicamente fogem completamente da minha mente no presente momento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo já, que outra coisa que me irrita é o mito do filme cult. Dizer que o filme é assim, é assado só porque trata de uma marginalização tal... Concordo plenamente com o canavalesco Joaozinho30, quem gosta de pobre é intelectual. Deixa vc ficar sem dinheiro no final do mês, cortarem a sua luz ou vc ter que sair do conforto da sua casa com internet, geladeira entre outros eletrodomésticos, para ver se há alguma poesia na pobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aff... fala, fala, fala... e não se chegar a lugar nenhum??? O filme não é algo que denuncia, que modifica, que faz refletir (proposta esta que entendo ser dos filmes "cabeça"), por isso, reforço a ideia de que não passa de um romance em país subdesenvolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, ao assistir Milk e a Troca, embora sejam filmes americanos ("morte aos yankees e seu american way life"... aff...), trazem para mim algo muito mais significativo. Falam para mim de que é possível fazer algo, mudar algo, nem que seja numa tomada de consciência no meu aniversario de 40 anos (vide milk) ou seja diante de uma injustiça e que não se pode calar (a troca). Nenhum dos dois tem um happy ending, mas a ação por si só já era uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opiniões são opiniões... registro a minha, assim, quem sabe não consigo iniciar alguma movimentação.... quem sabe....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-3490883251879640870?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/3490883251879640870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=3490883251879640870' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/3490883251879640870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/3490883251879640870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/03/apenas-mais-um-post-em-um-blog-falando.html' title='Apenas mais um post em um blog falando sobre Slumdog Milionare'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-3383568572372268840</id><published>2009-03-02T04:14:00.000-03:00</published><updated>2009-03-02T04:38:22.508-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='faxina intelectual'/><title type='text'>Ode ao livros II</title><content type='html'>Anteriomente eu falei sobre algumas emoções minhas em relação aos livros.&lt;br /&gt;Emoções estas ditas passionais, exaltadas, apaixonadas.&lt;br /&gt;Neste post, queria falar sobre duas coisas um pouco mais "objetivas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Compro a maioria dos meus livros em sebos. Sou uma compradora assumidamente compulsiva e com um poder aquisitivo não segue com o mesmo ritmo este meu ímpeto. (Ok, não chego a me alimentar de ovo, miojo e pão para comprar livros, mas confesso que também não fica muito longe. Afinal, para que esta bobagem de alimentar o corpo, se eu posso alimentar a alma...rs...)&lt;br /&gt;Ao chegar em casa com as péroals recolhidas, eu tenho por hábito escrever meu nome, colocar a data da aquisição e carimbar os livros com: Lauren Ferreira Colvara - acervo pessoal. Nossa, mas como é desconfortável fazer isso, quando, há o nome de outra pessoa. Pior ainda quando é o nome de alguém conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2)  Outro descompasso é o seguinte: os livros tem uma direção vetorial única. Explico: eles só entram na minha casa, não saem. Por isso, há um certo problema de espaço físico e uma completa incompreensão de quem faz o meu tesouro nos sebos. Como alguém vende, por exemplo, um exemplar do "Cem anos de Solidão"? Ou do "Insustentável leveza do ser"???? Esta situação de incompreensão piora, quando eu vejo dedicatórias.&lt;br /&gt;Confesso que a melhor está em um livro meu do G.G.Marquez que diz: "que este livro faça com que vc sofra o qto q eu sofri com vc". Fiquei com "medo" inicial de que a maldição recaísse sobre mim, confesso que este, ou eu venderia (como foi feito) ou eu arrancaria a página de rosto (pecado mortal só perdoado depois de rezar fervorosamente a São Gutemberg). No quebrardos ovos, o livro está aqui, fazendo cia para os outros de G.G. Marquez e até agora não fui infeliz. Acho que os vasos de arruda e pimenteira tem ajudado nesta questão.&lt;br /&gt;Mas há outras dedicatórias mais amorosas em que de nada convenceram a pessoa a ficar com o livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Entristece-me aqueles que não entendem o vínculo que estabeleci com as minhas estantes de livros. Tenho uma amiga que "morou" comigo por um tempo, na verdade, ela dormia algumas noites por semana neste "apertamento". E ela sempre parava diante da estante e dizia: "_ quando é que iremos JOGAR FORA alguns destes livros? É possível saber o que e útil hoje e não será amanhã?&lt;br /&gt;Nossa, sinceramente prezado leitor, é possivel JOGAR FORA um livro?&lt;br /&gt;Acho que sim, afinal, sem pessoas que tivessem esta capacidade... não haveria sebo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afff... minha preocupação em principal é: Como vou transportar o livros e fazer caber na casa nova????&lt;br /&gt;Mistérios das meia-noite que voam longe....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-3383568572372268840?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/3383568572372268840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=3383568572372268840' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/3383568572372268840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/3383568572372268840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/03/ode-ao-livros-ii.html' title='Ode ao livros II'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-6403059478012797036</id><published>2009-03-02T03:54:00.000-03:00</published><updated>2009-03-02T04:41:43.732-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='faxina intelectual'/><title type='text'>Ode aos livros I</title><content type='html'>Resolvo escrever antes que as idéias saiam janela a fora e nunca mais eu as encontre.&lt;br /&gt;Minhas idéias são como borboletas em fuga. Rápidas e frágeis. A tentativa de capturar, sem uma rede adequada, acaba em um fracasso considerável.&lt;br /&gt;Bem, mas o que ocorre é que estou a arrumar as minhas estantes de livros... Começo sempre pelos de literatura, o que faz, consequentemente, que o trabalho seja mais moroso. São os livros que mais tenho carinho e apreço. Os momentos da mais incrível solidão feliz foram, são e serão com eles. São nestas narativas que me surpreendo ao ver pedaços tão intímos, que tento em vão deixar em segredo, ali, exposto na escrita, eternizado nos caracteres e para meu tormento, acessível a pessoas que eu não faço idéia que existam. Por isso, dizer que um livro é meu, é algo muito forte. Afinal, não sou dona nem do meu corpo ou mesmo de uma possível consciência ( _ Obrigada, tio Freud! por dizer que são as pulsões que me governam... uuufffaaa... sem responsabilidades... rs) . Mas vou deixar esta discussão para outro momento.&lt;br /&gt;O que estou tentando dizer é que minha admiração (e um pouco do que tento fazer aqui) é a exposição que os autores se colocam. É a esfera mais íntima, mais lúdica, dessas pessoas (autores) que estão ali, expostas, ao crivo (príncipio de realidade) de outrem. Precebe já a contradição colocada: vejo o eu representado e o outro que imagina, que cria. Mesmo no meu ao mais singular, solitário e prazeroso, eu tenho um outro. E um outro que me atinge, por vezes, profundamente a ponto de não conseguir ser mais o que era ao final da leitura.&lt;br /&gt;Poderia contar inúmeras passagens literárias que me fizeram olhar no espelho e perguntar: o que mesmo? quem mesmo? por que mesmo?&lt;br /&gt;Como é bom às vezes fazer incríveis descobertas sobre mim mesma apenas pelo sentir e não pelo pensar....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-6403059478012797036?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/6403059478012797036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=6403059478012797036' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/6403059478012797036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/6403059478012797036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/03/um-pequeno-ode-ao-livros-i.html' title='Ode aos livros I'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7108290873065358224.post-6402909001679154566</id><published>2009-02-26T06:59:00.000-03:00</published><updated>2009-03-02T04:40:09.821-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Escrever</title><content type='html'>Escrevo. Escrevo que escrevo. Mentalmente me vejo escrever e também posso me ver, ver que escrevo. Recordo-me já escrevendo também vendo-me que escrevia. E me vejo recordando que me vejo escrever e me recordando que me vejo escrever e me recordo vendo-me escrever vendo-me recordar que escrevia e escrevo vendo-se escrever que recordo haver-me visto escrever que escrevia e que escrevia que escrevo e que escrevia. Também posso imaginar-me escrevendo que já havia escrito que me imaginava escrevendo que me vejo escrever que escrevo. (Salvador: El grafógrafo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7108290873065358224-6402909001679154566?l=entredoisestados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entredoisestados.blogspot.com/feeds/6402909001679154566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7108290873065358224&amp;postID=6402909001679154566' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/6402909001679154566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7108290873065358224/posts/default/6402909001679154566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entredoisestados.blogspot.com/2009/02/teste-123.html' title='Escrever'/><author><name>Lau Colvara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09244819796037897206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KbYLehY8tX4/SaZqAb_g-xI/AAAAAAAAAAM/51lgRcd1-Rc/S220/lena_olin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
